A construção mais característica da prosa latina: depois de verbos de dizer, pensar, saber, perceber e sentir, o latim não usa "que"; põe o sujeito da oração dependente no acusativo e o verbo no infinitivo. Como reconhecê-la, como o tempo do infinitivo se traduz, o reflexivo sē/suus, a construção pessoal com dīcitur e vidētur, iubeō, vetō e volō, e as estratégias para passar tudo isso ao português.
Neste capítulo você vai
Reconhecer uma oração infinitiva (verbo de dizer, pensar, saber, perceber ou sentir + acusativo + infinitivo) e delimitar seu sujeito e seu verbo.
Traduzir o infinitivo da oração infinitiva pelo tempo português correto, depois de um verbo principal no presente ou no passado.
Distinguir sē/suus (o sujeito do verbo principal) de eum/eius (outra pessoa) e aplicar a concordância no acusativo.
Traduzir a construção pessoal (dīcitur, vidētur + nominativo e infinitivo) e as construções com iubeō, vetō, volō e gaudeō.
Escolher, em cada caso, a melhor estratégia de tradução: "que" + indicativo, "que" + subjuntivo ou infinitivo.
oração infinitivaacusativo com infinitivoverba dicendi et sentiendinegōtempo do infinitivo no discurso indiretoconcordância no acusativofore e posse com sentido futurospērō e prōmittō com infinitivo futuroreflexivo indireto sē, suusconstrução pessoal: dīcitur, vidēturconstrução impessoal: trāditum estiubeō e vetōvolō com e sem acusativoverbos de emoção: gaudeōtradução para o portuguêsquia e quod no latim cristãoanálise de frase autêntica
Antes deste capítulo: Capítulo 27 (os seis infinitivos e o tempo relativo) e capítulo 14 (pronomes pessoais e reflexivos: sē, suus, is). A passiva dos capítulos 23 e 24 é usada o tempo todo. · capítulo 14 · capítulo 23 · capítulo 24 · capítulo 27
Em português, quando contamos o que alguém diz ou pensa, usamos uma oração introduzida por "que": "Digo que Marco vem", "Penso que a cidade é bela". O latim clássico, nessa situação, não usa conjunção nenhuma. Ele põe o sujeito da oração dependente no acusativo e o verbo no infinitivo (Bennett § 184 e § 331; A&G §§ 577–579; Kennedy § 414; Ravizza n. 378):
Dīcō Mārcum venīre.
Digo que Marco vem.
Putō urbem pulchram esse.
Penso que a cidade é bela.
Sciō tē Latīnē legere.
Sei que você lê latim.
A oração infinitiva Mārcum venīre ocupa, inteira, o lugar de objeto direto de dīcō. O "que" é uma exigência do português, não do latim.
Por que acusativo? A explicação histórica é que, num estágio antigo, o nome era objeto do próprio verbo principal ("digo Marco, [quanto a] vir"), e o infinitivo o completava; com o tempo, esse objeto passou a ser sentido como o sujeito do infinitivo (A&G § 451 e § 577). Para o leitor, o que importa é o resultado: depois de certos verbos, um acusativo seguido de um infinitivo forma uma oração completa, com sujeito e verbo próprios. O nome tradicional da construção é accūsātīvus cum īnfīnītīvō, "acusativo com infinitivo".
Os verbos que a introduzem são, sobretudo, os de dizer, pensar, saber e perceber (os verba dīcendī et sentiendī das gramáticas), e também os de sentimento:
Verbos que pedem oração infinitiva (Bennett § 331; A&G § 579; Ravizza n. 379)
Grupo
Verbos
Exemplo
dizer, anunciar
dīcō, nūntiō, respondeō, scrībō, nārrō, negō
Nūntius dīcit hostēs adesse. O mensageiro diz que os inimigos estão aí.
pensar, crer, esperar
putō, crēdō, exīstimō, spērō
Crēdō deōs bonōs esse. Creio que os deuses são bons.
saber, compreender
sciō, intellegō, cognōscō
Intellegō tē fessum esse. Percebo (compreendo) que você está cansado.
perceber
videō, audiō, sentiō
Videō sōlem lūcēre. Vejo que o sol brilha (vejo o sol brilhar).
sentir (emoção)
gaudeō, doleō, mīror
Gaudeō tē valēre. Alegro-me de que você esteja bem.
Um caso especial é negō. Para dizer "diz que não", o latim prefere negō a dīcō ... nōn: Negat Mārcum venīre, "Diz que Marco não vem" (A&G § 580.b). A negação vai para o verbo principal, mas em português ela volta para a oração dependente; traduzir negat por "nega" funciona às vezes, mas "diz que não" é quase sempre mais natural.
A oração infinitiva também pode ser sujeito de expressões impessoais, como o infinitivo simples do capítulo 27: Necesse est mē abīre, "É necessário que eu parta"; Cōnstat Rōmam magnam esse, "É sabido que Roma é grande" (Bennett § 330; Ravizza n. 377).
Como reconhecer. Quando você ler um verbo de dizer, pensar, saber ou perceber, e logo depois (ou antes) encontrar um acusativo e um infinitivo que não dependem de mais nada, ponha mentalmente um "que" entre o verbo e o acusativo. O acusativo vira o sujeito, e o infinitivo vira um verbo conjugado.
Aqui entra o que você aprendeu no capítulo 27: o tempo do infinitivo é relativo ao verbo principal. O presente indica simultaneidade, o perfeito anterioridade, o futuro posterioridade (Bennett § 270; A&G § 584; Kennedy § 412; Ravizza n. 384). O português, por sua vez, exprime essas relações com tempos diferentes conforme o verbo principal esteja no presente ou no passado. Por isso a mesma forma latina se traduz de dois modos:
Um só infinitivo latino, dois tempos portugueses
Infinitivo
Depois de dīcit (presente)
Depois de dīxit (passado)
Mārcum venīre (simultâneo)
diz que Marco vem
disse que Marco vinha
Mārcum vēnisse (anterior)
diz que Marco veio
disse que Marco tinha vindo (viera)
Mārcum ventūrum esse (posterior)
diz que Marco virá
disse que Marco viria
urbem capī (simultâneo, passivo)
diz que a cidade é tomada (está sendo tomada)
disse que a cidade era tomada
urbem captam esse (anterior, passivo)
diz que a cidade foi tomada
disse que a cidade tinha sido tomada
urbem captum īrī (posterior, passivo)
diz que a cidade será tomada
disse que a cidade seria tomada
Na prática, traduza em dois passos: primeiro decida a relação (simultâneo, anterior, posterior); depois escolha o tempo português que exprime essa relação a partir do tempo do verbo principal. O infinitivo perfeito cobre qualquer passado: conforme o contexto, dīxit Mārcum vēnisse pode ser "tinha vindo", "veio" ou "vinha" (A&G § 584.a).
Um grupo de verbos merece atenção especial: os de esperar, prometer, ameaçar, jurar (spērō, prōmittō, polliceor, minor, iūrō). Em português dizemos "espero vencer", "prometo vir", com infinitivo simples. Em latim, esses verbos pedem uma oração infinitiva completa, com sujeito expresso e infinitivo futuro: Spērō mē ventūrum esse, "Espero vir"; Prōmīsit sē pecūniam redditūrum esse, "Prometeu devolver o dinheiro" (A&G § 580.c; Kennedy § 414, nota; Ravizza n. 381 c).
Como o sujeito da oração infinitiva está no acusativo, tudo o que concorda com ele vai para o acusativo também: o predicativo, o particípio dos infinitivos compostos, os adjetivos (Ravizza n. 378 c):
Putō Iūliam laetam esse.
Penso que Júlia está alegre.
Sciō epistulam scrīptam esse.
Sei que a carta foi escrita.
Nūntiant hostēs victōs esse.
Anunciam que os inimigos foram vencidos.
Crēdō vōs ventūrōs esse.
Creio que vocês virão.
Repare que, nos exemplos com vōs e tē, o sujeito do infinitivo é um pronome pessoal no acusativo. Em latim o sujeito da oração infinitiva vem sempre expresso, mesmo quando é o mesmo do verbo principal, o que nunca acontece com o sujeito de um verbo conjugado, normalmente omitido (A&G § 581; Ravizza n. 380 a): Dīcō mē fessum esse, "Digo que estou cansado"; Putās tē errāre?, "Achas que estás errado?".
O reflexivo indireto
Na terceira pessoa surge uma pergunta que o português resolve mal: em "Marco diz que ele vem", quem vem, o próprio Marco ou outra pessoa? O latim não deixa dúvida. Como você viu no capítulo 14, sē e suus apontam para o sujeito; na oração infinitiva, eles apontam para o sujeito do verbo principal, aquele que diz ou pensa (o "reflexivo indireto": Bennett § 244.1 II; A&G § 300; Ravizza n. 380 a):
Sē e suus × eum e eius na oração infinitiva
Latim
Quem é
Português
Mārcus dīcit sē venīre.
sē = Marco
Marco diz que (ele mesmo) vem.
Mārcus dīcit eum venīre.
eum = outra pessoa
Marco diz que ele (Paulo, por exemplo) vem.
Mārcus dīcit amīcōs suōs venīre.
suōs = de Marco
Marco diz que os amigos dele (seus próprios amigos) vêm.
Mārcus dīcit amīcōs eius venīre.
eius = de outra pessoa
Marco diz que os amigos dele (de Paulo) vêm.
Puellae putant sē laudātās esse.
sē = as meninas
As meninas pensam que foram elogiadas.
Note a última linha: sē serve para o singular e para o plural, e quem mostra o gênero e o número é o particípio (laudātās, feminino plural). Num texto autêntico, Cícero conta como Creso entendeu o oráculo segundo o qual, atravessando o rio Hális, ele derrubaria "uma grande potência": hostium vim sē perversūrum putāvit, "pensou que destruiria o poder dos inimigos" (Div. 2.115). O império destruído acabou sendo o dele.
Hostium vim sē perversūrum putāvit (Cícero, Div. 2.115): o reflexivo sē retoma o sujeito de putāvit; perversūrum (de pervertō, "derrubar") concorda com sē no acusativo masculino singular, e a ação é posterior ao "pensar".
Para dizer "diz-se que Marco vem", o latim tem duas construções. A mais comum nos tempos simples é a pessoal: o sujeito da oração dependente passa a ser o sujeito do verbo passivo, no nominativo, e o infinitivo fica (Bennett § 332; A&G § 582; Kennedy § 370; Ravizza nn. 238–240):
Mārcus venīre dīcitur.
Diz-se que Marco vem. (literalmente "Marco é dito vir")
Rōmulus prīmus rēx fuisse dīcitur.
Diz-se que Rômulo foi o primeiro rei.
Hostēs appropinquāre nūntiantur.
Anuncia-se que os inimigos se aproximam.
Tū mihi errāre vidēris.
Parece-me que você está errado. (literalmente "tu me pareces errar")
Repare que o predicativo também vai para o nominativo (prīmus rēx), porque concorda com o sujeito de dīcitur. Assim se constroem dīcor, putor, exīstimor, videor em todas as pessoas, e fertur, feruntur, trāditur, trāduntur (diz-se, conta-se) na terceira (Bennett § 332 c, d). Um exemplo autêntico, de Cícero: Epamīnōndās ... fidibus praeclārē cecinisse dīcitur, "diz-se que Epaminondas tocava lira admiravelmente" (Tusc. 1.4).
Nos tempos compostos (dictum est, trāditum est, nūntiātum est) é mais comum a construção impessoal, com a oração infinitiva no acusativo como sujeito: Trāditum est Homērum caecum fuisse, "A tradição diz que Homero era cego" (Bennett § 332, nota; A&G § 582.a; Kennedy § 370, nota).
Pessoal × impessoal
Latim
Construção
Português
Homērus caecus fuisse dīcitur.
pessoal: nominativo + infinitivo
Diz-se que Homero era cego.
Trāditum est Homērum caecum fuisse.
impessoal: acusativo + infinitivo
Conta a tradição que Homero era cego.
Não traduza ao pé da letra. "Marco é dito vir" e "tu pareces a mim errar" não são português. Use "diz-se que", "dizem que", "conta-se que", "parece que" + indicativo. Com vidētur, às vezes a construção pessoal soa bem também em português: Mārcus fessus esse vidētur, "Marco parece estar cansado".
Os verbos de ordenar e proibir, iubeō e vetō, também se constroem com acusativo e infinitivo, mas aqui o acusativo é a pessoa que recebe a ordem e o infinitivo é o que ela deve (ou não deve) fazer (Bennett § 331 II; Ravizza n. 382 d):
Rēx mīlitēs pontem facere iubet.
O rei manda os soldados fazerem uma ponte.
Pater puerōs in silvā errāre vetat.
O pai proíbe os meninos de vagar na floresta.
Rēx pontem fierī iussit.
O rei mandou fazer uma ponte. (sem a pessoa: infinitivo passivo)
Mīlitēs pontem facere iussī sunt.
Os soldados receberam ordem de fazer uma ponte. (passiva pessoal)
Quando a pessoa que recebe a ordem não é mencionada, o infinitivo vai para a passiva: pontem fierī iussit, literalmente "mandou a ponte ser feita" (Bennett § 331 II.a). E na passiva, iubeor e vetor seguem a construção pessoal da seção anterior: mīlitēs ... iussī sunt (Bennett § 332 a).
Com volō, nōlō, mālō, cupiō tudo depende do sujeito. Se é o mesmo, basta o infinitivo complementar do capítulo 27; se é outro, usa-se a oração infinitiva (Bennett § 331 IV; Ravizza n. 382 a):
Volō venīre.
Quero vir. (mesmo sujeito: infinitivo simples)
Volō tē venīre.
Quero que você venha. (outro sujeito: acusativo + infinitivo)
Por fim, os verbos de sentimento, como gaudeō (alegro-me), doleō (lamento) e mīror (admiro-me), aceitam a oração infinitiva para dizer aquilo de que alguém se alegra ou se queixa: Gaudeō tē salvum advenīre, "Alegro-me de que você chegue são e salvo" (Bennett § 331 V; Ravizza n. 379 c). Eles também admitem quod + indicativo, que põe em relevo a causa: gaudeō quod valēs, "estou contente porque você está bem" (Ravizza n. 383 a).
Um exemplo autêntico reúne quase tudo. Aníbal, já velho, conta ao rei Antíoco o juramento que o pai lhe impôs quando ele tinha nove anos, diante de um altar: iūrāre iussit numquam mē in amīcitiā cum Rōmānīs fore, "fez-me jurar que eu nunca seria amigo dos romanos" (Cornélio Nepos, Han. 2.4). Iussit pede o infinitivo iūrāre; iūrāre, verbo de jurar, pede uma oração infinitiva com infinitivo futuro, mē ... fore. A prática guiada 2 analisa a frase passo a passo.
Não existe uma tradução única para a oração infinitiva. O português tem três recursos, e o bom tradutor escolhe o que soa natural em cada caso:
Três maneiras de traduzir a oração infinitiva
Estratégia
Quando usar
Exemplo
"que" + indicativo
verbos de dizer, pensar, saber, perceber
Dīcit Mārcum venīre: diz que Marco vem.
"que" + subjuntivo
vontade, ordem, proibição, sentimento, esperança
Volō tē venīre: quero que você venha. Gaudeō tē valēre: alegro-me de que você esteja bem. Iussit mīlitēs abīre: mandou que os soldados partissem.
infinitivo (pessoal ou não)
perceber, mandar, deixar; estilo mais conciso
Videō sōlem lūcēre: vejo o sol brilhar. Iussit mīlitēs abīre: mandou os soldados partirem. Dīcit sē fessum esse: diz estar cansado.
O terceiro recurso mostra que a construção latina não é tão estranha ao português quanto parece. Em "vejo-o nascer", "mandei-os sair", "deixa-me falar", o pronome oblíquo o, os, me é, historicamente, um acusativo, e é ao mesmo tempo o sujeito do infinitivo: é o acusativo com infinitivo latino, sobrevivendo com os verbos de perceber, mandar e deixar.
Para terminar, uma das frases mais famosas de Cícero, no começo da primeira Catilinária (63 a.C.), quando ele denuncia no Senado a conjuração de Catilina, que estava presente:
Patēre tua cōnsilia nōn sentīs?
Não percebes que os teus planos estão descobertos? (Cícero, Cat. 1.1)
Cícero, Cat. 1.1, palavra a palavra
Palavra
Dicionário
Análise
Função
Patēre
pateō, patēre, patuī, estar aberto, exposto
infinitivo presente ativo, 2ª conjugação
verbo da oração infinitiva; simultâneo a sentīs
tua
tuus, -a, -um, teu
acusativo plural neutro
concorda com cōnsilia
cōnsilia
cōnsilium, -ī (n.), plano, projeto
acusativo plural neutro, 2ª declinação
sujeito do infinitivo patēre
nōn
nōn (advérbio)
invariável
nega sentīs
sentīs
sentiō, sentīre, sēnsī, sēnsum, perceber, sentir
presente do indicativo, 2ª pessoa do singular
verbo principal (de percepção), que introduz a oração infinitiva
O ponto delicado é cōnsilia: como todo neutro, tem nominativo e acusativo iguais. Mas não pode ser sujeito de sentīs, que está na 2ª pessoa (o sujeito é "tu", Catilina); e o infinitivo patēre precisa de um sujeito. Logo, tua cōnsilia é o acusativo sujeito de patēre, e toda a oração patēre tua cōnsilia é o objeto de sentīs. Cícero ainda a coloca antes do verbo principal, com patēre na primeira posição, para dar ênfase: o que importa é que os planos estão expostos. Na tradução, porém, o verbo principal vem primeiro: "não percebes que...".
Construção: verbo de dizer, pensar, saber, perceber, sentir + sujeito no acusativo + verbo no infinitivo, sem conjunção. Negō = "dizer que não".
Tempo: presente = simultâneo, perfeito = anterior, futuro = posterior; depois de um passado, "vinha / tinha vindo / viria". Spērō, prōmittō, iūrō pedem infinitivo futuro com sujeito expresso.
Concordância: predicativo e particípio no acusativo; o sujeito vem sempre expresso; sē/suus = sujeito do verbo principal.
Passiva: Mārcus venīre dīcitur (pessoal, nominativo); trāditum est Homērum caecum fuisse (impessoal, nos tempos compostos).
Tradução: "que" + indicativo, "que" + subjuntivo, ou infinitivo.
O capítulo 38 amplia esta construção ao discurso indireto inteiro, em que discursos longos são relatados com orações infinitivas e subordinadas no subjuntivo.
Erro: Procurar em latim uma conjunção para o "que" ("Dīcō quod Mārcus venit").
Por quê, e como evitar: No latim clássico, depois de verbos de dizer e pensar, não há conjunção: Dīcō Mārcum venīre. A construção com quod ou quia (em geral com indicativo) é do latim tardio e cristão; reconheça-a nos textos cristãos, mas não a use ao escrever latim clássico.
Erro: Traduzir o infinitivo pelo tempo "dele" sem olhar o verbo principal (Dīxit Mārcum venīre → "disse que Marco vem").
Por quê, e como evitar: O infinitivo presente é simultâneo ao verbo principal; se este está no passado, a ação também está: "disse que Marco vinha". Do mesmo modo, dīxit Mārcum ventūrum esse é "disse que viria", e não "disse que virá".
Erro: Usar eum ou eius para o próprio sujeito do verbo principal (Mārcus dīcit eum aegrum esse querendo dizer "Marco diz que está doente").
Por quê, e como evitar: Para o sujeito do verbo principal, o latim usa sē e suus: Mārcus dīcit sē aegrum esse. Eum e eius apontam para outra pessoa. É o reflexivo indireto anunciado no capítulo 14.
Erro: Omitir o sujeito quando ele é o mesmo do verbo principal (Spērō venīre, para "espero vir").
Por quê, e como evitar: Na oração infinitiva o sujeito vem sempre expresso, e os verbos de esperar e prometer pedem infinitivo futuro: Spērō mē ventūrum esse. O português "espero vir" esconde essas duas exigências.
Erro: Deixar o predicativo no nominativo (Putō Iūliam laeta esse).
Por quê, e como evitar: Tudo o que concorda com o sujeito acusativo vai para o acusativo: Putō Iūliam laetam esse; Sciō epistulam scrīptam esse. Só na construção pessoal (Iūlia laeta esse dīcitur) o predicativo fica no nominativo, porque o sujeito também está.
Erro: Traduzir a construção pessoal ao pé da letra ("Homero é dito ter sido cego").
Por quê, e como evitar:Homērus caecus fuisse dīcitur é "diz-se que Homero era cego" ou "dizem que Homero foi cego". Transforme o nominativo em sujeito da oração com "que" e o infinitivo em verbo conjugado, segundo o tempo relativo.
Resolvida passo a passo: leia a pergunta, tente responder e só então abra cada passo.
Prática guiada 1 · Do discurso direto à oração infinitiva
Marco diz: "Iūlia in hortō ambulat." Relate a frase em latim depois de Mārcus dīcit e depois de Mārcus dīxit, e traduza. Depois faça o mesmo com "Iūlia in hortō ambulāvit" e com "Ego crās veniam" (crās, amanhã).
O que acontece com o sujeito Iūlia e com o verbo ambulat?Ver o passo
O sujeito vai para o acusativo, Iūliam; o verbo vai para o infinitivo. Como a ação é simultânea à fala, infinitivo presente: ambulāre. In hortō não muda.
Escreva e traduza com dīcit e com dīxit.Ver o passo
Mārcus dīcit Iūliam in hortō ambulāre: "Marco diz que Júlia passeia no jardim". Mārcus dīxit Iūliam in hortō ambulāre: "Marco disse que Júlia passeava no jardim". A forma latina é a mesma; o tempo português muda.
E se a frase direta for Iūlia in hortō ambulāvit?Ver o passo
A ação é anterior à fala: infinitivo perfeito, ambulāvisse. Mārcus dīcit Iūliam in hortō ambulāvisse, "diz que Júlia passeou"; com dīxit, "disse que Júlia tinha passeado".
Agora Ego crās veniam: quem é o sujeito do infinitivo?Ver o passo
O próprio Marco, que é o sujeito de dīcit. O sujeito deve vir expresso, e como é o mesmo do verbo principal, é o reflexivo sē. A ação é posterior: infinitivo futuro, concordando com sē (masculino singular): ventūrum esse.
Escreva e traduza.Ver o passo
Mārcus dīcit sē crās ventūrum esse: "Marco diz que virá amanhã". Mārcus dīxit sē crās ventūrum esse: "Marco disse que viria amanhã". O ego do discurso direto virou sē.
Prática guiada 2 · O juramento de Aníbal
Aníbal conta o que o pai, Amílcar, fez diante do altar: [pater mē] iūrāre iussit numquam mē in amīcitiā cum Rōmānīs fore. (Cornélio Nepos, Han. 2.4; no texto, o objeto de iussit está numa frase anterior, e por isso vai entre colchetes.) Vocabulário: iūrō, -āre, jurar; numquam, nunca; amīcitia, -ae, amizade.
Qual é o verbo principal e o que ele pede?Ver o passo
Iussit, perfeito de iubeō, "mandou". Pede a pessoa que recebe a ordem no acusativo (mē, subentendido aqui) e um infinitivo: iūrāre. "Mandou-me jurar", "fez-me jurar".
Iūrāre também introduz alguma coisa?Ver o passo
Sim: jurar é um verbo de dizer (como prometer), e pede uma oração infinitiva com o conteúdo do juramento: numquam mē in amīcitiā cum Rōmānīs fore.
Qual é o sujeito e qual o verbo dessa oração?Ver o passo
Sujeito: mē, no acusativo (o próprio Aníbal, que fala). Verbo: fore, infinitivo futuro de sum (= futūrum esse, capítulo 27). Como verbo de jurar, iūrō pede infinitivo futuro: a ação é posterior ao juramento.
Como traduzir o tempo?Ver o passo
O verbo principal está no passado (iussit), e a ação é posterior: em português, futuro do pretérito, "seria".
Monte a tradução.Ver o passo
"Fez-me jurar que eu nunca seria amigo dos romanos" (literalmente "que nunca eu estaria em amizade com os romanos").
Repare que aqui o sujeito do infinitivo é mē, e não sē: quem fala é Aníbal, em primeira pessoa. O reflexivo sē só se usa na terceira pessoa.
Faça por escrito ou em voz alta; abra "Ver resposta" só depois de tentar. A explicação da resposta faz parte da lição.
Exercício 1 · Encontre a oração infinitiva
Em cada frase, indique o verbo principal, o sujeito acusativo e o infinitivo, diga a relação de tempo e traduza. Vocabulário: nūntius, -ī, mensageiro; Rōmae, em Roma; nauta, -ae, marinheiro; fugiō, -ere, fūgī, fugir.
Sciō tē Latīnē legere.Ver resposta
Verbo principal sciō; sujeito tē; infinitivo legere (presente: simultâneo). "Sei que você lê latim."
Nūntius dīcit hostēs vēnisse.Ver resposta
Dīcit; hostēs (acusativo plural); vēnisse (perfeito: anterior). "O mensageiro diz que os inimigos vieram (chegaram)."
Putābam Mārcum Rōmae esse.Ver resposta
Putābam (imperfeito); Mārcum; esse (simultâneo a um passado). "Eu pensava que Marco estava em Roma."
Crēdimus urbem captum īrī.Ver resposta
Crēdimus; urbem; captum īrī (futuro passivo, invariável: posterior). "Cremos que a cidade será tomada."
Negant nautās fūgisse.Ver resposta
Negant = "dizem que não"; nautās; fūgisse (anterior). "Dizem que os marinheiros não fugiram."
Audīvī puellās in hortō cantāre.Ver resposta
Audīvī; puellās; cantāre (simultâneo a um passado). "Ouvi as meninas cantarem no jardim" ou "ouvi que as meninas cantavam no jardim".
Exercício 2 · Relate a frase
Passe cada frase para uma oração infinitiva depois de Nūntius dīcit e depois de Nūntius dīxit, e traduza as duas versões.
Mīlitēs pugnant.Ver resposta
... mīlitēs pugnāre. "Diz que os soldados lutam" / "disse que os soldados lutavam". Presente: simultâneo.
Mīlitēs pugnāvērunt.Ver resposta
... mīlitēs pugnāvisse. "Diz que os soldados lutaram" / "disse que os soldados tinham lutado". Perfeito: anterior.
Mīlitēs pugnābunt.Ver resposta
... mīlitēs pugnātūrōs esse. "Diz que os soldados lutarão" / "disse que os soldados lutariam". Futuro, com pugnātūrōs no acusativo masculino plural.
Urbs dēlēta est.Ver resposta
... urbem dēlētam esse. "Diz que a cidade foi destruída" / "disse que a cidade tinha sido destruída". Dēlētam concorda com urbem.
Rēx laetus erit.Ver resposta
... rēgem laetum fore (ou futūrum esse). "Diz que o rei estará alegre" / "disse que o rei estaria alegre". Predicativo laetum no acusativo.
Exercício 3 · Sē ou eum? Suus ou eius?
Escolha a forma correta para o sentido pedido e justifique. Vocabulário: aeger, -gra, -grum, doente; vincō, -ere, vīcī, vencer.
Marco diz que ele mesmo está doente: Mārcus dīcit (sē / eum) aegrum esse.Ver resposta
Sē: refere-se ao sujeito de dīcit. Com eum, o doente seria outra pessoa.
As meninas pensam que (elas) serão elogiadas: Puellae putant (sē / eās) laudātum īrī.Ver resposta
Sē, pelo mesmo motivo. Note que laudātum īrī não concorda com sē: o futuro passivo é invariável.
O rei anuncia que os soldados dele (do próprio rei) venceram: Rēx nūntiat mīlitēs (suōs / eius) vīcisse.Ver resposta
Suōs, concordando com mīlitēs: os soldados pertencem ao sujeito de nūntiat.
Júlia sabe que (ela mesma) é amada pela mãe: Iūlia scit (sē / eam) ā mātre amārī.Ver resposta
Sē; o infinitivo presente passivo amārī indica simultaneidade; ā mātre é o agente da passiva.
Paulo diz que Marco viu o irmão de uma terceira pessoa (Tito, por exemplo): Paulus dīcit Mārcum frātrem (suum / eius) vīdisse.Ver resposta
Eius: o irmão não pertence a nenhum dos dois sujeitos. Repare que, nesta frase, suum seria ambíguo, porque o reflexivo pode remeter tanto ao sujeito do infinitivo (Marco: reflexivo direto) quanto ao sujeito do verbo principal (Paulo: reflexivo indireto); só o contexto decide (Bennett § 244.1; A&G § 300).
Exercício 4 · Passiva, ordem e vontade
Traduza. Vocabulário: appropinquō, -āre, aproximar-se; imperātor, -ōris, general; castra, -ōrum (n. pl.), acampamento; mūniō, -īre, fortificar; valeō, -ēre, estar bem de saúde.
Rōmulus prīmus rēx Rōmānōrum fuisse dīcitur.Ver resposta
"Diz-se que Rômulo foi o primeiro rei dos romanos." Construção pessoal: Rōmulus e prīmus rēx no nominativo.
Hostēs appropinquāre nūntiantur.Ver resposta
"Anuncia-se que os inimigos se aproximam" (chegam notícias de que se aproximam).
Imperātor mīlitēs castra mūnīre iussit.Ver resposta
"O general mandou os soldados fortificarem o acampamento." Mīlitēs é a pessoa que recebe a ordem; castra, objeto de mūnīre.
Imperātor castra mūnīrī iussit.Ver resposta
"O general mandou fortificar o acampamento." Sem a pessoa, o infinitivo vai para a passiva (mūnīrī).
Mīlitēs castra mūnīre iussī sunt.Ver resposta
"Os soldados receberam ordem de fortificar o acampamento." Passiva pessoal de iubeō.
Iūlia negat sē fessam esse.Negō em vez de dīcō ... nōn; sē porque é a própria Júlia; fessam, feminino, no acusativo.
Diz-se que o poeta era cego.Ver resposta
Poēta caecus fuisse dīcitur (construção pessoal, preferida), ou, menos comum nos tempos simples, dīcitur poētam caecum fuisse. Infinitivo perfeito: anterior ao "dizer".
O pai mandou o filho ler o livro.Ver resposta
Pater fīlium librum legere iussit.Fīlium, quem recebe a ordem; librum, objeto de legere.
Exercício 6 · Textos autênticos
Analise a oração infinitiva (ou a construção que a substitui) e traduza. Os macrons foram acrescentados.
cōnstrictam iam hōrum omnium scientiā tenērī coniūrātiōnem tuam nōn vidēs? (Cícero, Cat. 1.1, continuação da frase da seção 6; cōnstrictus, -a, -um, amarrado, contido; hōrum omnium, "de todos estes"; scientia, -ae, conhecimento; coniūrātiō, -ōnis, conjuração)Ver resposta
Verbo principal vidēs; sujeito acusativo coniūrātiōnem tuam; infinitivo presente passivo tenērī (simultâneo); cōnstrictam concorda com coniūrātiōnem. "Não vês que a tua conjuração já está presa, amarrada pelo conhecimento de todos estes?" De novo, a oração infinitiva vem antes do verbo principal.
Construção pessoal: sujeito Epamīnōndās no nominativo, com dīcitur; infinitivo perfeito cecinisse, anterior. "Epaminondas, a meu juízo o primeiro homem da Grécia, tocava lira admiravelmente, segundo se diz."
aiō tē, Aeacida, Rōmānōs vincere posse. (Ênio, citado por Cícero, Div. 2.116; aiō, digo, afirmo; Aeacida, vocativo, "descendente de Éaco", isto é, Pirro)Ver resposta
Verbo principal aiō; infinitivo posse com o complemento vincere; dois acusativos, tē e Rōmānōs, e qualquer um pode ser o sujeito: "digo que tu podes vencer os romanos" ou "digo que os romanos podem vencer-te". Cícero cita o verso justamente como exemplo de oráculo ambíguo.
Domine, videō quia prophēta es tū. (Jo 4,19, Vulgata)Ver resposta
Não há oração infinitiva: quia + indicativo (es) faz o papel do "que", como no latim cristão. "Senhor, vejo que tu és profeta." Em latim clássico: videō tē prophētam esse.
Leituras recomendadas
O Pe. Ravizza trata a oração infinitiva em português, com muitos exemplos (nn. 377–385). Para treinar a leitura, comece por Eutrópio, que relata o que se diz e se pensa com orações infinitivas curtas, e passe à Gate to Caesar, que apresenta o livro II da Guerra da Gália em versão simplificada e original: em César, quase todo relato de mensagens e discursos usa esta construção (preparação para o capítulo 44). A Vida de Aníbal de Nepos contém o juramento da prática guiada 2, e a primeira Catilinária comentada por Henderson começa com a frase analisada na seção 6. Nos Evangelhos da Vulgata, compare as orações infinitivas com as construções com quia.
Etapa I · Prima VerbaDidáticoCom notas
Gramática Latina
Pe. João Ravizza
Gramática latina completa em português, usada por gerações nas escolas brasileiras, com um compêndio de história da literatura latina. Nona edição (1940), em domínio público (autor falecido em 1941). Fac-símile em PDF no Internet Archive.
Gramática · Moderno (material didático) · consulta · Internet Archive
Etapa III · FundamentaDificuldade 2 · BásicoSimplificadoCom notas
The Gate to Caesar (De Bello Gallico II, simplificado e original)
Gaius Iulius Caesar (ed. W. C. Collar)
O livro II da Guerra da Gália apresentado duas vezes: primeiro numa versão simplificada, depois no original, com notas, exercícios e vocabulário (1891). A ponte perfeita entre os leitores graduados e César autêntico.
Historiografia · Clássico · algumas semanas · Project Gutenberg
Etapa IV · Ad FontesDificuldade 3 · IntermediárioOriginalCom notas
Vita Hannibalis
Cornelius Nepos
A Vida de Aníbal completa (13 capítulos), em latim simples e direto, com vocabulário por capítulo, notas e mapas. Costuma ser o primeiro autor autêntico lido nos cursos universitários. Edição impressa e PDF gratuitos na Open Book Publishers.
Biografia · Clássico · uma ou duas semanas · Dickinson College Commentaries
Etapa IV · Ad FontesDificuldade 2 · BásicoOriginalCom notas
Breviarium ab urbe condita
Eutropius
Resumo da história de Roma, da fundação ao século IV, em dez livros curtos e de sintaxe muito simples: foi durante séculos o primeiro texto autêntico dos estudantes. Com macrons, vocabulário corrente e notas. Ideal para a transição dos leitores graduados ao latim real.
Historiografia · Tardio e patrístico · algumas semanas · Dickinson College Commentaries
Etapa V · Auctores RomaniDificuldade 4 · AvançadoOriginalCom notas
In Catilinam I, com notas e vocabulário
Marcus Tullius Cicero (ed. John Henderson)
A Primeira Catilinária em edição escolar com introdução, notas em inglês e vocabulário completo. A maneira mais apoiada de ler o discurso mais famoso de Cícero; depois, siga para as outras três no Perseus.
Oratória · Clássico · uma ou duas semanas · Project Gutenberg
Etapa VI · Latinitas ChristianaDificuldade 2 · BásicoOriginal Áudio
Biblia Sacra Vulgata (editio Clementina)
Hieronymus Stridonensis (Vulgata)
A Vulgata Clementina completa, do Gênesis ao Apocalipse, livro a livro. Comece por Marcos, Gênesis ou os Salmos: frases curtas, vocabulário repetitivo e um texto que você já conhece em português. A leitura cristã fundamental e, para muitos, a primeira obra longa lida em latim. No LibriVox há, por ora, só o Salmo 22 gravado.
Escritura (Vulgata) · Tardio e patrístico · anos, um capítulo por dia · Vicifons (Latin Wikisource)
Bibliotheca Latina. Conteúdo original com trechos de obras em domínio público; licença CC BY 4.0.
Fontes consultadas
New Latin Grammar, Charles E. Bennett (no catálogo) · domínio público · § 116.5 (esse omitido), § 184 (sujeito do infinitivo no acusativo), § 244 (reflexivo direto e indireto), § 270 (tempo relativo do infinitivo), § 330 (acusativo com infinitivo como sujeito de impessoais), § 331 I–V (como objeto: verbos de dizer, pensar, saber, perceber, inclusive negō; iubeō e vetō, 331 II e II.a; volō, nōlō, mālō, cupiō, 331 IV; verbos de emoção, 331 V), § 332 (construção pessoal da passiva: iubeor, vetor; videor; dīcor, putor; fertur, trāditur; nota sobre a construção impessoal nos tempos compostos)
Allen and Greenough's New Latin Grammar, J. H. Allen e J. B. Greenough (no catálogo) · domínio público · § 451 (origem do sujeito acusativo), §§ 299–300 (reflexivo; reflexivo indireto), § 459, §§ 577–579 (discurso indireto; verbos de saber, pensar, dizer, perceber), § 580 (580.b negō; 580.c verbos de esperar, prometer, ameaçar com infinitivo futuro), § 581 (sujeito acusativo sempre expresso), § 582 (construção pessoal e impessoal com verbos passivos), § 584 (tempos do infinitivo no discurso indireto; 584.a perfeito para todo passado; 584.b posse com sentido futuro)
Kennedy's Revised Latin Primer, Benjamin Hall Kennedy (no catálogo) · domínio público · § 207 nota (acusativo sujeito do infinitivo), § 370 e nota (nominativo com infinitivo: narrātur, trāditur; uso impessoal no perfeito), § 371 (esse omitido), § 412 (tempos do infinitivo na oratio obliqua), § 414 (acusativo com infinitivo como sujeito e como objeto; nota: verbos de esperar e prometer com infinitivo futuro)
Gramática Latina, Pe. João Ravizza (no catálogo) · domínio público · nn. 238–240 (construção pessoal de videor, jubeor, vetor, dicor, putor, traditur), n. 377 (acusativo com infinito nas proposições subjetivas), n. 378 e observação 1 (proposições objetivas; ambiguidade entre sujeito e objeto do infinitivo), n. 379 (verba sentiendi, declarandi, voluntatis, affectuum), n. 380 (o sujeito vem sempre expresso; se), n. 381 c (esperar, prometer: infinitivo futuro), n. 382 (volo, nolo, malo; jubeo e veto, com infinitivo passivo quando falta a pessoa), n. 384 (tempos do infinito), n. 383 a (gaudeo te valere e gaudeo quod)
Cícero, Primeira Catilinária 1.1 (no catálogo) · domínio público · Patere tua consilia non sentis..., frase analisada na seção 6, conferida na Latin Library; no texto, as duas perguntas (patere... non sentis, constrictam... non vides?) formam uma só frase, separadas por vírgula; o capítulo cita cada metade em separado, com ponto de interrogação
Cícero, Tusculanas 1.4 e Sobre a adivinhação 2.115–116 · domínio público · Epaminondas... cecinisse dicitur (Tusc. 1.4); hostium vim se perversurum putavit (Div. 2.115); aio te, Aeacida, Romanos vincere posse (Div. 2.116, verso de Ênio citado por Cícero); conferidos na Latin Library
Cornélio Nepos, Aníbal 2.4 (no catálogo) · domínio público · iurare iussit numquam me in amicitia cum Romanis fore, conferido na Latin Library (prática guiada 2)