O subjuntivo nas orações subordinadas com ut e nē: a finalidade (ut, nē, quō com comparativo), a consequência (tam, ita, sīc, adeō, tantus, tālis … ut; negativa ut nōn), as completivas de ordem e pedido (imperō, rogō, ōrō, moneō, persuādeō ut/nē, contra iubeō + infinitivo), as de temor (timeō nē = "que", timeō ut / nē nōn = "que não") e as de resultado (fit ut, accidit ut), com a regra simples da escolha do tempo.
Neste capítulo você vai
Reconhecer as três famílias de orações com ut/nē + subjuntivo (finais, consecutivas e completivas) e traduzir cada uma corretamente.
Distinguir finalidade de consequência pelas palavras-sinal (tam, ita, sīc, adeō, tantus, tālis, tot) e pela negação: nē na final, ut nōn na consecutiva.
Construir ordens e pedidos indiretos com imperō, rogō, ōrō, moneō, persuādeō + ut/nē, e contrastá-los com iubeō e vetō + infinitivo.
Traduzir as orações de temor sem inverter o sentido (timeō nē = "temo que"; timeō ut, nē nōn = "temo que não").
Escolher o tempo do subjuntivo pela regra simples: presente depois de tempo presente ou futuro, imperfeito depois de tempo passado.
orações finaisut e nē finaisquō com comparativonēveorações consecutivastam, ita, sīc, adeō, tantus, tālis, tot … utut nōn consecutivonē × ut nōnorações completivasordem indireta (imperō, rogō, ōrō, moneō, persuādeō)iubeō e vetō com infinitivoverbos de temor (timeō nē, timeō ut)completivas de resultado (fit ut, accidit ut, efficiō ut)sequência dos tempos (forma simples)ut com indicativoanálise de frase autêntica
Antes deste capítulo: Capítulo 32: as formas do subjuntivo (sobretudo o presente e o imperfeito) e a ideia de que nē nega a vontade e o desejo. Ajudam o capítulo 18 (comparativos, para quō) e o capítulo 28 (a oração infinitiva, que aparece em contraste com iubeō). · capítulo 32 · capítulo 18 · capítulo 28
No capítulo 32 o subjuntivo apareceu sozinho, em oração principal. Na maior parte dos textos, porém, ele aparece em orações subordinadas, e as duas conjunções que mais o introduzem são ut e nē. Elas são pequenas e frequentes, e por isso mesmo traiçoeiras: ut com subjuntivo pode significar "para que", "de modo que" ou simplesmente "que"; nē pode significar "para que não" ou, depois de verbos de temor, "que". Este capítulo ensina a decidir entre esses sentidos.
As orações com ut/nē + subjuntivo formam três famílias. As finais dizem para que algo se faz: "estudamos para que aprendamos". As consecutivas dizem que consequência algo teve: "estudou tanto que aprendeu". As completivas (ou substantivas) completam o sentido de um verbo, como um objeto: "peço que venhas", "temo que chova", "aconteceu que choveu" (Bennett § 294; A&G §§ 561–562). O português conserva a mesma estrutura nas três: conjunção + subjuntivo nas finais e nas completivas de pedido ("para que venhas", "peço que venhas"), e uma correlação "tão… que", "tanto… que" nas consecutivas.
As orações com ut e nē + subjuntivo: visão geral
Família
Afirmativa
Negativa
Português
Exemplo
Final
ut (ou quō)
nē
para que, a fim de que
Labōrō ut vīvam.
Consecutiva
ut (depois de tam, ita, sīc…)
ut nōn
de modo que, tão… que
Tam fessus est ut dormiat.
Completiva de ordem/pedido
ut
nē
que (+ subjuntivo)
Rogō ut veniās.
Completiva de temor
nē = "que"
ut, nē nōn = "que não"
que, que não
Timeō nē veniat.
Completiva de resultado
ut
ut nōn
que (aconteceu que…)
Accidit ut pluat.
Que tempo do subjuntivo? A regra simples
Nas orações deste capítulo, o tempo do subjuntivo depende do tempo do verbo principal. Por ora, basta uma regra de duas linhas, que é a forma simples da sequência dos tempos (Bennett § 267; A&G § 483; Kennedy § 411): se o verbo principal está num tempo de presente ou futuro, o subjuntivo vai para o presente; se está num tempo passado, vai para o imperfeito. É o mesmo instinto do português: "estudo para que aprenda" × "estudava para que aprendesse". A regra completa, com o perfeito e o mais-que-perfeito do subjuntivo e com a ação posterior, é o assunto do capítulo 34.
Labōrō ut vīvam.
Trabalho para viver (para que eu viva). (presente → presente)
Labōrābō ut vīvam.
Trabalharei para viver. (futuro → presente)
Labōrābam ut vīverem.
Eu trabalhava para viver (para que vivesse). (passado → imperfeito)
Labōrāvī ut vīverem.
Trabalhei para viver. (perfeito narrativo → imperfeito)
A oração final (do latim fīnis, "fim, objetivo") exprime a intenção com que se pratica a ação principal. Afirmativa, começa por ut (às vezes utī); negativa, por nē, "para que não", e nunca por *ut nōn (Bennett § 282; A&G § 531; Kennedy § 423; Ravizza nn. 452–455). O verbo vai sempre para o subjuntivo, porque a finalidade é uma ação querida, não um fato.
Edimus ut vīvāmus.
Comemos para viver. (exemplo de Bennett § 282)
Puerī in scholā sedent ut discant.
Os meninos ficam sentados na escola para aprender. (discō, -ere, aprender)
Servus fūgit nē caperētur.
O escravo fugiu para não ser capturado. (passado → imperfeito; passiva de capiō)
Tacēmus nē dominum excitēmus.
Ficamos calados para não acordar o senhor. (taceō, calar; excitō, acordar)
Repare na tradução: o português prefere "para + infinitivo" quando o sujeito das duas orações é o mesmo ("comemos para viver"), e "para que + subjuntivo" quando muda ("falo alto para que todos ouçam"). O latim clássico, ao contrário, não usa o infinitivo para exprimir finalidade (A&G § 533): "comemos para viver" é obrigatoriamente edimus ut vīvāmus. Na retroversão, nunca escreva *edimus vīvere.
Detalhes da final
Nēve (neu): para acrescentar uma segunda finalidade negativa, "e para que não", o latim usa nēve: profūgit nē caperētur nēve interficerētur, "fugiu para não ser preso nem morto" (Bennett § 282.d). Quō + comparativo: quando a oração final contém um comparativo (capítulo 18), a conjunção costuma ser quō (= ut eō, "para que por isso"): adiūtā mē quō hōc fīat facilius, "ajuda-me para que isto se faça mais facilmente" (Bennett § 282.a; A&G § 531.a). Correlativos: a oração principal anuncia às vezes a finalidade com idcircō, ideō, eō cōnsiliō ("por isso, com este propósito"), que se traduzem "é para isto que…" (A&G § 531, nota 1).
Análise gramatical: Cícero, Pro Cluentio 146
Numa defesa de 66 a.C., Cícero lembra aos juízes que a liberdade dos cidadãos depende da obediência às leis, e resume a ideia numa frase que as gramáticas citam até hoje como modelo de oração final com correlativo:
Lēgum dēnique idcircō omnēs servī sumus ut līberī esse possīmus.
Enfim, é por isto que todos somos escravos das leis: para podermos ser livres. (Cícero, Pro Cluentio 146)
Pro Cluentio 146, palavra a palavra
Palavra
Dicionário
Análise
Função
Lēgum
lēx, lēgis (f.), lei
genitivo plural, 3ª declinação
complemento de servī: "escravos das leis"
dēnique
dēnique, enfim
advérbio
fecha uma enumeração
idcircō
idcircō, por isso
advérbio correlativo
anuncia a oração final: "é por isto que…"
omnēs
omnis, -e, todo
nominativo plural masculino
concorda com o sujeito implícito "nós"
servī
servus, -ī (m.), escravo
nominativo plural
predicativo do sujeito
sumus
sum, esse, fuī, ser
1ª pl., presente do indicativo
verbo principal; tempo presente
ut
ut (conjunção)
com subjuntivo
introduz a oração final: "para que"
līberī
līber, -era, -erum, livre
nominativo plural masculino
predicativo de esse, concordando com o sujeito "nós"
esse
sum, esse, fuī, ser
infinitivo presente
complemento de possīmus
possīmus
possum, posse, potuī, poder
1ª pl., presente do subjuntivo
verbo da final; presente porque sumus é presente
Três pontos do capítulo estão aqui. O correlativo idcircō prepara a final, e por isso a tradução natural é "é por isso que… para que". A sequência é a simples: sumus (presente) pede possīmus (presente do subjuntivo). E o paradoxo retórico depende da finalidade: a escravidão às leis não é um fato isolado, é o meio para um fim, a liberdade. Allen & Greenough (§ 531, nota 1) e Kennedy (§ 423) citam a frase de forma abreviada; o texto acima é o da edição da Latin Library.
A oração consecutiva diz qual foi (ou é) a consequência do que se afirma na principal. No afirmativo ela também começa por ut com subjuntivo, mas quase sempre a principal traz uma palavra-sinal de intensidade ou de modo, que anuncia a consequência (Bennett § 284; A&G § 537, nota 2; Kennedy § 421; Ravizza nn. 457–459):
As palavras-sinal da oração consecutiva
Palavra-sinal
Classe
Sentido
Exemplo
tam
advérbio (com adjetivo ou advérbio)
tão
tam fessus ut…
ita, sīc
advérbios (com verbos)
assim, de tal modo
ita clāmāvit ut…
adeō
advérbio
a tal ponto
adeō timēbant ut…
tantus, -a, -um
adjetivo
tão grande
tanta tempestās ut…
tālis, -e
adjetivo
tal, de tal natureza
tālis vir ut…
tot (invariável)
adjetivo
tantos
tot hostēs ut…
Puer tam fessus erat ut statim dormīret.
O menino estava tão cansado que dormiu imediatamente.
Tanta erat tempestās ut nautae nāvigāre nōn possent.
A tempestade era tão grande que os marinheiros não podiam navegar.
Ita clāmāvit ut omnēs eum audīrent.
Gritou de tal modo que todos o ouviram.
A negativa é ut nōn (ou ut nēmō, ut nihil, ut numquam), e nunca nē (A&G § 537.a). O motivo é lógico: nē nega uma vontade, e a consequência não é querida por ninguém; é um fato que se seguiu. Pela mesma razão, a tradução portuguesa da consecutiva usa muitas vezes o indicativo ("estava tão cansado que dormiu"), embora o latim use o subjuntivo: o latim marca a dependência da oração, o português marca a realidade do fato.
O versículo mais citado do Evangelho de João é uma consecutiva com sīc. Note que dīlēxit (perfeito, passado) pede o imperfeito daret:
Sīc enim Deus dīlēxit mundum, ut Fīlium suum ūnigenitum daret (João 3,16) = Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito. O sīc da principal anuncia a consequência; o português traduz daret pelo indicativo ("deu").
No afirmativo, final e consecutiva são idênticas na forma: ut + subjuntivo. No negativo elas se separam: a final usa nē, a consecutiva usa ut nōn (A&G § 538). Allen & Greenough dão um par perfeito para fixar a diferença:
O mesmo verbo, duas intenções (A&G § 538)
Latim
Tipo
Português
Cūstōdītus est nē effugeret.
final negativa
Foi vigiado para que não fugisse (era essa a intenção).
Cūstōdītus est ut nōn effugeret.
consecutiva negativa
Foi vigiado de modo que não fugiu (foi esse o resultado).
Como decidir, então, diante de um ut afirmativo? Use três perguntas, nesta ordem. 1. Há palavra-sinal na principal (tam, ita, sīc, adeō, tantus, tālis, tot)? Se há, é quase certamente consecutiva. 2. A oração responde a "para quê?" ou a "com que resultado?"? Intenção é final; resultado é consecutiva. 3. Se a frase for negativa, a própria negação resolve: nē só pode ser final (ou completiva de ordem ou temor); ut nōn é consecutiva (ou completiva de resultado).
Negativas da final e da consecutiva (Bennett §§ 282, 284; A&G § 538)
Para negar…
Final (intenção)
Consecutiva (resultado)
a oração toda
nē
ut nōn
"ninguém"
nē quis
ut nēmō
"nada"
nē quid
ut nihil
"nunca"
nē umquam
ut numquam
"e para que não"
nēve (neu)
et ut nōn, neque
Duas exceções, para não ser pego de surpresa. Numa final, ut nōn aparece quando o nōn nega uma só palavra, e não a oração inteira (Bennett § 282.c): ut plūra nōn dīcam, "para não dizer mais" (A&G § 531, nota 2). E o latim bíblico, que segue de perto o grego, usa às vezes ut nōn com valor final: Nōlīte iūdicāre, ut nōn iūdicēminī, "não julgueis, para não serdes julgados" (Mateus 7,1, Vulgata). Na prosa clássica, a regra é a da tabela.
Orações completivas: ordens, pedidos, temores e resultados ⚑
Uma oração completiva funciona como objeto ou sujeito de um verbo, exatamente como um substantivo: em "peço que venhas", a oração responde a "peço o quê?" (Bennett § 294; A&G § 561). Com ut/nē + subjuntivo, há três grupos.
1. Ordens, pedidos e conselhos (ordem indireta)
Verbos que significam ordenar, pedir, aconselhar, exortar, persuadir levam ut (afirmativo) ou nē (negativo) + subjuntivo: o conteúdo da ordem ou do pedido é uma ação querida, por isso a negação é nē, como no jussivo (Bennett § 295.1; A&G § 563; Kennedy § 417). Preste atenção ao caso da pessoa a quem se ordena ou pede:
Verbos de ordem e pedido com ut/nē + subjuntivo
Verbo
Pessoa
Exemplo
Português
imperō, -āre, ordenar
dativo
Mīlitibus imperat ut pugnent.
Ordena aos soldados que lutem.
persuādeō, -ēre, -suāsī, persuadir
dativo
Patrī persuādeō nē abeat.
Persuado o pai a não partir.
rogō, -āre, pedir
acusativo
Tē rogō ut veniās.
Peço-te que venhas.
ōrō, -āre, rogar
acusativo
Ōrat nē abeās.
Pede que não vás embora. (Bennett § 295.1)
moneō, -ēre, aconselhar, advertir
acusativo
Puerōs moneō ut dīligenter legant.
Aconselho os meninos a ler com atenção.
hortor, -ārī (depoente), exortar
acusativo
Mīlitēs hortātur ut fortēs sint.
Exorta os soldados a serem valentes.
petō, -ere, pedir
ā/ab + ablativo
Ā rēge petunt ut pācem faciat.
Pedem ao rei que faça a paz.
O contraste com iubeō. O verbo mais comum para "mandar", iubeō, -ēre, iussī, iussum, não segue essa regra: leva acusativo + infinitivo (capítulo 28), e o mesmo faz vetō, -āre, "proibir" (Bennett § 295.1.a; A&G § 563.a). Compare: mīlitibus imperat ut pugnent × mīlitēs pugnāre iubet, as duas "ordena aos soldados que lutem". Para negar com iubeō, use vetō: mīlitēs pugnāre vetat, "proíbe os soldados de lutar". O português conhece as duas construções ("mandou-os sair" × "mandou que saíssem"), mas o latim as distribui por verbo, e quem decide é o dicionário.
A primeira frase de César sobre o helvécio Orgetórix, no começo da Guerra da Gália, é uma ordem indireta com persuādeō:
Is … cīvitātī persuāsit ut dē fīnibus suīs cum omnibus cōpiīs exīrent.
Ele … persuadiu o povo a sair do seu território com todos os seus recursos. (César, BG 1.2.1)
De Bello Gallico 1.2.1 (trecho), palavra a palavra
Palavra
Dicionário
Análise
Função
Is
is, ea, id, ele
nominativo singular masculino
sujeito: Orgetórix
cīvitātī
cīvitās, -ātis (f.), cidade, povo
dativo singular
pessoa persuadida: persuādeō rege dativo
persuāsit
persuādeō, -ēre, -suāsī, -suāsum, persuadir
3ª sing., perfeito do indicativo
verbo principal; tempo passado
ut
ut (conjunção)
com subjuntivo
introduz a completiva: o conteúdo da persuasão
dē fīnibus suīs
fīnēs, -ium (m. pl.), território
dē + ablativo plural
de onde: "do seu território"
cum omnibus cōpiīs
cōpiae, -ārum (f. pl.), recursos, tropas
cum + ablativo plural
companhia: "com todos os recursos"
exīrent
exeō, -īre, -iī, -itum, sair
3ª pl., imperfeito do subjuntivo (exīre + -nt)
verbo da completiva; imperfeito porque persuāsit é passado
Note três coisas. Exīrent é o imperfeito do subjuntivo de um composto de eō, formado do infinitivo exīre, como no capítulo 32. O verbo está no plural embora cīvitās seja singular: César pensa nas pessoas que formam o povo (concordância pelo sentido). E a sequência é a simples: persuāsit, passado, pede o imperfeito.
2. Temores: timeō nē = "temo que"
Depois de verbos de temor (timeō, metuō, vereor; perīculum est), as conjunções parecem trocar de sentido: nē significa "que" e ut (ou nē nōn) significa "que não" (Bennett § 296.2; A&G § 564; Kennedy § 417, nota 4; Ravizza n. 418). A explicação está na origem optativa da construção: timeō nē veniat era, originalmente, "que ele não venha! (mas) tenho medo [de que venha]"; timeō ut veniat, "que ele venha! (mas) tenho medo [de que não venha]". Quem teme deseja o contrário do que teme, e a conjunção exprime o desejo.
Verbos de temor: a inversão aparente (exemplos baseados em Ravizza n. 418)
Latim
Literalmente (o desejo)
Português (o temor)
Timeō nē pater aegrōtet.
"que não esteja doente!"
Temo que o pai esteja doente.
Timeō ut pater redeat.
"que volte!"
Temo que o pai não volte.
Timeō nē pater nōn redeat.
—
Temo que o pai não volte. (= ut)
Timēbam nē hostēs venīrent.
"que não viessem!"
Eu temia que os inimigos viessem.
Regra prática para traduzir: depois de verbo de temor, leia nē como "que" e ut / nē nōn como "que não". Nunca traduza timeō nē veniat por "temo que não venha": é exatamente o contrário.
3. Resultados: fit ut, accidit ut
Expressões que significam acontecer ou fazer com que levam uma completiva de resultado, com ut e negativa ut nōn, como as consecutivas de que derivam (Bennett § 297; A&G §§ 568–569): fit ut, "acontece que"; accidit ut, "aconteceu que"; efficiō ut, "consigo que, faço com que". A oração completiva é o sujeito de fit e accidit e o objeto de efficiō.
Saepe fit ut puerī dormiant.
Muitas vezes acontece que os meninos dormem.
Accidit ut eō diē plueret.
Aconteceu que naquele dia chovia. (pluit, chove)
Magister efficit ut puerī librōs ament.
O professor consegue que os meninos amem os livros.
Accidit ut nēmō venīret.
Aconteceu que ninguém veio. (negativa de resultado: ut nēmō)
Para ler sem tropeços um período com ut ou nē, siga sempre a mesma rotina. 1. Ache o verbo da oração com ut/nē e confirme que está no subjuntivo (se estiver no indicativo, ut é "como" ou "quando"). 2. Olhe o verbo principal: é de ordem ou pedido? de temor? de "acontecer"? Então é completiva. 3. Se não for, procure uma palavra-sinal (tam, ita, sīc, adeō, tantus, tālis, tot): se houver, é consecutiva; se não houver, é final. 4. Confira o tempo pela regra simples (presente depois de presente ou futuro; imperfeito depois de passado). 5. Traduza com a fórmula portuguesa adequada: "para que", "de modo que / tão… que", "que".
O primeiro capítulo do Gênesis, na Vulgata, permite treinar a regra do tempo com o mesmo tipo de oração em dois momentos. Quando Deus fala (presente, ordem), a final está no presente; quando o narrador conta o que Deus fez (passado), a final passa para o imperfeito:
Fīant lūmināria in firmāmentō caelī … ut lūceant in firmāmentō caelī.
Façam-se luzeiros no firmamento do céu … para que brilhem no firmamento do céu. (Gênesis 1,14–15; jussivo fīant, primário → lūceant, presente)
Et posuit eās in firmāmentō caelī, ut lūcērent super terram.
E colocou-as no firmamento do céu para que brilhassem sobre a terra. (Gênesis 1,17; posuit, perfeito → lūcērent, imperfeito)
Resumo
Final: ut / nē (+ quō com comparativo; nēve para "e para que não") = "para que", "para".
Consecutiva: palavra-sinal + ut / ut nōn = "tão… que", "de modo que"; em português, muitas vezes com indicativo.
Ordem e pedido: imperō (dat.), persuādeō (dat.), rogō, ōrō, moneō, hortor (ac.) + ut / nē; mas iubeō e vetō + acusativo e infinitivo.
Temor: timeō nē = "temo que"; timeō ut / nē nōn = "temo que não".
Resultado: fit ut, accidit ut, efficiō ut (negativa ut nōn).
Tempo: principal no presente ou futuro → presente do subjuntivo; principal no passado → imperfeito.
No capítulo 34 a regra do tempo se completa: o perfeito e o mais-que-perfeito do subjuntivo entram para exprimir a ação anterior, e a conjunção cum mostra quanto o subjuntivo é comum na narração.
Erro: Negar a final com ut nōn: *Fūgit ut nōn caperētur para "fugiu para não ser preso".
Por quê, e como evitar: A finalidade é uma ação querida e se nega com nē: Fūgit nē caperētur. Ut nōn faria da frase uma consecutiva ("fugiu, de modo que não foi preso"). Guarde o par de A&G § 538: cūstōdītus est nē effugeret (intenção) × ut nōn effugeret (resultado).
Erro: Negar a consecutiva com nē: *Tam fessus erat nē labōrāret.
Por quê, e como evitar: A consequência não é querida, é um fato: nega-se com ut nōn (tam fessus erat ut nōn labōrāret), ut nēmō, ut nihil. Se há palavra-sinal (tam, ita, tantus…) e uma negação, espere ut nōn.
Erro: Traduzir timeō nē veniat por "temo que não venha".
Por quê, e como evitar: Depois de verbo de temor, nē é "que" e ut / nē nōn é "que não": timeō nē veniat = "temo que venha"; timeō ut veniat = "temo que não venha". Pense no desejo de quem teme: quem diz nē veniat deseja que ele não venha, porque teme que venha.
Erro: Usar iubeō com ut (*iubeō ut veniās) ou imperō com acusativo e infinitivo (*imperō tē venīre).
Por quê, e como evitar:Iubeō e vetō levam acusativo + infinitivo (iubeō tē venīre); imperō leva dativo + ut/nē (imperō tibi ut veniās). Confira a regência no dicionário: os dois verbos significam quase o mesmo, mas se constroem de modos diferentes.
Erro: Exprimir finalidade com o infinitivo, como em português: *Vēnī vidēre para "vim ver".
Por quê, e como evitar: Na prosa clássica, a finalidade não se exprime pelo infinitivo (A&G § 533): Vēnī ut vidērem. O português "para + infinitivo" corresponde a ut + subjuntivo; outras construções de finalidade (gerundivo, supino; capítulo 31) existem, mas o infinitivo simples não é uma delas.
Erro: Pôr o presente do subjuntivo depois de um verbo no passado: *Persuāsit ut exeant.
Por quê, e como evitar: Depois de um tempo passado o subjuntivo vai, em regra, para o imperfeito: persuāsit ut exīrent. O português faz o mesmo ("persuadiu-os a que saíssem"); o erro vem de traduzir palavra por palavra a partir de "persuadiu-os a sair".
Resolvida passo a passo: leia a pergunta, tente responder e só então abra cada passo.
Prática guiada 1 · Final, consecutiva ou completiva?
Classifique cada oração com ut/nē e traduza: (a) Magister puerōs monet ut taceant. (b) Puerī tam clāmābant ut magister nihil audīret. (c) Puerī tacent nē magistrum excitent. Vocabulário: taceō, -ēre, calar-se; clāmō, -āre, gritar; excitō, -āre, acordar.
(a) O verbo principal pede um complemento?Ver o passo
Sim: moneō, "aconselhar, advertir", é verbo de ordem/conselho. Ut taceant diz o conteúdo do conselho: completiva. Monet é presente, logo taceant está no presente. "O professor adverte os meninos que se calem" (ou "a se calarem").
(b) Há palavra-sinal?Ver o passo
Sim: tam. Ut … audīret é consecutiva: o resultado da gritaria. Clāmābant é passado, logo audīret está no imperfeito. A negação de resultado aparece como nihil (ut … nihil, não nē quid). "Os meninos gritavam tanto que o professor não ouvia nada."
(c) Nē depois de tacent: que sentido tem?Ver o passo
Taceō não é verbo de temor nem de ordem; não há palavra-sinal. Nē + subjuntivo é, então, final negativa: "Os meninos ficam quietos para não acordar o professor."
Conclusão: olhe primeiro o verbo principal (completiva?), depois a palavra-sinal (consecutiva?); o que sobra é final.
Prática guiada 2 · Do português para o latim
Traduza: "O general ordenou aos soldados que não fugissem, porque temia que os inimigos viessem." Vocabulário: dux, ducis, general; imperō, -āre, -āvī (+ dat.), ordenar; fugiō, -ere, fugir; timeō, -ēre, temer; hostis, -is, inimigo; veniō, -īre, vir; quod, porque.
Como fica "ordenou aos soldados que não fugissem"?Ver o passo
Imperō leva dativo + nē + subjuntivo: Dux mīlitibus imperāvit nē fugerent.Imperāvit é passado, logo o imperfeito fugerent (de fugere + -nt).
E "temia que os inimigos viessem"?Ver o passo
Verbo de temor + nē = "que": timēbat nē hostēs venīrent. Não use ut, que significaria "temia que não viessem".
Monte o período.Ver o passo
Dux mīlitibus imperāvit nē fugerent, quod timēbat nē hostēs venīrent. Dois nē com sentidos diferentes: o primeiro nega a ordem ("que não"), o segundo é o "que" do temor.
Faça por escrito ou em voz alta; abra "Ver resposta" só depois de tentar. A explicação da resposta faz parte da lição.
Exercício 1 · Classifique e traduza
Diga se a oração com ut/nē é final, consecutiva ou completiva (de ordem, de temor ou de resultado). Vocabulário: discō, -ere, aprender; vereor, -ērī, temer; excitō, acordar.
Legimus ut discāmus.Ver resposta
Final: "Lemos para aprender." Presente → presente.
Tam celeriter cucurrit ut nēmō eum caperet. (currō, cucurrī, correr)Ver resposta
Consecutiva, com tam e negativa ut nēmō: "Correu tão depressa que ninguém o apanhou."
Rogō tē nē abeās. (abeō, ir embora)Ver resposta
Completiva de pedido, negativa com nē: "Peço-te que não vás embora."
Vereor nē pluat.Ver resposta
Completiva de temor; nē = "que": "Temo que chova."
Vereor ut veniat.Ver resposta
Completiva de temor; ut = "que não": "Temo que ele não venha."
Accidit ut amīcus abesset. (absum, estar ausente)Ver resposta
Completiva de resultado, sujeito de accidit: "Aconteceu que o amigo estava ausente."
Tacuimus nē dominum excitārēmus.Ver resposta
Final negativa: "Ficamos calados para não acordar o senhor." Perfeito → imperfeito.
Ut dīxī, puer abest.Ver resposta
Nenhuma das três: dīxī está no indicativo, logo ut = "como". "Como eu disse, o menino está ausente."
Exercício 2 · O tempo certo
Complete com o presente ou o imperfeito do subjuntivo do verbo entre parênteses, segundo a regra simples, e traduza.
Veniō ut tē ___ (videō)Ver resposta
videam: principal no presente. "Venho para te ver."
Vēnī ut tē ___ (videō)Ver resposta
vidērem: vēnī é perfeito, tempo passado. "Vim para te ver."
Imperābit mīlitibus ut ___ (pugnō)Ver resposta
pugnent: principal no futuro → presente. "Ordenará aos soldados que lutem."
Timēbant nē hostēs ___ (veniō)Ver resposta
venīrent: passado → imperfeito. "Temiam que os inimigos viessem."
Tanta erat tempestās ut nautae nōn ___ (nāvigō)Ver resposta
nāvigārent: consecutiva depois de passado → imperfeito. "A tempestade era tão grande que os marinheiros não navegavam."
Hortātur mīlitēs ut fortēs ___ (sum)Ver resposta
sint: hortātur é presente. "Exorta os soldados a serem valentes."
nē: fecharam as portas com a intenção de impedir a entrada (final). "Fecharam as portas para que os inimigos não entrassem."
Tam fessī erant ___ labōrāre possent.Ver resposta
ut nōn: há tam e trata-se de resultado. "Estavam tão cansados que não podiam trabalhar."
Moneō tē ___ hōc faciās.Ver resposta
nē: completiva de conselho negativa. "Aconselho-te a não fazer isto."
Ita vīxit ___ quisquam eum vituperāret. (quisquam, alguém; vituperō, censurar)Ver resposta
ut nōn: ita anuncia uma consecutiva. "Viveu de tal modo que ninguém o censurava."
Accidit ___ litterae advenīrent. (litterae, carta; adveniō, chegar)Ver resposta
ut nōn: completiva de resultado, que se nega como a consecutiva. "Aconteceu que a carta não chegou."
Exercício 4 · Imperō ou iubeō?
Reescreva a ordem com o outro verbo, mantendo o sentido.
Dux mīlitibus imperat ut castra mūniant. (castra mūniō, fortificar o acampamento) → iubeōVer resposta
Dux mīlitēs castra mūnīre iubet.Iubeō: acusativo (mīlitēs) + infinitivo (mūnīre), sem ut.
Pater fīlium venīre iussit. → imperōVer resposta
Pater fīliō imperāvit ut venīret. Dativo (fīliō) + ut + imperfeito, porque imperāvit é passado.
Magister puerīs imperat nē clāment. → vetōVer resposta
Magister puerōs clāmāre vetat. A ordem negativa com iubeō se faz com vetō ("proibir") + acusativo e infinitivo.
Exercício 5 · Leitura de frases autênticas
Classifique a oração com ut/nē, explique o tempo e traduza. Textos conferidos na fonte; macrons acrescentados.
Et respōnsō acceptō in somnīs nē redīrent ad Hērōdem, per aliam viam reversī sunt in regiōnem suam. (Mateus 2,12; respōnsum, resposta, aviso; somnus, sono; redeō, voltar; revertor, reversus, regressar)Ver resposta
Nē redīrent é completiva de ordem negativa, que depende da ideia de aviso contida em respōnsō acceptō (ablativo absoluto, capítulo 30): "tendo recebido em sonhos o aviso de que não voltassem a Herodes". Imperfeito porque a narração está no passado. Tradução: "E, avisados em sonho que não voltassem a Herodes, regressaram por outro caminho à sua região."
Fēcitque Deus duo lūmināria magna: lūmināre maius, ut praeesset diēī, et lūmināre minus, ut praeesset noctī. (Gênesis 1,16; lūmināre, -is, luzeiro; praesum + dat., presidir a)Ver resposta
Duas finais: "para que presidisse ao dia… à noite". Imperfeito praeesset (de praeesse) porque fēcit é passado. "E Deus fez dois grandes luzeiros: o luzeiro maior para presidir ao dia, e o luzeiro menor para presidir à noite."
Tanta vīs probitātis est ut eam in hoste dīligāmus. (Cícero, Laelius 29, na forma abreviada de A&G § 537; o texto da Latin Library diz ut eam vel in iīs quōs numquam vīdimus vel, quod maius est, in hoste etiam dīligāmus; probitās, honestidade; dīligō, estimar)Ver resposta
Consecutiva com tanta; presente dīligāmus porque est é presente. "Tão grande é a força da honestidade que a estimamos até num inimigo."
Timeō nē Verrēs fēcerit. (Cícero, Verr. 2.5.3, na forma abreviada de A&G § 564; o texto completo, conferido na Latin Library, é timeō nē C. Verrēs … omnia quae fēcit impūne fēcerit)Ver resposta
Completiva de temor com nē = "que". O perfeito fēcerit indica uma ação já passada em relação ao temor presente (o capítulo 34 explica esse uso). "Temo que Verres tenha feito…" (no texto completo: "temo que Caio Verres tenha feito impunemente tudo o que fez")
Discipulī student ut discant. Final; presente → presente. Não use *student discere.
Rogo-te que não partas.Ver resposta
Ōrō tē nē abeās. Completiva de pedido negativa: nē; ōrō leva acusativo.
Temíamos que os marinheiros morressem.Ver resposta
Timēbāmus nē nautae perīrent. Temor: nē = "que"; passado → imperfeito (perīre + -nt).
O poeta cantou de tal modo que todos choraram.Ver resposta
Poēta sīc cantāvit ut omnēs lacrimārent. Consecutiva com sīc; o português usa o indicativo, o latim o subjuntivo imperfeito.
Ordenou-lhes que saíssem.Ver resposta
Eīs imperāvit ut exīrent. ou Eōs exīre iussit. As duas construções estão certas, cada uma com o seu verbo.
Leituras recomendadas
Os primeiros capítulos da Guerra da Gália (livro I, 2–7) estão cheios de ordens indiretas e finais com ut/nē: leia-os procurando cada subjuntivo e perguntando qual das famílias deste capítulo ele representa (o capítulo 44 lê César por inteiro). Na Vulgata, Gênesis 1 e Mateus 2 trazem finais e completivas em frases curtas. As Vidas de Cornélio Nepos são a prosa clássica mais simples para treinar finais e consecutivas. Latin for Beginners, de D'Ooge, dedica as lições LXII, LXIV, LXV e LXVIII a estas construções. Para consulta, Bennett §§ 282–284 e 294–297, e Allen & Greenough §§ 529–538 e 560–569.
Etapa IV · Ad FontesDificuldade 3 · IntermediárioOriginal ÁudioCom notas
Commentarii de Bello Gallico (seleções)
Gaius Iulius Caesar
Seleções dos livros I, IV, V e VI da Guerra da Gália (a campanha contra os helvécios, a travessia para a Britânia, o cerco ao acampamento de Cícero, os druidas), com macrons, vocabulário corrente e notas em inglês. A porta de entrada clássica para a prosa autêntica.
Historiografia · Clássico · algumas semanas · Dickinson College Commentaries
Etapa VI · Latinitas ChristianaDificuldade 2 · BásicoOriginal Áudio
Biblia Sacra Vulgata (editio Clementina)
Hieronymus Stridonensis (Vulgata)
A Vulgata Clementina completa, do Gênesis ao Apocalipse, livro a livro. Comece por Marcos, Gênesis ou os Salmos: frases curtas, vocabulário repetitivo e um texto que você já conhece em português. A leitura cristã fundamental e, para muitos, a primeira obra longa lida em latim. No LibriVox há, por ora, só o Salmo 22 gravado.
Escritura (Vulgata) · Tardio e patrístico · anos, um capítulo por dia · Vicifons (Latin Wikisource)
Etapa I · Prima VerbaDificuldade 1 · ElementarDidático ÁudioCom notas
Latin for Beginners
Benjamin L. D'Ooge
Curso completo de primeiro ano (1911), em inglês: 79 lições curtas com explicação, frases para traduzir, pequenas narrativas e vocabulário, com macrons. Gratuito e de domínio público, é a melhor alternativa aberta ao método Ørberg para quem lê inglês. As três primeiras lições têm gravação no LibriVox (coleção de aprendizado de línguas, vol. 4).
Método · Moderno (material didático) · alguns meses · Project Gutenberg
Etapa IV · Ad FontesDificuldade 3 · IntermediárioOriginalCom notasTexto na biblioteca
De viris illustribus (Vitae)
Cornelius Nepos
Todas as vidas de Nepos (edição Fleckeisen, 1886): Milcíades, Temístocles, Alcibíades, Catão, Ático e outros. Sem notas; para continuar Nepos depois de Aníbal.
Biografia · Clássico · alguns meses · Perseus Digital Library
Ler aqui: texto latino da edição de Alfred Fleckeisen e Karl Halm (1886)
Gramática de referência compacta (1918), em inglês, com macrons: sons, flexões, sintaxe, prosódia. Mais curta e mais fácil de consultar que Allen & Greenough; cabe num leitor de EPUB.
Allen and Greenough's New Latin Grammar (edição DCC)
J. H. Allen e J. B. Greenough
A gramática de referência clássica em inglês (1903), em hipertexto com os parágrafos numerados tradicionais: pronúncia, morfologia, sintaxe, prosódia. Os comentários do DCC remetem a ela em cada nota. Para consultar, não para decorar.
Bibliotheca Latina. Conteúdo original com trechos de obras em domínio público; licença CC BY 4.0.
Fontes consultadas
New Latin Grammar, Charles E. Bennett (no catálogo) · domínio público · § 267 (tempos principais e históricos; regra da sequência), § 268.6 (perfeito do subjuntivo nas consecutivas depois de tempo histórico), § 282 (orações finais: ut, quō, nē; 282.a quō com comparativo; 282.c ut nōn quando a negação recai numa palavra; 282.d nēve), § 284 (consecutivas: ut, ut nōn; tantus, tālis, tot, tam, ita, sīc, adeō), § 294 (orações substantivas), § 295 (completivas volitivas: ut/nē com verbos de pedir, ordenar, persuadir; 295.1.a iubeō com infinitivo; 295.8 subjuntivo sem ut), § 296.2 (verbos de temer: nē, ut, nē nōn), § 297 (completivas de resultado: faciō, efficiō; fit, accidit, ēvenit)
Allen and Greenough's New Latin Grammar, J. H. Allen e J. B. Greenough (no catálogo) · domínio público · §§ 482–484 (sequência dos tempos), § 485.c (perfeito do subjuntivo nas consecutivas), §§ 529–533 (orações finais; 531.a quō com comparativo; 531 nota 1, Lēgum idcircō servī sumus…; 533 o latim não exprime finalidade pelo infinitivo), §§ 536–538 (consecutivas; 537.a negativa ut nōn, nunca nē; 538 finais e consecutivas iguais no afirmativo, diferentes no negativo), §§ 560–562 (orações substantivas), § 563 (completivas de finalidade; 563.a iubeō e vetō com infinitivo), § 564 (verbos de temer), §§ 567–569 (completivas de resultado)
Kennedy's Revised Latin Primer, Benjamin Hall Kennedy (no catálogo) · domínio público · § 411 (sequência dos tempos), § 417 (ordem, pedido e proibição indiretos com ut/nē; nota 2, volō, iubeō com infinitivo; nota 4, verbos de temer), § 421 (consecutivas; ut depois de adeō, ita, tam, sīc, tantus, tot; nota 2 sobre a sequência), § 423 (finais: ut, nē, ut nē; Lēgum idcircō servī sumus…)
Gramática Latina, Pe. João Ravizza (no catálogo) · domínio público · n. 416 (consecutio temporum: contemporaneidade, anterioridade e posterioridade), n. 418 (verbos de temer: ne = "que", ut / ne non = "que não"), nn. 452–455 (proposições finais: ut, quo, ne), nn. 457–462 (proposições consecutivas)
D'Ooge, Latin for Beginners, Benjamin L. D'Ooge (no catálogo) · domínio público · lições LXII (subjuntivo de finalidade), LXIII (sequência dos tempos), LXIV (completivas de finalidade), LXV (verbos de temer) e LXVIII (subjuntivo de resultado); conferidas no sumário da edição do Projeto Gutenberg
Cícero, Pro Cluentio 146, Mārcus Tullius Cicero (no catálogo) · domínio público · frase analisada na seção 2, conferida no texto da Latin Library (§ 146) e na edição de A. C. Clark (Oxford, 1905; TEI da Perseus), que dá o mesmo texto e registra as variantes servimus (manuscrito P) por servī sumus e lēgibus dēnique (Baiter) por lēgum dēnique; A&G § 531 nota 1 e Kennedy § 423 citam-na abreviada (ut līberī sīmus / ut līberī esse possīmus); macrons acrescentados