A primeira família de nomes do latim, completa: gênero, as exceções masculinas, as formas especiais, as preposições que acompanham cada caso e um primeiro texto corrido para ler.
Neste capítulo você vai
Declinar qualquer nome da primeira declinação, no singular e no plural, inclusive os masculinos.
Reconhecer as formas especiais (fīliābus, deābus) e os nomes gregos mais comuns.
Usar as preposições que pedem acusativo e as que pedem ablativo, e entender o par in + acusativo / in + ablativo.
Analisar palavra a palavra uma frase autêntica com preposição e formas da primeira declinação.
Ler um texto corrido de dez frases só com nomes da primeira declinação e verbos no presente.
1ª declinaçãogênero dos nomesmasculinos em -adativo e ablativo pluralpreposições com acusativopreposições com ablativovocabulário básiconomes só no plural (tenebrae)análise de frase autênticaleitura de texto corrido
Antes deste capítulo: Capítulo 3: os seis casos, o paradigma de rosa e as formas que coincidem (-ae, -a/-ā, -īs). · capítulo 3
No capítulo anterior você viu o paradigma de rosa. Agora vamos olhar a família inteira. A primeira declinação reúne todos os nomes cujo genitivo singular termina em -ae: é esse o critério, e é assim que o dicionário os apresenta: rosa, -ae; puella, -ae; nauta, -ae. Sempre que você encontrar um nome em -a com genitivo em -ae, ele se declina exatamente como rosa.
As terminações são as mesmas para os dois nomes. A única diferença entre puella e nauta é o gênero, que não se vê na palavra, mas se vê no adjetivo que a acompanha: puella bona, mas nauta bonus (o capítulo 5 apresenta os adjetivos; por enquanto, basta saber que eles "obedecem" ao gênero do nome).
Para fixar o ritmo, declame em voz alta, sempre na mesma ordem: puella, puellae, puellae, puellam, puella, puellā; puellae, puellārum, puellīs, puellās, puellae, puellīs. É uma ladainha, e é para ser: o ouvido guarda o que a boca repete.
Os nomes da primeira declinação são femininos, com uma exceção previsível: os que designam homens ou ofícios tradicionalmente masculinos. Esses são masculinos, embora terminem em -a e se declinem como rosa. O português conserva vários deles: o poeta, o pirata, o nauta.
Os masculinos mais comuns da primeira declinação
Latim
Português
Gênero
nauta, -ae
marinheiro
m.
agricola, -ae
agricultor
m.
poēta, -ae
poeta
m.
pīrāta, -ae
pirata
m.
scrība, -ae
escriba, escrivão
m.
incola, -ae
habitante
m. (ou f., conforme a pessoa)
convīva, -ae
conviva, convidado
m. (ou f.)
Duas formas especiais
Dois nomes fazem normalmente o dativo e o ablativo plural em -ābus em vez de -īs: fīlia (filha) e dea (deusa). O motivo é prático: distingui-los de fīliīs ("aos filhos", de fīlius) e deīs ("aos deuses", de deus). Raramente outros nomes com par masculino fazem o mesmo, como līberta (liberta) e equa (égua), mas quase só quando os dois sexos aparecem juntos. A forma em -ābus é sobretudo esperada justamente nesse contexto (fīliīs et fīliābus, "aos filhos e às filhas"); fora dele, a forma regular fīliīs também se encontra. Este livro segue Allen e Greenough, Bennett e Kennedy, que dão deābus e fīliābus como as formas usuais de dea e fīlia, mesmo sem masculino ao lado; por isso os exemplos e exercícios do capítulo usam fīliābus também sozinho. O Pe. Ravizza é mais restritivo: só admite -ābus quando há um masculino unido ou contraposto.
Agricola fīliābus fābulās nārrat.
O agricultor conta histórias às filhas.
Nautae deābus et deīs rosās dant.
Os marinheiros dão rosas às deusas e aos deuses.
Alguns nomes de origem grega entraram na primeira declinação com terminações gregas no singular: Aenēās (Eneias, acusativo Aenēān) e epitomē ("resumo", acusativo epitomēn). Muitos outros se latinizaram por completo e se declinam como rosa (grammatica, mūsica). Você os encontrará nos poetas; no plural, seguem rosa. Por ora, só reconheça.
Preposições: o acusativo e o ablativo ganham companhia ⚑
Boa parte dos acusativos e ablativos que você vai ler vem depois de uma preposição. Em latim, cada preposição "pede" um caso fixo, e isso é uma pista de leitura: ao ver cum, você já espera um ablativo; ao ver ad, um acusativo.
Preposições mais frequentes e o caso que pedem
Preposição
Caso
Sentido
Exemplo
ad
acusativo
para, até, junto a
ad vīllam: para a casa
in (+ ac.)
acusativo
para dentro de, contra
in silvam: para dentro da floresta
per
acusativo
através de, por
per viās: pelas ruas
trāns
acusativo
além de, do outro lado de
trāns aquam: do outro lado da água
inter
acusativo
entre
inter puellās: entre as meninas
ante · post
acusativo
antes de · depois de
post cēnam: depois do jantar
in (+ abl.)
ablativo
em, dentro de (sem movimento)
in silvā: na floresta
cum
ablativo
com (companhia)
cum amīcā: com a amiga
ā / ab
ablativo
de, desde, a partir de; por (agente)
ā vīllā: desde a casa
ē / ex
ablativo
de dentro de, de
ex Ītaliā: da Itália
dē
ablativo
de cima de; sobre, a respeito de
dē fāmā: sobre a fama
sine
ablativo
sem
sine pecūniā: sem dinheiro
prō
ablativo
diante de; em favor de
prō patriā: pela pátria
Repare no par in: com acusativo, há movimento para dentro; com ablativo, permanência. A diferença de sentido está inteira na terminação:
Puella in vīllam ambulat.
A menina caminha para dentro da casa. (movimento)
Puella in vīllā habitat.
A menina mora na casa. (sem movimento)
Nautae in aquam saliunt.
Os marinheiros pulam na água. (para dentro dela)
Nautae in aquā sunt.
Os marinheiros estão na água.
Duas formas para a mesma preposição.ā e ab, ē e ex são a mesma palavra. Antes de vogal ou h, use sempre a forma longa: ab Ītaliā, ex aquā. Antes de consoante, ex e ē alternam livremente (ex silvā ou ē silvā); já ab aparece só às vezes antes de consoante, e normalmente não antes de b, p, f, v, m, c, g, q, t (Bennett § 142.1): aí o normal é ā: ā vīllā, não ab vīllā. Regra prática: ex serve sempre; ab, só antes de vogal ou h.
Frases caso a caso: uma construída, uma autêntica ⚑
Com as preposições, as frases ganham circunstâncias: de onde, para onde, com quem. Leia esta na ordem latina, registrando o crachá de cada grupo:
Lendo em ordem: Nautae cum fīliābus ex Ītaliā ad īnsulam nāvigant = Os marinheiros navegam da Itália até a ilha com as filhas.
Nautae: -ae; nominativo plural ou genitivo/dativo singular? Está no começo da frase e não há outro candidato a sujeito: aposto em sujeito plural. Espero um verbo em -nt.
cum fīliābus: a preposição resolve tudo; cum pede ablativo, e fīliābus é a forma especial. Companhia: com as filhas.
ex Ītaliā: ex + ablativo, origem: da Itália.
ad īnsulam: ad + acusativo, destino: até a ilha.
nāvigant: verbo em -nt, plural, "navegam". Confirma o sujeito nautae. Frase fechada.
Note que, lendo assim, os grupos preposicionados se fecham sozinhos: preposição + nome é uma unidade, e você nunca precisa "esperar" por eles. O que fica em aberto, até o verbo, é só a dupla sujeito e objeto.
Análise gramatical: uma frase autêntica
O prólogo do Evangelho de João, na Vulgata, tem uma frase que parece escrita para treinar este capítulo: um nome da primeira declinação aparece duas vezes, uma no ablativo plural com in e outra no nominativo plural.
Et lūx in tenebrīs lūcet, et tenebrae eam nōn comprehendērunt.
E a luz brilha nas trevas, e as trevas não a compreenderam. (Jo 1,5, Vulgata)
Tenebrae ("trevas") é um nome da primeira declinação que só se usa no plural, como o português "trevas" ou "férias" (Bennett § 56.3); declina-se como o plural de rosa. Três palavras ainda não foram estudadas: lūx ("luz", terceira declinação, capítulo 9), o pronome eam ("a ela", capítulo 15) e o perfeito comprehendērunt ("compreenderam", capítulo 13). Para a análise, basta saber o que elas são.
Jo 1,5, palavra a palavra
Palavra
Dicionário
Análise
Função
Et
et (conjunção), "e"
invariável
liga esta frase à anterior
lūx
lūx, lūcis (f.), "luz"
nominativo singular, 3ª declinação
sujeito de lūcet
in
in (preposição)
aqui com ablativo
lugar onde, sem movimento
tenebrīs
tenebrae, -ārum (f., só plural), "trevas"
ablativo plural, 1ª declinação
in + ablativo: "nas trevas"
lūcet
lūceō, lūcēre, "brilhar"
presente, 3ª pessoa do singular
verbo da primeira oração
et
et (conjunção), "e"
invariável
liga as duas orações
tenebrae
tenebrae, -ārum
nominativo plural, 1ª declinação
sujeito de comprehendērunt
eam
is, ea, id (pronome), "ele, ela"
acusativo singular feminino
objeto direto; retoma lūx (feminino): "a ela", "a"
Dois raciocínios deste capítulo resolvem a frase. Tenebrīs poderia ser dativo ou ablativo plural, mas vem depois de in, e in nunca pede dativo: é ablativo, e sem movimento, "nas trevas". Tenebrae, na segunda oração, poderia ser genitivo ou dativo singular, se a palavra tivesse singular; como é um nome só de plural e o verbo termina em -nt, é o nominativo plural, o sujeito. Repare ainda que eam tem a mesma terminação -am dos acusativos da primeira declinação: o crachá do objeto é reconhecível mesmo num pronome que você ainda não estudou. (O verbo comprehendere tem dois sentidos possíveis aqui, "compreender" e "dominar, vencer", e as traduções se dividem; a gramática da frase é a mesma.)
Vinte e quatro nomes da primeira declinação e dez verbos no presente. A maioria está na lista das mil palavras mais frequentes do latim (DCC Latin Core Vocabulary): 17 dos 24 nomes e 8 dos 10 verbos; os outros foram escolhidos porque aparecem muito nos leitores para iniciantes. Aprenda-os pelas frases dos exercícios e do texto, não pela lista; a lista é para consulta.
Gênero feminino, exceto os nomes de homens e ofícios (nauta, agricola, poēta), que são masculinos.
fīliābus, deābus: dativo e ablativo plural especiais, para não confundir com fīliīs, deīs (sobretudo quando os dois sexos aparecem juntos; fīliīs também ocorre).
ab e ex antes de vogal; antes de consoante, ā (às vezes ab, quase nunca antes de labial ou de c, g, q, t) e ē ou ex.
Preposições com acusativo (ad, in movimento, per, trāns, inter, ante, post) e com ablativo (in sem movimento, cum, ā/ab, ē/ex, dē, sine, prō).
Ler em ordem: preposição + nome fecha um grupo; o que fica aberto até o verbo é a dupla sujeito e objeto.
No próximo capítulo, a segunda declinação (dominus, puer, bellum) completa os crachás masculinos e neutros e traz os adjetivos.
Erro: Fazer o adjetivo concordar com a terminação, e não com o gênero: nauta bona.
Por quê, e como evitar:Nauta, agricola, poēta são masculinos, e o adjetivo vai para o masculino: nauta bonus, poēta clārus. O gênero vem do dicionário (nauta, -ae, m.), não da letra final.
Erro: Usar in + acusativo para dizer onde algo está: Puella in vīllam habitat.
Por quê, e como evitar: Morar não é movimento: in vīllā habitat, com ablativo. O acusativo depois de in só aparece quando há deslocamento para dentro (in vīllam ambulat, "entra caminhando na casa").
Erro: Usar cum para o instrumento: Agricola cum aquā terram rigat.
Por quê, e como evitar:Cum indica companhia ("junto com alguém"). O instrumento vai no ablativo sem preposição, como você viu no capítulo 3: Agricola aquā terram rigat, "rega a terra com água".
Erro: Estender o -ābus a qualquer nome: puellābus, rosābus.
Por quê, e como evitar: Essas formas não existem no latim clássico. -ābus é próprio de dea e fīlia (e, raramente, de mais um ou outro nome com par masculino), justamente para distingui-los de deīs e fīliīs. Os demais nomes fazem sempre -īs.
Erro: Ler -īs sempre como dativo ("a, para").
Por quê, e como evitar:-īs é também o ablativo plural. Se há preposição de ablativo (in, cum, ex, ā, dē, sine, prō), o caso está decidido: in silvīs é "nas florestas", não "às florestas".
Erro: Escrever ab antes de qualquer consoante: ab vīllā.
Por quê, e como evitar: Antes de consoante, o normal é ā (ā vīllā); ab vai antes de vogal ou h (ab īnsulā). Com ex não há esse problema: ex vīllā e ē vīllā são ambos corretos.
Resolvida passo a passo: leia a pergunta, tente responder e só então abra cada passo.
Prática guiada 1 · Três grupos preposicionados
Leia na ordem latina e traduza: Rēgīna cum fīliābus ā vīllā in silvam ambulat. Vocabulário: ambulat, caminha; o resto está na lista do capítulo.
Rēgīna: que caso, e o que você espera?Ver o passo
Nominativo singular: o sujeito. Espera-se um verbo em -t.
cum fīliābus: como se resolve?Ver o passo
Cum pede ablativo; fīliābus é o ablativo plural especial de fīlia. Companhia: "com as filhas". O grupo se fecha sozinho.
ā vīllā: e este?Ver o passo
Ā pede ablativo (forma curta, porque vīllā começa com consoante): ponto de partida, "da casa".
in silvam: lugar onde ou direção?Ver o passo
Acusativo (-am) com in: movimento para dentro, "para a floresta".
ambulat e a tradução final.Ver o passo
Verbo em -t, singular, confirma rēgīna. "A rainha, com as filhas, caminha da casa para a floresta."
Prática guiada 2 · Quatro formas em -ae e -īs
Analise e traduza: Poētae fābulās nautīs in īnsulā nārrant.
Poētae: nominativo plural, genitivo ou dativo singular?Ver o passo
Por enquanto, em aberto. É a primeira palavra e não há outro candidato a sujeito à vista: a hipótese mais provável é nominativo plural, "os poetas". O verbo vai decidir.
fābulās e nautīs?Ver o passo
Fābulās: acusativo plural, o objeto, "histórias". Nautīs: dativo ou ablativo plural; não há preposição antes dele, e quem conta histórias conta "a alguém": dativo, "aos marinheiros".
in īnsulā?Ver o passo
In + ablativo: lugar onde, "na ilha".
nārrant: o que ele confirma?Ver o passo
Verbo em -nt: o sujeito é plural. Poētae é mesmo nominativo plural.
Tradução.Ver o passo
"Os poetas contam histórias aos marinheiros na ilha."
Os grupos com preposição fecham-se sozinhos; as formas sem preposição esperam o verbo.
Faça por escrito ou em voz alta; abra "Ver resposta" só depois de tentar. A explicação da resposta faz parte da lição.
Exercício 1 · Caso e número
Diga o caso e o número da palavra destacada e sua função. Use o vocabulário do capítulo.
Rēgīna epistulās fīliābus dat.Ver resposta
Acusativo plural: objeto direto de dat. A rainha dá cartas às filhas.
Rēgīna epistulās fīliābus dat.Ver resposta
Dativo plural (forma especial de fīlia): destinatário. Não é ablativo, porque não há preposição e dat pede "a quem".
Poēta in īnsulā habitat.Ver resposta
Ablativo singular, com in: lugar onde, sem movimento. O poeta mora na ilha.
Poēta ad īnsulam nāvigat.Ver resposta
Acusativo singular, com ad: destino. O poeta navega até a ilha.
Fēminae viās spectant.Ver resposta
Acusativo plural: objeto direto. As mulheres olham as ruas.
Agricolae fīlia aquam portat.Ver resposta
Genitivo singular: "do agricultor", ligado a fīlia. Não é nominativo plural: o verbo está no singular e fīlia já é o sujeito.
Puellae sine pecūniā sunt.Ver resposta
Ablativo singular, com sine: as meninas estão sem dinheiro.
Nautae patriam amant.Ver resposta
Acusativo singular: objeto direto. Os marinheiros amam a pátria.
Exercício 2 · Preposição e caso
Complete com a forma correta do nome entre parênteses, conforme a preposição.
Puella cum ___ ambulat. (amīca)Ver resposta
amīcā: cum pede ablativo.
Nautae ad ___ nāvigant. (patria)Ver resposta
patriam: ad pede acusativo.
Agricola ex ___ aquam portat. (silva)Ver resposta
silvā: ex pede ablativo (origem).
Poēta in ___ ambulat. (via) — "caminha pela rua, dentro dela"Ver resposta
viā: sem movimento de entrada, in + ablativo. Se fosse "entra na rua", in viam.
Fēminae inter ___ sunt. (puella, plural)Ver resposta
puellās: inter pede acusativo.
Rēgīna prō ___ pecūniam dat. (patria)Ver resposta
patriā: prō pede ablativo ("pela pátria").
Exercício 3 · Decline
Decline no singular e no plural, em voz alta e por escrito.
fīlia, -ae (f.)Ver resposta
fīlia, fīliae, fīliae, fīliam, fīlia, fīliā; fīliae, fīliārum, fīliābus, fīliās, fīliae, fīliābus. A forma regular fīliīs também existe, mas fīliābus é a que evita a confusão com fīliīs, "aos filhos".
poēta, -ae (m.)Ver resposta
poēta, poētae, poētae, poētam, poēta, poētā; poētae, poētārum, poētīs, poētās, poētae, poētīs. Masculino, mas as terminações são as de sempre.
Exercício 4 · Do português para o latim
Traduza, usando só o vocabulário do capítulo. Verbos no presente, 3ª pessoa.
A menina ama a lua.Ver resposta
Puella lūnam amat.
As filhas do agricultor moram na floresta.Ver resposta
Fīliae agricolae in silvā habitant.
O poeta dá rosas à rainha.Ver resposta
Poēta rēgīnae rosās dat.
Os marinheiros navegam da ilha até a pátria.Ver resposta
Nautae ex īnsulā ad patriam nāvigant. (também ab īnsulā)
A senhora conta uma história às amigas.Ver resposta
Domina amīcīs fābulam nārrat.
Exercício 5 · Singular e plural
Passe o grupo destacado para o número indicado e ajuste o que for necessário na frase.
Puella in vīllā habitat. → pluralVer resposta
Puellae in vīllā habitant. O sujeito no plural leva o verbo ao plural (-nt).
Agricola fīliābus rosam dat. O dativo plural de fīlia é fīliābus; o verbo não muda, porque o sujeito continua singular.
Nautae ex īnsulā nāvigant. → pluralVer resposta
Nautae ex īnsulīs nāvigant. Ablativo plural em -īs, ainda regido por ex.
Poētae rēgīnam laudant. → singularVer resposta
Poēta rēgīnam laudat. Sujeito singular, verbo em -t.
Fēmina epistulās portat. → singularVer resposta
Fēmina epistulam portat. Só o objeto muda; o verbo concorda com o sujeito, não com o objeto.
Exercício 6 · Leitura
Leia o texto em voz alta, duas vezes, e responda em português. Texto escrito para este capítulo, só com o vocabulário acima (e et = "e"; nōn = "não"; magna = grande; pulchra = bela; Rōmāna = romana; Iūlia = Júlia; Ītalia = Itália).
Iūlia est puella Rōmāna. Iūlia in vīllā cum fēminīs et puellīs habitat. Vīlla est magna et pulchra. Agricola, nauta et poēta in viā sunt. Poēta fābulās nārrat; puellae poētam laudant. Nautae ex Ītaliā ad īnsulās nāvigant et stellās spectant. Fīlia nautae epistulās ad vīllam portat. Iūlia epistulās amīcīs dat. Agricola terram amat et fīliābus aquam portat. Rēgīna patriae in vīllā nōn habitat.
Onde Júlia mora, e com quem?Ver resposta
Numa casa de campo (in vīllā), com as mulheres e as meninas (cum fēminīs et puellīs).
Quem está na rua?Ver resposta
O agricultor, o marinheiro e o poeta (agricola, nauta et poēta): três masculinos da primeira declinação.
O que as meninas fazem, e por quê?Ver resposta
Elogiam o poeta (poētam laudant), porque ele conta histórias.
De onde partem os marinheiros, e para onde vão?Ver resposta
Da Itália (ex Ītaliā) para as ilhas (ad īnsulās).
Que caso é nautae em "Fīlia nautae epistulās ad vīllam portat"?Ver resposta
Genitivo singular: a filha do marinheiro. O sujeito é fīlia, e o verbo está no singular.
A quem o agricultor leva água, e qual é a forma especial?Ver resposta
Às filhas: fīliābus, dativo plural especial.
A última frase é verdadeira sobre a rainha?Ver resposta
Diz que a rainha da pátria não mora na casa (nōn habitat). Nōn nega o verbo e fica antes dele.
Leituras recomendadas
Os primeiros capítulos de Ora Maritima usam quase só a primeira declinação e o presente: é a leitura ideal para esta semana. Puer Romanus e as Fabulae de Appleton vêm em seguida. As gramáticas são para consultar a tabela.
Etapa II · Primae FabulaeDificuldade 1 · ElementarDidáticoCom notas
Ora Maritima: a Latin story for beginners
E. A. Sonnenschein
Uma história contínua para iniciantes absolutos (1902): as férias de um menino na costa de Kent, com gramática e exercícios em inglês. Começa com a primeira declinação e avança devagar; muito usado com o Familia Romana. Fac-símile em PDF no Internet Archive.
Leitor graduado · Moderno (material didático) · algumas semanas · Internet Archive
Etapa II · Primae FabulaeDificuldade 1 · ElementarDidático
Puer Romanus
R. B. Appleton e W. H. S. Jones
Um menino romano conta sua vida em capítulos curtos (a escola, o jantar, uma viagem, Roma, o teatro), em latim simples e totalmente macronizado, pelo método direto (1913). Um dos leitores iniciais mais agradáveis. Só link: o coautor morreu em 1963, e a obra ainda está protegida no Brasil.
Etapa II · Primae FabulaeDificuldade 2 · BásicoDidático
Fabulae, virginibus puerisque aut narrandae aut recitandae
R. B. Appleton
Historietas e fábulas curtas para contar ou recitar (1914), em latim macronizado pelo método direto, com índice de palavras em latim. Boa leitura paralela ao Puer Romanus.
Gramática latina completa em português, usada por gerações nas escolas brasileiras, com um compêndio de história da literatura latina. Nona edição (1940), em domínio público (autor falecido em 1941). Fac-símile em PDF no Internet Archive.
Gramática · Moderno (material didático) · consulta · Internet Archive
Allen and Greenough's New Latin Grammar (edição DCC)
J. H. Allen e J. B. Greenough
A gramática de referência clássica em inglês (1903), em hipertexto com os parágrafos numerados tradicionais: pronúncia, morfologia, sintaxe, prosódia. Os comentários do DCC remetem a ela em cada nota. Para consultar, não para decorar.
New Latin Grammar, Charles E. Bennett (no catálogo) · domínio público · § 20 (paradigma), § 21 (masculinos; -ābus em § 21.2.e), § 22 (nomes gregos), § 56.3 (tenebrae, só no plural), §§ 141–143 (preposições; ā/ab e ē/ex em § 142.1–2)
Gramática Latina, Pe. João Ravizza (no catálogo) · domínio público · n. 18 (1ª declinação, poeta e rosa), n. 19 (formas em -ābus), nn. 146–147 (preposições com acusativo e com ablativo)