Quando o sujeito sofre a ação: as terminações passivas (-r, -ris, -tur, -mur, -minī, -ntur), o presente, o imperfeito e o futuro passivos das quatro conjugações e dos verbos em -iō, o infinitivo presente passivo (-rī, -ī), o agente com ā/ab e o meio no ablativo simples, a passagem da ativa para a passiva e as armadilhas amāris/amāberis e regeris/regēris.
Neste capítulo você vai
Explicar o que muda numa oração quando o verbo passa da voz ativa para a passiva, e por que só os verbos transitivos têm passiva pessoal completa.
Conjugar e reconhecer o presente, o imperfeito e o futuro passivos de amō, moneō, regō, audiō e capiō, inclusive a 2ª pessoa em -re.
Distinguir pela forma e pela quantidade as armadilhas amāris (presente) / amāberis (futuro) e regeris (presente) / regēris (futuro).
Formar o infinitivo presente passivo (amārī, monērī, regī, audīrī, capī) e não confundi-lo com o ativo.
Exprimir o agente (ā/ab + ablativo) e o meio (ablativo simples), e transformar frases da ativa para a passiva e vice-versa.
voz passivainfectum e perfectumterminações passivaspresente passivoimperfeito passivofuturo passivoverbos em -iō na passiva2ª pessoa em -ris e -reamāris × amāberisregeris × regērisinfinitivo presente passivoagente da passiva (ā/ab + ablativo)ablativo de meioper + acusativoativa ↔ passivasentido reflexivo da passivaanálise de frase autêntica
Antes deste capítulo: Capítulos 13 e 21: os tempos do indicativo ativo e as partes principais (13) e os usos do ablativo, em especial o de meio (21). O capítulo 22 (sujeito, objeto, predicativo, verbos transitivos e intransitivos) é a base da passagem da ativa para a passiva. · capítulo 13 · capítulo 21 · capítulo 22
Compare "o mestre elogia o aluno" com "o aluno é elogiado pelo mestre". O fato é o mesmo; muda o ponto de vista. Na primeira frase o sujeito pratica a ação: é a voz ativa. Na segunda o sujeito sofre a ação: é a voz passiva (Bennett § 94; Kennedy § 108; Ravizza n. 80). Quem praticou a ação continua na frase, se o falante quiser, como agente da passiva ("pelo mestre").
Magister discipulum laudat.
O mestre elogia o aluno. (ativa)
Discipulus ā magistrō laudātur.
O aluno é elogiado pelo mestre. (passiva)
O português forma a passiva com duas palavras, o verbo "ser" e o particípio ("é elogiado"). O latim, nos tempos que este capítulo estuda, faz tudo numa palavra só, trocando as terminações pessoais: laudat → laudātur. É como se o verbo latino tivesse dois jogos de terminações, um para quando o sujeito age e outro para quando o sujeito sofre. O português também tem uma passiva de uma palavra só, a passiva com "se": "vende-se a casa", "elogia-se o aluno". Muitas vezes ela é a melhor tradução de uma passiva latina sem agente.
Infectum e perfectum
No capítulo 13 você viu que o verbo latino tem dois grandes conjuntos de tempos. Os do infectum (ação vista em curso, "não acabada") são o presente, o imperfeito e o futuro, formados com o tema do presente (ama-, rege-). Os do perfectum (ação acabada) são o perfeito, o mais-que-perfeito e o futuro perfeito, formados com o tema do perfeito (amāv-, rēx-) (Bennett § 97). A divisão é importante aqui, porque a passiva se forma de modo diferente nos dois grupos: no infectum, com terminações próprias, numa só palavra (este capítulo); no perfectum, com o particípio e o verbo esse, como em português (capítulo 24).
Quem pode ir para a passiva
Só um verbo que tem objeto direto pode transformá-lo em sujeito. Por isso só os verbos transitivos têm a passiva completa, em todas as pessoas (Kennedy § 110; Ravizza n. 80). Laudō tem passiva pessoal (laudor, "sou elogiado"); currō, "corro", não tem um *"sou corrido". Os intransitivos aparecem na passiva só na 3ª pessoa do singular, sem sujeito, numa construção impessoal que é assunto do capítulo 24 (curritur, "corre-se").
A passiva do infectum usa as mesmas formas da ativa até a terminação pessoal; só a terminação muda (Bennett § 96). O Pe. Ravizza resume a regra assim: onde a ativa termina em -ō, acrescenta-se -r; onde termina em -m, troca-se o -m por -r; as outras pessoas trocam a terminação ativa pela passiva correspondente (n. 89).
Terminações pessoais: ativa e passiva
Pessoa
Ativa
Passiva
Exemplo ativo → passivo
1ª sing.
-ō / -m
-r (-or / -ar)
amō → amor · amābam → amābar
2ª sing.
-s
-ris ou -re
amās → amāris
3ª sing.
-t
-tur
amat → amātur
1ª pl.
-mus
-mur
amāmus → amāmur
2ª pl.
-tis
-minī
amātis → amāminī
3ª pl.
-nt
-ntur
amant → amantur
Três detalhes. A 2ª pessoa do plural, -minī, não se parece com nenhuma outra terminação: é provavelmente um resto de uma forma de particípio (A&G § 163, nota 1), e por isso precisa ser decorada à parte. A 2ª pessoa do singular tem duas formas, -ris e -re; os paradigmas de Bennett registram a forma em -re no imperfeito e no futuro (amābāris ou amābāre; amāberis ou amābere, § 102), e Kennedy (§ 113) observa que no presente do indicativo a forma em -re é rara. E as vogais longas se abreviam antes de -r final e de -ntur, como antes de -t e -nt na ativa (A&G § 167): amor, amantur, monentur; mas amātur, monētur, audītur conservam a longa antes de -tur.
O presente passivo
Aplicando as terminações ao tema do presente, temos o presente passivo das quatro conjugações (Bennett §§ 102, 104, 106, 108, 111; Kennedy §§ 120–123):
Presente do indicativo passivo
Pessoa
1ª · amor
2ª · moneor
3ª · regor
4ª · audior
3ª em -iō · capior
1ª sing.
amor
moneor
regor
audior
capior
2ª sing.
amāris
monēris
regeris
audīris
caperis
3ª sing.
amātur
monētur
regitur
audītur
capitur
1ª pl.
amāmur
monēmur
regimur
audīmur
capimur
2ª pl.
amāminī
monēminī
regiminī
audīminī
capiminī
3ª pl.
amantur
monentur
reguntur
audiuntur
capiuntur
A tradução é "sou amado", "és aconselhado", "é governado"; e, como o presente latino também descreve a ação em curso, "estou sendo amado" (Kennedy § 120: I am or I am being loved). A única forma que foge do esperado é a 2ª pessoa do singular da 3ª conjugação: regeris e caperis, com e, e não *regiris, *capiris. A vogal breve do tema, que no resto do presente aparece como i (regitur, regimur), conserva diante do r a forma e, como no infinitivo regere (A&G § 176.b: tegeris, tegere). Ravizza chama a atenção para o caso dos verbos em -iō: cap-eris, e não *capiēris (n. 89). Guarde regeris: na seção seguinte ele terá um gêmeo traiçoeiro.
Epistula ā Mārcō scrībitur.
A carta é escrita (está sendo escrita) por Marco.
Ā magistrō monēminī, puerī.
Vós sois advertidos pelo mestre, meninos.
Vōx tua nōn audītur.
A tua voz não é ouvida (não se ouve).
In hōc oppidō multī librī vēnduntur.
Nesta cidade vendem-se muitos livros. (vēndō, -ere, vender)
O imperfeito e o futuro passivos; as duas armadilhas ⚑
O imperfeito passivo não traz surpresas: ao sinal -bā- do imperfeito ativo (capítulo 12) juntam-se as terminações passivas. O singular faz -bar, -bāris (-bāre), -bātur, e o plural -bāmur, -bāminī, -bantur. Traduz-se por "era amado", "estava sendo amado".
Imperfeito do indicativo passivo
Pessoa
amō
moneō
regō
audiō
capiō
1ª sing.
amābar
monēbar
regēbar
audiēbar
capiēbar
2ª sing.
amābāris (-bāre)
monēbāris
regēbāris
audiēbāris
capiēbāris
3ª sing.
amābātur
monēbātur
regēbātur
audiēbātur
capiēbātur
1ª pl.
amābāmur
monēbāmur
regēbāmur
audiēbāmur
capiēbāmur
2ª pl.
amābāminī
monēbāminī
regēbāminī
audiēbāminī
capiēbāminī
3ª pl.
amābantur
monēbantur
regēbantur
audiēbantur
capiēbantur
O futuro passivo segue as duas maneiras de fazer o futuro que você aprendeu no capítulo 12. Na 1ª e na 2ª conjugações, o futuro tem o sinal -b-: amābō, amābis, amābit; na passiva, amābor, amāberis (-bere), amābitur, amābimur, amābiminī, amābuntur. Na 3ª e na 4ª, o futuro tem -a- na 1ª pessoa e -ē- nas outras: regam, regēs, reget; na passiva, regar, regēris (-ēre), regētur, regēmur, regēminī, regentur.
Futuro do indicativo passivo
Pessoa
amō
moneō
regō
audiō
capiō
1ª sing.
amābor
monēbor
regar
audiar
capiar
2ª sing.
amāberis (-bere)
monēberis
regēris (-ēre)
audiēris
capiēris
3ª sing.
amābitur
monēbitur
regētur
audiētur
capiētur
1ª pl.
amābimur
monēbimur
regēmur
audiēmur
capiēmur
2ª pl.
amābiminī
monēbiminī
regēminī
audiēminī
capiēminī
3ª pl.
amābuntur
monēbuntur
regentur
audientur
capientur
Duas armadilhas
Primeira: amāris e amāberis. Na 1ª e na 2ª conjugações, a 2ª pessoa do singular do futuro passivo não é *amābiris, como faria supor amābis, amābitur, mas amāberis, com e, pela mesma razão que dá regeris: diante do r a vogal breve aparece como e, e não como i. Assim, amāris é presente ("és amado") e amāberis é futuro ("serás amado"); monēris, presente, e monēberis, futuro. A sílaba -be- é a marca do futuro.
Segunda: regeris e regēris. Na 3ª conjugação, o presente regeris ("és governado") e o futuro regēris ("serás governado") se escrevem com as mesmas letras. Só a quantidade do e os distingue: breve no presente, longo no futuro. Com a pronúncia muda também o acento: RE-ge-ris no presente, re-GĒ-ris no futuro. O mesmo vale para dūceris / dūcēris, mitteris / mittēris, e para a 2ª pessoa do plural: regiminī (presente) contra regēminī (futuro), aqui com vogais diferentes.
Formas que se parecem
Forma
Análise
Como reconhecer
amāris · amāberis
presente · futuro (2ª sing.)
o futuro da 1ª e 2ª tem -be-
regeris · regēris
presente · futuro (2ª sing.)
só a quantidade: e breve no presente, ē longo no futuro; num texto sem macrons, o contexto
regiminī · regēminī
presente · futuro (2ª pl.)
-i- no presente, -ē- no futuro
regitur · regētur
presente · futuro (3ª sing.)
-i- no presente, -ē- no futuro
amābere · amāre
futuro passivo (2ª sing., forma em -re) · infinitivo ativo
o -be- do futuro; e o infinitivo não tem pessoa
regēre · regere
futuro passivo (2ª sing., forma em -re) · infinitivo ativo
outra vez a quantidade do e; o contexto decide
Num texto sem macrons, como a maior parte das edições antigas, regeris/regēris e regere/regēre se distinguem pelo contexto: um advérbio de tempo (crās, "amanhã"; mox, "logo"), outro verbo no futuro na mesma frase, o sentido. É uma boa razão para aprender os paradigmas em voz alta, com a quantidade certa: o ouvido romano não confundia as duas formas.
O infinitivo ativo termina em -re: amāre, monēre, regere, audīre, capere. O infinitivo presente passivo troca o -re por -rī na 1ª, 2ª e 4ª conjugações, e, na 3ª, troca o -ere inteiro por -ī (Bennett §§ 102, 106, 111; Ravizza n. 92):
Infinitivo presente: ativo e passivo
Conjugação
Infinitivo ativo
Infinitivo passivo
Tradução
1ª
amāre
amārī
ser amado
2ª
monēre
monērī
ser aconselhado
3ª
regere
regī
ser governado
4ª
audīre
audīrī
ser ouvido
3ª em -iō
capere
capī
ser pego, ser tomado
A forma curta da 3ª conjugação é a que mais engana. Regī é "ser governado", e não deve ser confundido com rēgī, dativo de rēx, "ao rei" (com ē longo); dūcī é "ser conduzido", mittī "ser enviado", capī "ser pego". Ao ver uma forma em -ī de um verbo da 3ª, pergunte se ela pode ser infinitivo passivo antes de procurar um caso.
Por ora, use o infinitivo passivo como complemento de verbos que você já conhece e que pedem infinitivo, como dēbeō, "dever", e cupiō, "desejar"; os demais usos ficam para os capítulos 27 e 28.
Na passiva, quem pratica a ação pode ser dito de duas maneiras, conforme seja uma pessoa ou uma coisa:
O agente pessoal vai para o ablativo com ā (só antes de consoante) ou ab (antes de vogal e de h, e também antes de algumas consoantes): ā Caesare accūsātur, "é acusado por César" (Bennett § 216; A&G § 405; Kennedy § 239).
O meio ou instrumento vai para o ablativo sem preposição, o ablativo de meio do capítulo 21: sagittā vulnerātur, "é ferido por uma flecha" (Bennett § 218; A&G § 409; Kennedy § 240).
O português usa "por" nos dois casos ("ferido pelo inimigo", "ferido por uma flecha"); o latim não. A&G (§ 405, nota 2) põe lado a lado occīsus gladiō, "morto pela espada", e occīsus ab hoste, "morto pelo inimigo". A regra prática do Pe. Ravizza diz tudo: o agente vai para o ablativo "com a ou ab, se for pessoa; sem preposição, se for cousa". Há só três nuances. Os nomes coletivos de pessoas (multitūdō, exercitus) e as coisas personificadas podem levar ā/ab: hostēs ā fortūnā dēserēbantur, "os inimigos eram abandonados pela Fortuna" (Bennett § 216.1). Os animais oscilam: às vezes são tratados como agentes, com ab, às vezes como meio (Bennett § 216.2; A&G § 405, nota 2). E uma pessoa usada como intermediária, "por meio de alguém", vai para per + acusativo: per explōrātōrēs, "por meio de batedores" (A&G § 405.b).
Urbs ā mīlitibus dēfenditur.
A cidade é defendida pelos soldados. (agente: pessoas)
Urbs mūrīs dēfenditur.
A cidade é defendida pelas muralhas. (meio: coisas)
Urbs ā mīlitibus mūrīs dēfenditur.
A cidade é defendida pelos soldados com as muralhas. (os dois juntos)
Da ativa para a passiva, passo a passo
Transformar uma frase ativa em passiva é o melhor exercício para dominar as duas vozes. São quatro passos (Kennedy §§ 296–297):
O objeto direto da ativa (acusativo) passa a sujeito da passiva (nominativo).
O verbo vai para a passiva no mesmo tempo, concordando em pessoa e número com o novo sujeito.
O sujeito da ativa, se for mantido, vira agente: ā/ab + ablativo se for pessoa, ablativo simples se for coisa.
O resto da frase (dativos, adjuntos) fica como está. Se havia um predicativo do objeto (Rōmulum rēgem appellant, o duplo acusativo dos capítulos 21 e 22), ele acompanha o objeto e passa ao nominativo: Rōmulus rēx appellātur, "Rômulo é chamado rei". O verbo de chamar, eleger ou considerar torna-se então verbo de ligação (Kennedy § 297; Bennett § 168.2.b).
A ativa Magister discipulōs saepe laudat (o mestre elogia muitas vezes os alunos) vira Discipulī ā magistrō saepe laudantur = Os alunos são muitas vezes elogiados pelo mestre: o acusativo vira nominativo, o nominativo vira agente, o verbo concorda com o novo sujeito.
O caminho inverso, da passiva para a ativa, é o mesmo ao contrário: o agente volta a ser sujeito (nominativo), o sujeito volta a ser objeto (acusativo), o verbo volta à ativa no mesmo tempo, concordando com o novo sujeito. Se a passiva não tem agente, a ativa precisa de um sujeito indeterminado: Librī vēnduntur → "vendem livros", "alguém vende livros". Note que um verbo intransitivo com dativo, como noceō, "prejudicar", conserva o dativo na passiva, que então fica impessoal (Kennedy § 302); essa construção é estudada no capítulo 24.
Não ache que a passiva latina é só um exercício de transformação. Os autores a preferem quando o agente é desconhecido, óbvio ou sem importância, ou quando querem manter o mesmo sujeito numa série de frases. Num relato de batalha, oppidum capitur, "a cidade é tomada", diz o que importa; quem tomou já está claro pelo contexto.
A Vulgata tem passivas do infectum em quase todas as páginas. Comecemos por uma frase curta do Evangelho de Mateus, na cena da tempestade que você leu no capítulo 22:
Nāvicula autem in mediō marī iactābātur flūctibus.
O barco, porém, era sacudido pelas ondas no meio do mar. (Mt 14,24, Vulgata)
Iactābātur é imperfeito passivo, 3ª pessoa do singular, de iactō, -āre, "lançar, sacudir": iactā-bā-tur. O imperfeito descreve a ação que durava, "era sacudido, estava sendo sacudido". Quem sacudia? Flūctibus, ablativo plural de flūctus, -ūs (4ª declinação, capítulo 11), "onda", sem preposição: as ondas são coisas, e por isso aparecem como meio, não como agente com ab. Na mesma página, uma passiva do presente com o vocativo do capítulo 22: Homo, remittuntur tibi peccāta tua, "Homem, são-te perdoados os teus pecados" (Lc 5,20), com remittuntur (3ª conj., 3ª pl.) concordando com o sujeito neutro plural peccāta.
A segunda passagem, do Evangelho de Lucas, parece feita para este capítulo. Ela alterna imperativos e futuros passivos:
Nōlīte iūdicāre, et nōn iūdicābiminī: nōlīte condemnāre, et nōn condemnābiminī. Dīmittite, et dīmittēminī. Date, et dabitur vōbīs.
Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados. Perdoai, e sereis perdoados. Dai, e dar-se-vos-á. (Lc 6,37–38, Vulgata)
Lc 6,37–38, palavra a palavra (formas verbais e pronomes)
Palavra
Dicionário
Análise
Função
Nōlīte iūdicāre
nōlō + iūdicō, -āre, julgar
nōlīte: imperativo de nōlō, 2ª pl.; iūdicāre: infinitivo presente ativo
proibição (capítulo 22): "não julgueis"
et nōn
conjunções e advérbio
invariáveis
"e não": liga a promessa à ordem
iūdicābiminī
iūdicō, -āre (1ª)
futuro passivo, 2ª pl.: iūdicā-bi-minī
"sereis julgados"; sujeito "vós", sem agente expresso
condemnābiminī
condemnō, -āre (1ª), condenar
futuro passivo, 2ª pl.
"sereis condenados"; mesma estrutura
Dīmittite
dīmittō, -ere (3ª), soltar, perdoar
imperativo presente, 2ª pl. (3ª conj.: -ite)
ordem positiva: "perdoai"
dīmittēminī
dīmittō, -ere (3ª)
futuro passivo, 2ª pl.: dīmitt-ē-minī
"sereis perdoados"; o -ē- é a marca do futuro da 3ª
Date
dō, dare, dedī, datum, dar
imperativo presente, 2ª pl.
"dai"
dabitur
dō, dare (1ª; a breve)
futuro passivo, 3ª sing.: da-bi-tur
"será dado"; o sujeito não vem expresso ("algo")
vōbīs
vōs (pronome pessoal)
dativo plural
objeto indireto: "a vós"
A passagem é um pequeno exercício de reconhecimento. As três promessas da 1ª e da 3ª conjugações mostram as duas maneiras de fazer o futuro: iūdicā-bi-minī, condemnā-bi-minī, com o -b- da 1ª, e dīmitt-ē-minī, com o -ē- da 3ª. E dīmittēminī tem um gêmeo perigoso: dīmittiminī, com -i-, seria o presente, "sois perdoados". Uma só vogal separa a promessa ("sereis") da constatação ("sois"). Repare ainda que nenhuma das passivas tem agente: quem julga, condena e perdoa fica implícito, como é natural numa sentença geral; o português diz o mesmo com "sereis julgados" ou com a passiva com "se".
Para terminar, uma frase do mesmo capítulo de Lucas, um provérbio na passiva do presente: Ūnaquaeque enim arbor dē frūctū suō cognōscitur, "pois cada árvore se conhece (é conhecida) pelo seu fruto" (Lc 6,44). O presente passivo de valor geral, sem agente, pede em português a passiva com "se".
Resumo
Passiva: o sujeito sofre a ação; só os transitivos têm passiva pessoal completa.
Terminações: -r, -ris/-re, -tur, -mur, -minī, -ntur, acrescentadas às formas do infectum.
No capítulo 24 você verá a passiva dos três tempos do perfectum (amātus sum, amātus eram, amātus erō), em que o latim, como o português, usa o particípio com o verbo "ser", e a passiva impessoal dos verbos intransitivos.
Erro: Traduzir a passiva como ativa, sem perceber o -r final: laudātur como "elogia".
Por quê, e como evitar: A diferença entre laudat e laudātur é toda a diferença entre agir e sofrer. Antes de traduzir, olhe o fim do verbo: -r, -ris, -tur, -mur, -minī, -ntur indicam passiva. Depois procure o sujeito no nominativo: é ele quem sofre.
Erro: Ler amāberis ou regēris como presentes, ou regeris como futuro.
Por quê, e como evitar:Amāris é presente e amāberis futuro (o -be- marca o futuro da 1ª e 2ª). Regeris (e breve) é presente e regēris (ē longo) futuro: aprenda as formas com a quantidade e, sem macrons, decida pelo contexto.
Erro: Usar ā/ab com coisas, ou deixar a pessoa sem preposição: *ā gladiō occīsus, *hoste occīsus.
Por quê, e como evitar: Pessoa que age → ā/ab + ablativo (ab hoste); coisa que serve de meio → ablativo simples (gladiō). O "por" do português não decide; pergunte se é alguém ou algo.
Erro: Deixar o novo sujeito no acusativo ao passar para a passiva: *Discipulōs ā magistrō laudantur.
Por quê, e como evitar: O objeto da ativa vira sujeito da passiva, e sujeito é nominativo: Discipulī ā magistrō laudantur. Confira a concordância: o verbo passivo concorda com o nominativo.
Erro: Confundir as formas em -re e em -ī com outras palavras: amābere com um infinitivo, regī com o dativo rēgī.
Por quê, e como evitar:Amābere (= amāberis) é 2ª pessoa do futuro passivo; o -be- o denuncia. Regī é o infinitivo passivo de regō ("ser governado"); rēgī, com ē longo, é "ao rei". Na 3ª conjugação, toda forma em -ī pode ser infinitivo passivo: teste essa hipótese.
Erro: Escrever *regiris, *capiris ou *amābiris.
Por quê, e como evitar: Diante do r da terminação -ris, a vogal breve aparece como e, e não como i: regeris, caperis, amāberis. É a mesma vogal que se vê no infinitivo regere.
Resolvida passo a passo: leia a pergunta, tente responder e só então abra cada passo.
Prática guiada 1 · Da ativa para a passiva
Passe para a passiva e traduza: Rōmānī urbem mūrīs altīs dēfendēbant. Vocabulário: dēfendō, -ere (3ª), defender; mūrus, -ī, muralha; altus, -a, -um, alto.
Qual é o verbo, em que tempo, e quem é o sujeito?Ver o passo
Dēfendēbant: imperfeito ativo, 3ª pl., de dēfendō (3ª conj.: dēfend-ē-ba-nt). Sujeito: Rōmānī, nominativo plural. "Os romanos defendiam a cidade com altas muralhas."
Qual é o objeto direto, e o que ele vira?Ver o passo
Urbem, acusativo singular de urbs. Na passiva vira o sujeito: urbs, nominativo singular.
Ponha o verbo na passiva, no mesmo tempo, concordando com o novo sujeito.Ver o passo
O que acontece com Rōmānī e com mūrīs altīs?Ver o passo
Rōmānī são pessoas: tornam-se agente, ā Rōmānīs. Mūrīs altīs já é ablativo de meio (coisas) e fica como está, sem preposição.
Monte a frase e traduza.Ver o passo
Urbs ā Rōmānīs mūrīs altīs dēfendēbātur. "A cidade era defendida pelos romanos com altas muralhas."
Prática guiada 2 · Presente ou futuro?
Analise as formas destacadas, decidindo entre presente e futuro, e traduza. Vocabulário: crās, amanhã; nunc, agora; mittō, -ere (3ª), enviar; vocō, -āre, chamar; ad + acusativo, para.
Crās, Mārce, ad rēgem mittēris.Ver o passo
Futuro passivo, 2ª sing., da 3ª conjugação: mitt-ē-ris, com ē longo; o advérbio crās confirma. "Amanhã, Marco, serás enviado ao rei."
Nunc, Mārce, ad rēgem mitteris.Ver o passo
Presente passivo, 2ª sing.: mitt-e-ris, com e breve (como regeris); nunc confirma. "Agora, Marco, és enviado (estás sendo enviado) ao rei."
Ā magistrō vocāberis.Ver o passo
Futuro passivo, 2ª sing., da 1ª conjugação: vocā-be-ris. O presente seria vocāris. "Serás chamado pelo mestre."
Ā magistrō vocāminī, puerī.Ver o passo
Presente passivo, 2ª pl.: vocā-minī. O futuro seria vocābiminī. "Sois chamados pelo mestre, meninos."
Nas conjugações em -b- (1ª e 2ª), o futuro se denuncia pelo -b-; na 3ª, pela vogal ē, que muitas vezes só a quantidade ou o contexto revelam.
Faça por escrito ou em voz alta; abra "Ver resposta" só depois de tentar. A explicação da resposta faz parte da lição.
Exercício 1 · Analise a forma
Dê o tempo (presente, imperfeito ou futuro), a pessoa e o número, e traduza. Todos os verbos já foram vistos: laudō (1ª), moneō (2ª), regō, dūcō, mittō (3ª), audiō (4ª), capiō (3ª em -iō).
laudārisVer resposta
Presente, 2ª sing.: "és elogiado". O futuro seria laudāberis.
laudāberisVer resposta
Futuro, 2ª sing.: "serás elogiado". O -be- é a marca do futuro da 1ª conjugação.
regeris e regērisVer resposta
Regeris (e breve): presente, 2ª sing., "és governado". Regēris (ē longo): futuro, 2ª sing., "serás governado".
audiēbanturVer resposta
Imperfeito, 3ª pl.: "eram ouvidos". Audi-ē-ba-ntur, com o -iē- da 4ª no imperfeito.
capiēturVer resposta
Futuro, 3ª sing.: "será pego (tomado)". Verbo em -iō: futuro como audiētur.
monēminīVer resposta
Presente, 2ª pl.: "sois advertidos". O futuro seria monēbiminī.
dūcunturVer resposta
Presente, 3ª pl.: "são conduzidos". O futuro seria dūcentur, o imperfeito dūcēbantur.
mittarVer resposta
Futuro, 1ª sing.: "serei enviado". Na 3ª conjugação, a 1ª pessoa do futuro tem -a-: mitt-a-r.
Exercício 2 · Conjugue
Conjugue nas seis pessoas e traduza a primeira e a última.
capior, caperis, capitur, capimur, capiminī, capiuntur. "Sou pego" … "são pegos". Note caperis, sem i, e capiuntur, com i, como audiuntur.
Exercício 3 · Da ativa para a passiva
Passe para a passiva, mantendo o tempo, e traduza. Decida entre ā/ab + ablativo e ablativo simples. Vocabulário: vincō, -ere, vencer; terreō, -ēre, aterrorizar; tempestās, -ātis (f.), tempestade; nauta, marinheiro; necō, -āre, matar; sagitta, flecha; hostis, -is, inimigo.
Caesar Gallōs vincit.Ver resposta
Gallī ā Caesare vincuntur. "Os gauleses são vencidos por César." Gallōs vira Gallī; o verbo passa a 3ª pl.; César é pessoa: ā Caesare.
Tempestās nautās terrēbat.Ver resposta
Nautae tempestāte terrēbantur. "Os marinheiros eram aterrorizados pela tempestade." A tempestade é coisa: ablativo simples, sem ā.
Hostēs mīlitem sagittīs necābunt.Ver resposta
Mīles ab hostibus sagittīs necābitur. "O soldado será morto pelos inimigos com flechas." Futuro passivo, 3ª sing.; ab diante de vogal (hostibus); sagittīs continua como meio.
Puerī vōcem magistrī audiunt.Ver resposta
Vōx magistrī ā puerīs audītur. "A voz do mestre é ouvida pelos meninos." O genitivo magistrī acompanha o seu nome e não muda.
Populus Numam rēgem creat.Ver resposta
Numa ā populō rēx creātur. "Numa é eleito rei pelo povo." O predicativo do objeto (rēgem) passa ao nominativo junto com o objeto: rēx (Kennedy § 297).
Exercício 4 · Da passiva para a ativa
Passe para a ativa, mantendo o tempo, e traduza. Se não houver agente, use um sujeito indeterminado.
Epistula ā Iūliā scrībētur.Ver resposta
Iūlia epistulam scrībet. "Júlia escreverá a carta." O agente ā Iūliā volta a ser sujeito (nominativo); epistula vira objeto (acusativo); futuro ativo, 3ª sing.
Cīvēs lēgēs nōn servant. "Os cidadãos não observam as leis." Note que lēgēs tem a mesma forma no nominativo e no acusativo plural: só a construção mostra a mudança de função.
In forō multa dīcuntur.Ver resposta
Sem agente: In forō multa dīcunt. "No fórum dizem muitas coisas" (sujeito indeterminado, "eles", "as pessoas"). Em português, também "dizem-se muitas coisas no fórum".
Exercício 5 · Leitura e tradução
Traduza, identificando cada passiva e dizendo se a palavra no ablativo é agente ou meio. Vocabulário: exercitus, -ūs, exército; dux, ducis, comandante; flūmen, -inis, rio; prohibeō, -ēre, impedir, deter; lupus, lobo; ovis, -is, ovelha; pāstor, -ōris, pastor; custōdiō, -īre, guardar.
Exercitus ā duce in Galliam dūcēbātur.Ver resposta
"O exército era conduzido pelo comandante para a Gália." Dūcēbātur: imperfeito passivo; ā duce: agente (pessoa).
Hostēs flūmine prohibentur.Ver resposta
"Os inimigos são detidos pelo rio." Prohibentur: presente passivo, 3ª pl.; flūmine: meio (coisa), sem preposição.
Ovēs ā pāstōre custōdiuntur, sed ā lupīs capientur.Ver resposta
"As ovelhas são guardadas pelo pastor, mas serão apanhadas pelos lobos." Custōdiuntur: presente (4ª); capientur: futuro (verbo em -iō). Ā lupīs: os animais tratados como agentes, com ā (Bennett § 216.2).
Puer ā mātre vocārī nōn vult. (vult, quer)Ver resposta
"O menino não quer ser chamado pela mãe." Vocārī: infinitivo presente passivo, complemento de vult; ā mātre: agente.
Exercício 6 · Retroversão
Passe para o latim. Vocabulário: liber, librī, livro; legō, -ere, ler; discipulus, aluno; terreō, -ēre, assustar; clāmor, -ōris, grito; porta, porta; aperiō, -īre, abrir.
O livro é lido pelos alunos.Ver resposta
Liber ā discipulīs legitur. Presente passivo, 3ª sing., da 3ª conjugação: leg-i-tur; agente pessoal com ā.
As meninas eram assustadas pelos gritos.Ver resposta
Puellae clāmōribus terrēbantur. Imperfeito passivo, 3ª pl.; os gritos são coisa: ablativo simples.
A porta será aberta amanhã.Ver resposta
Porta crās aperiētur. Futuro passivo, 3ª sing., da 4ª conjugação: aperi-ē-tur.
Serás ouvido, Marco.Ver resposta
Audiēris, Mārce. Futuro passivo, 2ª sing., da 4ª: audi-ē-ris (ou audiēre). O presente seria audīris.
Leituras recomendadas
Latin for Beginners, de D'Ooge, traz lições e exercícios graduados sobre a passiva dos tempos do presente, úteis para fixar os paradigmas. As Fabulae Faciles (Perseu, Hércules, Jasão, Ulisses) e o Epitome Historiae Sacrae de Lhomond narram em frases curtas, com muitas passivas do tipo "era levado", "foi morto"; leia procurando o sujeito de cada passiva e perguntando se há agente. Em Familia Romana, quando a passiva aparecer, compare cada frase passiva com a ativa correspondente, como na seção 5. Na Vulgata, leia Lucas 6,27–45, de onde vêm as frases da seção 6. Para os paradigmas completos, Bennett §§ 102–111.
Etapa I · Prima VerbaDificuldade 1 · ElementarDidático ÁudioCom notas
Latin for Beginners
Benjamin L. D'Ooge
Curso completo de primeiro ano (1911), em inglês: 79 lições curtas com explicação, frases para traduzir, pequenas narrativas e vocabulário, com macrons. Gratuito e de domínio público, é a melhor alternativa aberta ao método Ørberg para quem lê inglês. As três primeiras lições têm gravação no LibriVox (coleção de aprendizado de línguas, vol. 4).
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Etapa II · Primae FabulaeDificuldade 2 · BásicoDidático ÁudioCom notas
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Quatro narrativas contínuas escritas para iniciantes (Perseu, Hércules, os Argonautas, Ulisses), com notas em inglês e vocabulário completo. O leitor graduado mais usado do mundo anglófono há mais de um século; a sintaxe cresce aos poucos ao longo das histórias. A história de Perseu tem gravação no LibriVox (coleção de aprendizado de línguas, vol. 1).
Etapa III · FundamentaDificuldade 2 · BásicoDidáticoCom notas
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A história sagrada (da Criação ao retorno do Exílio) reescrita por Lhomond (1784) em latim simplíssimo, em centenas de parágrafos curtos de dificuldade crescente. Durante dois séculos foi o primeiro livro contínuo de todo estudante de latim; continua sendo a melhor ponte entre o método e os textos reais. Edição de 1856.
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Bibliotheca Latina. Conteúdo original com trechos de obras em domínio público; licença CC BY 4.0.
Fontes consultadas
New Latin Grammar, Charles E. Bennett (no catálogo) · domínio público · § 94 (as duas vozes), § 96 (terminações pessoais passivas: -r, -ris/-re, -tur, -mur, -minī, -ntur), § 97 (tempos formados do tema do presente, ativos e passivos), § 102 (amor: presente, imperfeito e futuro passivos; infinitivo amārī; nota 38, o imperativo passivo só se usa nos depoentes), §§ 104, 106, 108, 111 (moneor, regor, audior, capior), § 116.4.a (infinitivo arcaico em -ier), § 216 (ablativo de agente com ā/ab; 216.1 coletivos e personificados; 216.2 animais), § 218 (ablativo de meio), § 256.1 (resto do sentido médio ou reflexivo)
Allen and Greenough's New Latin Grammar, J. H. Allen e J. B. Greenough (no catálogo) · domínio público · § 154.a (duas vozes), § 156.a (passiva com sentido reflexivo: Turnus vertitur), § 163 (terminações pessoais, ativas e passivas; nota 2, a passiva como antiga voz média), §§ 165–167 (terminações verbais; § 167, vogal longa abreviada antes de -r, -t, -nt, -ntur), § 168 (tempos do sistema do presente), § 176.b (na 3ª conjugação a vogal temática aparece como i, mas e se conserva em tegeris, tegere), § 183 (infinitivo passivo arcaico em -ier), § 405 (ablativo de agente com ā/ab; nota 2, agente × instrumento; 405.b, per + acusativo), § 409 (ablativo de meio)
Kennedy's Revised Latin Primer, Benjamin Hall Kennedy (no catálogo) · domínio público · § 108 (voz ativa e passiva), § 113 (2ª sing. passiva em -ris ou -re; no presente do indicativo, -re é raro), § 110 (só os verbos transitivos têm a passiva completa), § 112 (formas básicas da passiva: amor, amārī), §§ 120–123 (paradigmas passivos das quatro conjugações), §§ 239–240 (agente com a/ab; instrumento sem preposição), §§ 296–298 (passagem da ativa para a passiva; verbos factitivos tornam-se copulativos), § 302 (intransitivos com dativo conservam o dativo na passiva)
Gramática Latina, Pe. João Ravizza (no catálogo) · domínio público · n. 80 (as vozes; transitivos e intransitivos; a voz reflexa portuguesa vertida pela passiva latina), n. 89 (regra A: formação da passiva do presente, imperfeito e futuro; desinências das quatro conjugações; verbos em -iō, caperis), n. 92 (infinitivo presente passivo: -rī, e -ī na 3ª), e a regra da "Aplicação prática" após o n. 17 (agente com a/ab se for pessoa; sem preposição se for coisa)
Biblia Sacra Vulgata (editio Clementina): Mateus 14,24; Lucas 5,20, 6,37–38 e 6,44 (no catálogo) · domínio público · frases autênticas das seções 1, 5 e 6, conferidas na Wikisource latina (Vulgata Clementina, Evangelium secundum Matthaeum e secundum Lucam); grafia normalizada (ae por æ, i por j) e macrons acrescentados por este livro