Elementa Linguae Latinae·Parte III · Lectio·Capítulo 33·75 minReportar problema

Ut et nē

Orações finais, consecutivas e completivas

O subjuntivo nas orações subordinadas com ut e nē: a finalidade (ut, nē, quō com comparativo), a consequência (tam, ita, sīc, adeō, tantus, tālis … ut; negativa ut nōn), as completivas de ordem e pedido (imperō, rogō, ōrō, moneō, persuādeō ut/nē, contra iubeō + infinitivo), as de temor (timeō nē = "que", timeō ut / nē nōn = "que não") e as de resultado (fit ut, accidit ut), com a regra simples da escolha do tempo.

Neste capítulo você vai
  • Reconhecer as três famílias de orações com ut/nē + subjuntivo (finais, consecutivas e completivas) e traduzir cada uma corretamente.
  • Distinguir finalidade de consequência pelas palavras-sinal (tam, ita, sīc, adeō, tantus, tālis, tot) e pela negação: nē na final, ut nōn na consecutiva.
  • Construir ordens e pedidos indiretos com imperō, rogō, ōrō, moneō, persuādeō + ut/nē, e contrastá-los com iubeō e vetō + infinitivo.
  • Traduzir as orações de temor sem inverter o sentido (timeō nē = "temo que"; timeō ut, nē nōn = "temo que não").
  • Escolher o tempo do subjuntivo pela regra simples: presente depois de tempo presente ou futuro, imperfeito depois de tempo passado.
orações finaisut e nē finaisquō com comparativonēveorações consecutivastam, ita, sīc, adeō, tantus, tālis, tot … utut nōn consecutivonē × ut nōnorações completivasordem indireta (imperō, rogō, ōrō, moneō, persuādeō)iubeō e vetō com infinitivoverbos de temor (timeō nē, timeō ut)completivas de resultado (fit ut, accidit ut, efficiō ut)sequência dos tempos (forma simples)ut com indicativoanálise de frase autêntica

Antes deste capítulo: Capítulo 32: as formas do subjuntivo (sobretudo o presente e o imperfeito) e a ideia de que nē nega a vontade e o desejo. Ajudam o capítulo 18 (comparativos, para quō) e o capítulo 28 (a oração infinitiva, que aparece em contraste com iubeō). · capítulo 32 · capítulo 18 · capítulo 28

  1. Ut e nē: duas conjunções, muitas funções
  2. Orações finais: ut, nē, quō
  3. Orações consecutivas: tam … ut
  4. A armadilha: nē ou ut nōn?
  5. Orações completivas: ordens, pedidos, temores e resultados
  6. Ler um período com ut e nē
  7. Erros comuns
  8. Prática guiada
  9. Exercícios independentes
  10. Leituras recomendadas
  11. Créditos e fontes

Ut e nē: duas conjunções, muitas funções ⚑

No capítulo 32 o subjuntivo apareceu sozinho, em oração principal. Na maior parte dos textos, porém, ele aparece em orações subordinadas, e as duas conjunções que mais o introduzem são ut e nē. Elas são pequenas e frequentes, e por isso mesmo traiçoeiras: ut com subjuntivo pode significar "para que", "de modo que" ou simplesmente "que"; nē pode significar "para que não" ou, depois de verbos de temor, "que". Este capítulo ensina a decidir entre esses sentidos.

As orações com ut/nē + subjuntivo formam três famílias. As finais dizem para que algo se faz: "estudamos para que aprendamos". As consecutivas dizem que consequência algo teve: "estudou tanto que aprendeu". As completivas (ou substantivas) completam o sentido de um verbo, como um objeto: "peço que venhas", "temo que chova", "aconteceu que choveu" (Bennett § 294; A&G §§ 561–562). O português conserva a mesma estrutura nas três: conjunção + subjuntivo nas finais e nas completivas de pedido ("para que venhas", "peço que venhas"), e uma correlação "tão… que", "tanto… que" nas consecutivas.

As orações com ut e nē + subjuntivo: visão geral
FamíliaAfirmativaNegativaPortuguêsExemplo
Finalut (ou quō)nēpara que, a fim de queLabōrō ut vīvam.
Consecutivaut (depois de tam, ita, sīc…)ut nōnde modo que, tão… queTam fessus est ut dormiat.
Completiva de ordem/pedidoutnēque (+ subjuntivo)Rogō ut veniās.
Completiva de temornē = "que"ut, nē nōn = "que não"que, que nãoTimeō nē veniat.
Completiva de resultadoutut nōnque (aconteceu que…)Accidit ut pluat.

Que tempo do subjuntivo? A regra simples

Nas orações deste capítulo, o tempo do subjuntivo depende do tempo do verbo principal. Por ora, basta uma regra de duas linhas, que é a forma simples da sequência dos tempos (Bennett § 267; A&G § 483; Kennedy § 411): se o verbo principal está num tempo de presente ou futuro, o subjuntivo vai para o presente; se está num tempo passado, vai para o imperfeito. É o mesmo instinto do português: "estudo para que aprenda" × "estudava para que aprendesse". A regra completa, com o perfeito e o mais-que-perfeito do subjuntivo e com a ação posterior, é o assunto do capítulo 34.

Labōrō ut vīvam.
Trabalho para viver (para que eu viva). (presente → presente)
Labōrābō ut vīvam.
Trabalharei para viver. (futuro → presente)
Labōrābam ut vīverem.
Eu trabalhava para viver (para que vivesse). (passado → imperfeito)
Labōrāvī ut vīverem.
Trabalhei para viver. (perfeito narrativo → imperfeito)

Orações finais: ut, nē, quō ⚑

A oração final (do latim fīnis, "fim, objetivo") exprime a intenção com que se pratica a ação principal. Afirmativa, começa por ut (às vezes utī); negativa, por nē, "para que não", e nunca por *ut nōn (Bennett § 282; A&G § 531; Kennedy § 423; Ravizza nn. 452–455). O verbo vai sempre para o subjuntivo, porque a finalidade é uma ação querida, não um fato.

Edimus ut vīvāmus.
Comemos para viver. (exemplo de Bennett § 282)
Puerī in scholā sedent ut discant.
Os meninos ficam sentados na escola para aprender. (discō, -ere, aprender)
Servus fūgit nē caperētur.
O escravo fugiu para não ser capturado. (passado → imperfeito; passiva de capiō)
Tacēmus nē dominum excitēmus.
Ficamos calados para não acordar o senhor. (taceō, calar; excitō, acordar)

Repare na tradução: o português prefere "para + infinitivo" quando o sujeito das duas orações é o mesmo ("comemos para viver"), e "para que + subjuntivo" quando muda ("falo alto para que todos ouçam"). O latim clássico, ao contrário, não usa o infinitivo para exprimir finalidade (A&G § 533): "comemos para viver" é obrigatoriamente edimus ut vīvāmus. Na retroversão, nunca escreva *edimus vīvere.

Detalhes da final

Nēve (neu): para acrescentar uma segunda finalidade negativa, "e para que não", o latim usa nēve: profūgit nē caperētur nēve interficerētur, "fugiu para não ser preso nem morto" (Bennett § 282.d). Quō + comparativo: quando a oração final contém um comparativo (capítulo 18), a conjunção costuma ser quō (= ut eō, "para que por isso"): adiūtā mē quō hōc fīat facilius, "ajuda-me para que isto se faça mais facilmente" (Bennett § 282.a; A&G § 531.a). Correlativos: a oração principal anuncia às vezes a finalidade com idcircō, ideō, eō cōnsiliō ("por isso, com este propósito"), que se traduzem "é para isto que…" (A&G § 531, nota 1).

Análise gramatical: Cícero, Pro Cluentio 146

Numa defesa de 66 a.C., Cícero lembra aos juízes que a liberdade dos cidadãos depende da obediência às leis, e resume a ideia numa frase que as gramáticas citam até hoje como modelo de oração final com correlativo:

Lēgum dēnique idcircō omnēs servī sumus ut līberī esse possīmus.
Enfim, é por isto que todos somos escravos das leis: para podermos ser livres. (Cícero, Pro Cluentio 146)
Pro Cluentio 146, palavra a palavra
PalavraDicionárioAnáliseFunção
Lēgumlēx, lēgis (f.), leigenitivo plural, 3ª declinaçãocomplemento de servī: "escravos das leis"
dēniquedēnique, enfimadvérbiofecha uma enumeração
idcircōidcircō, por issoadvérbio correlativoanuncia a oração final: "é por isto que…"
omnēsomnis, -e, todonominativo plural masculinoconcorda com o sujeito implícito "nós"
servīservus, -ī (m.), escravonominativo pluralpredicativo do sujeito
sumussum, esse, fuī, ser1ª pl., presente do indicativoverbo principal; tempo presente
utut (conjunção)com subjuntivointroduz a oração final: "para que"
līberīlīber, -era, -erum, livrenominativo plural masculinopredicativo de esse, concordando com o sujeito "nós"
essesum, esse, fuī, serinfinitivo presentecomplemento de possīmus
possīmuspossum, posse, potuī, poder1ª pl., presente do subjuntivoverbo da final; presente porque sumus é presente

Três pontos do capítulo estão aqui. O correlativo idcircō prepara a final, e por isso a tradução natural é "é por isso que… para que". A sequência é a simples: sumus (presente) pede possīmus (presente do subjuntivo). E o paradoxo retórico depende da finalidade: a escravidão às leis não é um fato isolado, é o meio para um fim, a liberdade. Allen & Greenough (§ 531, nota 1) e Kennedy (§ 423) citam a frase de forma abreviada; o texto acima é o da edição da Latin Library.

Orações consecutivas: tam … ut ⚑

A oração consecutiva diz qual foi (ou é) a consequência do que se afirma na principal. No afirmativo ela também começa por ut com subjuntivo, mas quase sempre a principal traz uma palavra-sinal de intensidade ou de modo, que anuncia a consequência (Bennett § 284; A&G § 537, nota 2; Kennedy § 421; Ravizza nn. 457–459):

As palavras-sinal da oração consecutiva
Palavra-sinalClasseSentidoExemplo
tamadvérbio (com adjetivo ou advérbio)tãotam fessus ut…
ita, sīcadvérbios (com verbos)assim, de tal modoita clāmāvit ut…
adeōadvérbioa tal pontoadeō timēbant ut…
tantus, -a, -umadjetivotão grandetanta tempestās ut…
tālis, -eadjetivotal, de tal naturezatālis vir ut…
tot (invariável)adjetivotantostot hostēs ut…
Puer tam fessus erat ut statim dormīret.
O menino estava tão cansado que dormiu imediatamente.
Tanta erat tempestās ut nautae nāvigāre nōn possent.
A tempestade era tão grande que os marinheiros não podiam navegar.
Ita clāmāvit ut omnēs eum audīrent.
Gritou de tal modo que todos o ouviram.

A negativa é ut nōn (ou ut nēmō, ut nihil, ut numquam), e nunca nē (A&G § 537.a). O motivo é lógico: nē nega uma vontade, e a consequência não é querida por ninguém; é um fato que se seguiu. Pela mesma razão, a tradução portuguesa da consecutiva usa muitas vezes o indicativo ("estava tão cansado que dormiu"), embora o latim use o subjuntivo: o latim marca a dependência da oração, o português marca a realidade do fato.

O versículo mais citado do Evangelho de João é uma consecutiva com sīc. Note que dīlēxit (perfeito, passado) pede o imperfeito daret:

Sīcadvérbiopalavra-sinaldīlēxit mundumprincipalperfeito (passado)utconjunçãoconsecutivaFīlium … daretsubjuntivo imperfeitoa consequência
Sīc enim Deus dīlēxit mundum, ut Fīlium suum ūnigenitum daret (João 3,16) = Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito. O sīc da principal anuncia a consequência; o português traduz daret pelo indicativo ("deu").

A armadilha: nē ou ut nōn? ⚑

No afirmativo, final e consecutiva são idênticas na forma: ut + subjuntivo. No negativo elas se separam: a final usa nē, a consecutiva usa ut nōn (A&G § 538). Allen & Greenough dão um par perfeito para fixar a diferença:

O mesmo verbo, duas intenções (A&G § 538)
LatimTipoPortuguês
Cūstōdītus est nē effugeret.final negativaFoi vigiado para que não fugisse (era essa a intenção).
Cūstōdītus est ut nōn effugeret.consecutiva negativaFoi vigiado de modo que não fugiu (foi esse o resultado).

Como decidir, então, diante de um ut afirmativo? Use três perguntas, nesta ordem. 1. Há palavra-sinal na principal (tam, ita, sīc, adeō, tantus, tālis, tot)? Se há, é quase certamente consecutiva. 2. A oração responde a "para quê?" ou a "com que resultado?"? Intenção é final; resultado é consecutiva. 3. Se a frase for negativa, a própria negação resolve: nē só pode ser final (ou completiva de ordem ou temor); ut nōn é consecutiva (ou completiva de resultado).

Negativas da final e da consecutiva (Bennett §§ 282, 284; A&G § 538)
Para negar…Final (intenção)Consecutiva (resultado)
a oração todanēut nōn
"ninguém"nē quisut nēmō
"nada"nē quidut nihil
"nunca"nē umquamut numquam
"e para que não"nēve (neu)et ut nōn, neque

Duas exceções, para não ser pego de surpresa. Numa final, ut nōn aparece quando o nōn nega uma só palavra, e não a oração inteira (Bennett § 282.c): ut plūra nōn dīcam, "para não dizer mais" (A&G § 531, nota 2). E o latim bíblico, que segue de perto o grego, usa às vezes ut nōn com valor final: Nōlīte iūdicāre, ut nōn iūdicēminī, "não julgueis, para não serdes julgados" (Mateus 7,1, Vulgata). Na prosa clássica, a regra é a da tabela.

Orações completivas: ordens, pedidos, temores e resultados ⚑

Uma oração completiva funciona como objeto ou sujeito de um verbo, exatamente como um substantivo: em "peço que venhas", a oração responde a "peço o quê?" (Bennett § 294; A&G § 561). Com ut/nē + subjuntivo, há três grupos.

1. Ordens, pedidos e conselhos (ordem indireta)

Verbos que significam ordenar, pedir, aconselhar, exortar, persuadir levam ut (afirmativo) ou nē (negativo) + subjuntivo: o conteúdo da ordem ou do pedido é uma ação querida, por isso a negação é nē, como no jussivo (Bennett § 295.1; A&G § 563; Kennedy § 417). Preste atenção ao caso da pessoa a quem se ordena ou pede:

Verbos de ordem e pedido com ut/nē + subjuntivo
VerboPessoaExemploPortuguês
imperō, -āre, ordenardativoMīlitibus imperat ut pugnent.Ordena aos soldados que lutem.
persuādeō, -ēre, -suāsī, persuadirdativoPatrī persuādeō nē abeat.Persuado o pai a não partir.
rogō, -āre, pediracusativoTē rogō ut veniās.Peço-te que venhas.
ōrō, -āre, rogaracusativoŌrat nē abeās.Pede que não vás embora. (Bennett § 295.1)
moneō, -ēre, aconselhar, advertiracusativoPuerōs moneō ut dīligenter legant.Aconselho os meninos a ler com atenção.
hortor, -ārī (depoente), exortaracusativoMīlitēs hortātur ut fortēs sint.Exorta os soldados a serem valentes.
petō, -ere, pedirā/ab + ablativoĀ rēge petunt ut pācem faciat.Pedem ao rei que faça a paz.

O contraste com iubeō. O verbo mais comum para "mandar", iubeō, -ēre, iussī, iussum, não segue essa regra: leva acusativo + infinitivo (capítulo 28), e o mesmo faz vetō, -āre, "proibir" (Bennett § 295.1.a; A&G § 563.a). Compare: mīlitibus imperat ut pugnent × mīlitēs pugnāre iubet, as duas "ordena aos soldados que lutem". Para negar com iubeō, use vetō: mīlitēs pugnāre vetat, "proíbe os soldados de lutar". O português conhece as duas construções ("mandou-os sair" × "mandou que saíssem"), mas o latim as distribui por verbo, e quem decide é o dicionário.

A primeira frase de César sobre o helvécio Orgetórix, no começo da Guerra da Gália, é uma ordem indireta com persuādeō:

Is … cīvitātī persuāsit ut dē fīnibus suīs cum omnibus cōpiīs exīrent.
Ele … persuadiu o povo a sair do seu território com todos os seus recursos. (César, BG 1.2.1)
De Bello Gallico 1.2.1 (trecho), palavra a palavra
PalavraDicionárioAnáliseFunção
Isis, ea, id, elenominativo singular masculinosujeito: Orgetórix
cīvitātīcīvitās, -ātis (f.), cidade, povodativo singularpessoa persuadida: persuādeō rege dativo
persuāsitpersuādeō, -ēre, -suāsī, -suāsum, persuadir3ª sing., perfeito do indicativoverbo principal; tempo passado
utut (conjunção)com subjuntivointroduz a completiva: o conteúdo da persuasão
dē fīnibus suīsfīnēs, -ium (m. pl.), territóriodē + ablativo pluralde onde: "do seu território"
cum omnibus cōpiīscōpiae, -ārum (f. pl.), recursos, tropascum + ablativo pluralcompanhia: "com todos os recursos"
exīrentexeō, -īre, -iī, -itum, sair3ª pl., imperfeito do subjuntivo (exīre + -nt)verbo da completiva; imperfeito porque persuāsit é passado

Note três coisas. Exīrent é o imperfeito do subjuntivo de um composto de eō, formado do infinitivo exīre, como no capítulo 32. O verbo está no plural embora cīvitās seja singular: César pensa nas pessoas que formam o povo (concordância pelo sentido). E a sequência é a simples: persuāsit, passado, pede o imperfeito.

2. Temores: timeō nē = "temo que"

Depois de verbos de temor (timeō, metuō, vereor; perīculum est), as conjunções parecem trocar de sentido: nē significa "que" e ut (ou nē nōn) significa "que não" (Bennett § 296.2; A&G § 564; Kennedy § 417, nota 4; Ravizza n. 418). A explicação está na origem optativa da construção: timeō nē veniat era, originalmente, "que ele não venha! (mas) tenho medo [de que venha]"; timeō ut veniat, "que ele venha! (mas) tenho medo [de que não venha]". Quem teme deseja o contrário do que teme, e a conjunção exprime o desejo.

Verbos de temor: a inversão aparente (exemplos baseados em Ravizza n. 418)
LatimLiteralmente (o desejo)Português (o temor)
Timeō nē pater aegrōtet."que não esteja doente!"Temo que o pai esteja doente.
Timeō ut pater redeat."que volte!"Temo que o pai não volte.
Timeō nē pater nōn redeat.—Temo que o pai não volte. (= ut)
Timēbam nē hostēs venīrent."que não viessem!"Eu temia que os inimigos viessem.
Regra prática para traduzir: depois de verbo de temor, leia nē como "que" e ut / nē nōn como "que não". Nunca traduza timeō nē veniat por "temo que não venha": é exatamente o contrário.

3. Resultados: fit ut, accidit ut

Expressões que significam acontecer ou fazer com que levam uma completiva de resultado, com ut e negativa ut nōn, como as consecutivas de que derivam (Bennett § 297; A&G §§ 568–569): fit ut, "acontece que"; accidit ut, "aconteceu que"; efficiō ut, "consigo que, faço com que". A oração completiva é o sujeito de fit e accidit e o objeto de efficiō.

Saepe fit ut puerī dormiant.
Muitas vezes acontece que os meninos dormem.
Accidit ut eō diē plueret.
Aconteceu que naquele dia chovia. (pluit, chove)
Magister efficit ut puerī librōs ament.
O professor consegue que os meninos amem os livros.
Accidit ut nēmō venīret.
Aconteceu que ninguém veio. (negativa de resultado: ut nēmō)

Ler um período com ut e nē ⚑

Para ler sem tropeços um período com ut ou nē, siga sempre a mesma rotina. 1. Ache o verbo da oração com ut/nē e confirme que está no subjuntivo (se estiver no indicativo, ut é "como" ou "quando"). 2. Olhe o verbo principal: é de ordem ou pedido? de temor? de "acontecer"? Então é completiva. 3. Se não for, procure uma palavra-sinal (tam, ita, sīc, adeō, tantus, tālis, tot): se houver, é consecutiva; se não houver, é final. 4. Confira o tempo pela regra simples (presente depois de presente ou futuro; imperfeito depois de passado). 5. Traduza com a fórmula portuguesa adequada: "para que", "de modo que / tão… que", "que".

O primeiro capítulo do Gênesis, na Vulgata, permite treinar a regra do tempo com o mesmo tipo de oração em dois momentos. Quando Deus fala (presente, ordem), a final está no presente; quando o narrador conta o que Deus fez (passado), a final passa para o imperfeito:

Fīant lūmināria in firmāmentō caelī … ut lūceant in firmāmentō caelī.
Façam-se luzeiros no firmamento do céu … para que brilhem no firmamento do céu. (Gênesis 1,14–15; jussivo fīant, primário → lūceant, presente)
Et posuit eās in firmāmentō caelī, ut lūcērent super terram.
E colocou-as no firmamento do céu para que brilhassem sobre a terra. (Gênesis 1,17; posuit, perfeito → lūcērent, imperfeito)

Resumo

No capítulo 34 a regra do tempo se completa: o perfeito e o mais-que-perfeito do subjuntivo entram para exprimir a ação anterior, e a conjunção cum mostra quanto o subjuntivo é comum na narração.

Erros comuns ⚑

Prática guiada ⚑

Resolvida passo a passo: leia a pergunta, tente responder e só então abra cada passo.

Prática guiada 1 · Final, consecutiva ou completiva?

Classifique cada oração com ut/nē e traduza: (a) Magister puerōs monet ut taceant. (b) Puerī tam clāmābant ut magister nihil audīret. (c) Puerī tacent nē magistrum excitent. Vocabulário: taceō, -ēre, calar-se; clāmō, -āre, gritar; excitō, -āre, acordar.

  1. (a) O verbo principal pede um complemento?
    Ver o passo

    Sim: moneō, "aconselhar, advertir", é verbo de ordem/conselho. Ut taceant diz o conteúdo do conselho: completiva. Monet é presente, logo taceant está no presente. "O professor adverte os meninos que se calem" (ou "a se calarem").

  2. (b) Há palavra-sinal?
    Ver o passo

    Sim: tam. Ut … audīret é consecutiva: o resultado da gritaria. Clāmābant é passado, logo audīret está no imperfeito. A negação de resultado aparece como nihil (ut … nihil, não nē quid). "Os meninos gritavam tanto que o professor não ouvia nada."

  3. (c) Nē depois de tacent: que sentido tem?
    Ver o passo

    Taceō não é verbo de temor nem de ordem; não há palavra-sinal. Nē + subjuntivo é, então, final negativa: "Os meninos ficam quietos para não acordar o professor."

Conclusão: olhe primeiro o verbo principal (completiva?), depois a palavra-sinal (consecutiva?); o que sobra é final.

Prática guiada 2 · Do português para o latim

Traduza: "O general ordenou aos soldados que não fugissem, porque temia que os inimigos viessem." Vocabulário: dux, ducis, general; imperō, -āre, -āvī (+ dat.), ordenar; fugiō, -ere, fugir; timeō, -ēre, temer; hostis, -is, inimigo; veniō, -īre, vir; quod, porque.

  1. Como fica "ordenou aos soldados que não fugissem"?
    Ver o passo

    Imperō leva dativo + nē + subjuntivo: Dux mīlitibus imperāvit nē fugerent. Imperāvit é passado, logo o imperfeito fugerent (de fugere + -nt).

  2. E "temia que os inimigos viessem"?
    Ver o passo

    Verbo de temor + nē = "que": timēbat nē hostēs venīrent. Não use ut, que significaria "temia que não viessem".

  3. Monte o período.
    Ver o passo

    Dux mīlitibus imperāvit nē fugerent, quod timēbat nē hostēs venīrent. Dois nē com sentidos diferentes: o primeiro nega a ordem ("que não"), o segundo é o "que" do temor.

Exercícios independentes ⚑

Faça por escrito ou em voz alta; abra "Ver resposta" só depois de tentar. A explicação da resposta faz parte da lição.

Exercício 1 · Classifique e traduza

Diga se a oração com ut/nē é final, consecutiva ou completiva (de ordem, de temor ou de resultado). Vocabulário: discō, -ere, aprender; vereor, -ērī, temer; excitō, acordar.

  1. Legimus ut discāmus.
    Ver resposta

    Final: "Lemos para aprender." Presente → presente.

  2. Tam celeriter cucurrit ut nēmō eum caperet. (currō, cucurrī, correr)
    Ver resposta

    Consecutiva, com tam e negativa ut nēmō: "Correu tão depressa que ninguém o apanhou."

  3. Rogō tē nē abeās. (abeō, ir embora)
    Ver resposta

    Completiva de pedido, negativa com nē: "Peço-te que não vás embora."

  4. Vereor nē pluat.
    Ver resposta

    Completiva de temor; nē = "que": "Temo que chova."

  5. Vereor ut veniat.
    Ver resposta

    Completiva de temor; ut = "que não": "Temo que ele não venha."

  6. Accidit ut amīcus abesset. (absum, estar ausente)
    Ver resposta

    Completiva de resultado, sujeito de accidit: "Aconteceu que o amigo estava ausente."

  7. Tacuimus nē dominum excitārēmus.
    Ver resposta

    Final negativa: "Ficamos calados para não acordar o senhor." Perfeito → imperfeito.

  8. Ut dīxī, puer abest.
    Ver resposta

    Nenhuma das três: dīxī está no indicativo, logo ut = "como". "Como eu disse, o menino está ausente."

Exercício 2 · O tempo certo

Complete com o presente ou o imperfeito do subjuntivo do verbo entre parênteses, segundo a regra simples, e traduza.

  1. Veniō ut tē ___ (videō)
    Ver resposta

    videam: principal no presente. "Venho para te ver."

  2. Vēnī ut tē ___ (videō)
    Ver resposta

    vidērem: vēnī é perfeito, tempo passado. "Vim para te ver."

  3. Imperābit mīlitibus ut ___ (pugnō)
    Ver resposta

    pugnent: principal no futuro → presente. "Ordenará aos soldados que lutem."

  4. Timēbant nē hostēs ___ (veniō)
    Ver resposta

    venīrent: passado → imperfeito. "Temiam que os inimigos viessem."

  5. Tanta erat tempestās ut nautae nōn ___ (nāvigō)
    Ver resposta

    nāvigārent: consecutiva depois de passado → imperfeito. "A tempestade era tão grande que os marinheiros não navegavam."

  6. Hortātur mīlitēs ut fortēs ___ (sum)
    Ver resposta

    sint: hortātur é presente. "Exorta os soldados a serem valentes."

Exercício 3 · Nē ou ut nōn?

Complete com nē ou ut nōn e explique.

  1. Portās clausērunt ___ hostēs intrārent. (claudō, clausī, fechar; intrō, entrar)
    Ver resposta

    nē: fecharam as portas com a intenção de impedir a entrada (final). "Fecharam as portas para que os inimigos não entrassem."

  2. Tam fessī erant ___ labōrāre possent.
    Ver resposta

    ut nōn: há tam e trata-se de resultado. "Estavam tão cansados que não podiam trabalhar."

  3. Moneō tē ___ hōc faciās.
    Ver resposta

    nē: completiva de conselho negativa. "Aconselho-te a não fazer isto."

  4. Ita vīxit ___ quisquam eum vituperāret. (quisquam, alguém; vituperō, censurar)
    Ver resposta

    ut nōn: ita anuncia uma consecutiva. "Viveu de tal modo que ninguém o censurava."

  5. Accidit ___ litterae advenīrent. (litterae, carta; adveniō, chegar)
    Ver resposta

    ut nōn: completiva de resultado, que se nega como a consecutiva. "Aconteceu que a carta não chegou."

Exercício 4 · Imperō ou iubeō?

Reescreva a ordem com o outro verbo, mantendo o sentido.

  1. Dux mīlitibus imperat ut castra mūniant. (castra mūniō, fortificar o acampamento) → iubeō
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    Dux mīlitēs castra mūnīre iubet. Iubeō: acusativo (mīlitēs) + infinitivo (mūnīre), sem ut.

  2. Pater fīlium venīre iussit. → imperō
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    Pater fīliō imperāvit ut venīret. Dativo (fīliō) + ut + imperfeito, porque imperāvit é passado.

  3. Magister puerīs imperat nē clāment. → vetō
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    Magister puerōs clāmāre vetat. A ordem negativa com iubeō se faz com vetō ("proibir") + acusativo e infinitivo.

Exercício 5 · Leitura de frases autênticas

Classifique a oração com ut/nē, explique o tempo e traduza. Textos conferidos na fonte; macrons acrescentados.

  1. Et respōnsō acceptō in somnīs nē redīrent ad Hērōdem, per aliam viam reversī sunt in regiōnem suam. (Mateus 2,12; respōnsum, resposta, aviso; somnus, sono; redeō, voltar; revertor, reversus, regressar)
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    Nē redīrent é completiva de ordem negativa, que depende da ideia de aviso contida em respōnsō acceptō (ablativo absoluto, capítulo 30): "tendo recebido em sonhos o aviso de que não voltassem a Herodes". Imperfeito porque a narração está no passado. Tradução: "E, avisados em sonho que não voltassem a Herodes, regressaram por outro caminho à sua região."

  2. Fēcitque Deus duo lūmināria magna: lūmināre maius, ut praeesset diēī, et lūmināre minus, ut praeesset noctī. (Gênesis 1,16; lūmināre, -is, luzeiro; praesum + dat., presidir a)
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    Duas finais: "para que presidisse ao dia… à noite". Imperfeito praeesset (de praeesse) porque fēcit é passado. "E Deus fez dois grandes luzeiros: o luzeiro maior para presidir ao dia, e o luzeiro menor para presidir à noite."

  3. Tanta vīs probitātis est ut eam in hoste dīligāmus. (Cícero, Laelius 29, na forma abreviada de A&G § 537; o texto da Latin Library diz ut eam vel in iīs quōs numquam vīdimus vel, quod maius est, in hoste etiam dīligāmus; probitās, honestidade; dīligō, estimar)
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    Consecutiva com tanta; presente dīligāmus porque est é presente. "Tão grande é a força da honestidade que a estimamos até num inimigo."

  4. Timeō nē Verrēs fēcerit. (Cícero, Verr. 2.5.3, na forma abreviada de A&G § 564; o texto completo, conferido na Latin Library, é timeō nē C. Verrēs … omnia quae fēcit impūne fēcerit)
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    Completiva de temor com nē = "que". O perfeito fēcerit indica uma ação já passada em relação ao temor presente (o capítulo 34 explica esse uso). "Temo que Verres tenha feito…" (no texto completo: "temo que Caio Verres tenha feito impunemente tudo o que fez")

Exercício 6 · Do português para o latim

Traduza. Vocabulário: discipulus, -ī, aluno; studeō, -ēre, estudar; ōrō, -āre, rogar; timeō; nauta, -ae, marinheiro; pereō, -īre, morrer; sīc, assim; cantō, -āre, cantar; omnēs, todos; lacrimō, -āre, chorar.

  1. Os alunos estudam para aprender.
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    Discipulī student ut discant. Final; presente → presente. Não use *student discere.

  2. Rogo-te que não partas.
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    Ōrō tē nē abeās. Completiva de pedido negativa: nē; ōrō leva acusativo.

  3. Temíamos que os marinheiros morressem.
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    Timēbāmus nē nautae perīrent. Temor: nē = "que"; passado → imperfeito (perīre + -nt).

  4. O poeta cantou de tal modo que todos choraram.
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    Poēta sīc cantāvit ut omnēs lacrimārent. Consecutiva com sīc; o português usa o indicativo, o latim o subjuntivo imperfeito.

  5. Ordenou-lhes que saíssem.
    Ver resposta

    Eīs imperāvit ut exīrent. ou Eōs exīre iussit. As duas construções estão certas, cada uma com o seu verbo.

Leituras recomendadas

Os primeiros capítulos da Guerra da Gália (livro I, 2–7) estão cheios de ordens indiretas e finais com ut/nē: leia-os procurando cada subjuntivo e perguntando qual das famílias deste capítulo ele representa (o capítulo 44 lê César por inteiro). Na Vulgata, Gênesis 1 e Mateus 2 trazem finais e completivas em frases curtas. As Vidas de Cornélio Nepos são a prosa clássica mais simples para treinar finais e consecutivas. Latin for Beginners, de D'Ooge, dedica as lições LXII, LXIV, LXV e LXVIII a estas construções. Para consulta, Bennett §§ 282–284 e 294–297, e Allen & Greenough §§ 529–538 e 560–569.

Etapa IV · Ad FontesDificuldade 3 · IntermediárioOriginal ÁudioCom notas

Commentarii de Bello Gallico (seleções)

Gaius Iulius Caesar

Seleções dos livros I, IV, V e VI da Guerra da Gália (a campanha contra os helvécios, a travessia para a Britânia, o cerco ao acampamento de Cícero, os druidas), com macrons, vocabulário corrente e notas em inglês. A porta de entrada clássica para a prosa autêntica.

Historiografia · Clássico · algumas semanas · Dickinson College Commentaries

Ler na fonte ↗ Áudio ↗
Etapa VI · Latinitas ChristianaDificuldade 2 · BásicoOriginal Áudio

Biblia Sacra Vulgata (editio Clementina)

Hieronymus Stridonensis (Vulgata)

A Vulgata Clementina completa, do Gênesis ao Apocalipse, livro a livro. Comece por Marcos, Gênesis ou os Salmos: frases curtas, vocabulário repetitivo e um texto que você já conhece em português. A leitura cristã fundamental e, para muitos, a primeira obra longa lida em latim. No LibriVox há, por ora, só o Salmo 22 gravado.

Escritura (Vulgata) · Tardio e patrístico · anos, um capítulo por dia · Vicifons (Latin Wikisource)

Ler na fonte ↗ Áudio ↗
Etapa I · Prima VerbaDificuldade 1 · ElementarDidático ÁudioCom notas

Latin for Beginners

Benjamin L. D'Ooge

Curso completo de primeiro ano (1911), em inglês: 79 lições curtas com explicação, frases para traduzir, pequenas narrativas e vocabulário, com macrons. Gratuito e de domínio público, é a melhor alternativa aberta ao método Ørberg para quem lê inglês. As três primeiras lições têm gravação no LibriVox (coleção de aprendizado de línguas, vol. 4).

Método · Moderno (material didático) · alguns meses · Project Gutenberg

Etapa IV · Ad FontesDificuldade 3 · IntermediárioOriginalCom notasTexto na biblioteca

De viris illustribus (Vitae)

Cornelius Nepos

Todas as vidas de Nepos (edição Fleckeisen, 1886): Milcíades, Temístocles, Alcibíades, Catão, Ático e outros. Sem notas; para continuar Nepos depois de Aníbal.

Biografia · Clássico · alguns meses · Perseus Digital Library

Ler aqui: texto latino da edição de Alfred Fleckeisen e Karl Halm (1886)

Etapa II · Primae FabulaeDidático

New Latin Grammar

Charles E. Bennett

Gramática de referência compacta (1918), em inglês, com macrons: sons, flexões, sintaxe, prosódia. Mais curta e mais fácil de consultar que Allen & Greenough; cabe num leitor de EPUB.

Gramática · Moderno (material didático) · consulta · Project Gutenberg

Ler na fonte ↗EPUB na fonte ↗
Etapa III · FundamentaDidático

Allen and Greenough's New Latin Grammar (edição DCC)

J. H. Allen e J. B. Greenough

A gramática de referência clássica em inglês (1903), em hipertexto com os parágrafos numerados tradicionais: pronúncia, morfologia, sintaxe, prosódia. Os comentários do DCC remetem a ela em cada nota. Para consultar, não para decorar.

Gramática · Moderno (material didático) · consulta · Dickinson College Commentaries

Ler na fonte ↗
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Créditos e fontes

Autoria
Bibliotheca Latina. Conteúdo original com trechos de obras em domínio público; licença CC BY 4.0.
Fontes consultadas
  • New Latin Grammar, Charles E. Bennett (no catálogo) · domínio público · § 267 (tempos principais e históricos; regra da sequência), § 268.6 (perfeito do subjuntivo nas consecutivas depois de tempo histórico), § 282 (orações finais: ut, quō, nē; 282.a quō com comparativo; 282.c ut nōn quando a negação recai numa palavra; 282.d nēve), § 284 (consecutivas: ut, ut nōn; tantus, tālis, tot, tam, ita, sīc, adeō), § 294 (orações substantivas), § 295 (completivas volitivas: ut/nē com verbos de pedir, ordenar, persuadir; 295.1.a iubeō com infinitivo; 295.8 subjuntivo sem ut), § 296.2 (verbos de temer: nē, ut, nē nōn), § 297 (completivas de resultado: faciō, efficiō; fit, accidit, ēvenit)
  • Allen and Greenough's New Latin Grammar, J. H. Allen e J. B. Greenough (no catálogo) · domínio público · §§ 482–484 (sequência dos tempos), § 485.c (perfeito do subjuntivo nas consecutivas), §§ 529–533 (orações finais; 531.a quō com comparativo; 531 nota 1, Lēgum idcircō servī sumus…; 533 o latim não exprime finalidade pelo infinitivo), §§ 536–538 (consecutivas; 537.a negativa ut nōn, nunca nē; 538 finais e consecutivas iguais no afirmativo, diferentes no negativo), §§ 560–562 (orações substantivas), § 563 (completivas de finalidade; 563.a iubeō e vetō com infinitivo), § 564 (verbos de temer), §§ 567–569 (completivas de resultado)
  • Kennedy's Revised Latin Primer, Benjamin Hall Kennedy (no catálogo) · domínio público · § 411 (sequência dos tempos), § 417 (ordem, pedido e proibição indiretos com ut/nē; nota 2, volō, iubeō com infinitivo; nota 4, verbos de temer), § 421 (consecutivas; ut depois de adeō, ita, tam, sīc, tantus, tot; nota 2 sobre a sequência), § 423 (finais: ut, nē, ut nē; Lēgum idcircō servī sumus…)
  • Gramática Latina, Pe. João Ravizza (no catálogo) · domínio público · n. 416 (consecutio temporum: contemporaneidade, anterioridade e posterioridade), n. 418 (verbos de temer: ne = "que", ut / ne non = "que não"), nn. 452–455 (proposições finais: ut, quo, ne), nn. 457–462 (proposições consecutivas)
  • D'Ooge, Latin for Beginners, Benjamin L. D'Ooge (no catálogo) · domínio público · lições LXII (subjuntivo de finalidade), LXIII (sequência dos tempos), LXIV (completivas de finalidade), LXV (verbos de temer) e LXVIII (subjuntivo de resultado); conferidas no sumário da edição do Projeto Gutenberg
  • Cícero, Pro Cluentio 146, Mārcus Tullius Cicero (no catálogo) · domínio público · frase analisada na seção 2, conferida no texto da Latin Library (§ 146) e na edição de A. C. Clark (Oxford, 1905; TEI da Perseus), que dá o mesmo texto e registra as variantes servimus (manuscrito P) por servī sumus e lēgibus dēnique (Baiter) por lēgum dēnique; A&G § 531 nota 1 e Kennedy § 423 citam-na abreviada (ut līberī sīmus / ut līberī esse possīmus); macrons acrescentados
  • César, De Bello Gallico 1.2.1, Gaius Iulius Caesar (no catálogo) · domínio público · frase analisada na seção 5, conferida no texto da Latin Library; macrons acrescentados
  • Biblia Sacra Vulgata (editio Clementina): Gênesis 1,14–17; João 3,16; Mateus 2,12 e 7,1 (no catálogo) · domínio público · frases do diagrama e dos exercícios, conferidas no texto da Wikisource latina; ortografia adaptada (ae por æ, i por j) e macrons acrescentados
Para ir além
Commentarii de Bello Gallico (seleções), Biblia Sacra Vulgata (editio Clementina), Latin for Beginners, De viris illustribus (Vitae), New Latin Grammar, Allen and Greenough's New Latin Grammar (edição DCC) (ver Leituras recomendadas acima).