Elementa Linguae Latinae·Parte IV · Auctores·Capítulo 47·90 minReportar problema

Vergilius

Virgílio: a queda de Troia (Eneida II)

Leitura comentada dos vinte primeiros versos do livro II da Eneida: Eneias começa a contar a Dido a queda de Troia e os gregos constroem o cavalo de madeira. Texto da edição Greenough, vocabulário e notas, escansão do hexâmetro com elisão, os traços do estilo épico, análise de um período e tradução própria.

Neste capítulo você vai
  • Situar o livro II da Eneida na obra e reconhecer quem fala, a quem e em que momento.
  • Ler e traduzir Eneida II, 1–20 com apoio das notas, identificando as construções já estudadas (ablativo absoluto, interrogativa indireta, subjuntivo potencial, gerúndio).
  • Escandir um hexâmetro datílico, aplicando a elisão e a regra da posição, e localizar a cesura principal.
  • Reconhecer marcas do estilo épico: perfeito em -ēre, genitivo em -um, hipérbato, enjambement, presente histórico e hendíadis.
  • Comparar a sua tradução com o latim e justificar as escolhas de ordem e de tempo verbal.
VirgílioEneida IIleitura comentadahexâmetro datílicoescansãoelisãoectlipse e sinalefacesurasinizese e i consonantal (abiete)perfeito em -ēregenitivo plural em -um (Danaum, virum)acusativo plural em -īsinterrogativa indireta com utsubjuntivo potencialgerúndio no ablativoablativo absoluto na poesiapresente históricohipérbatoenjambementhendíadisestilo épicotradução de poesia

Antes deste capítulo: Capítulo 46 (Ovídio), em que você leu pela primeira vez um trecho longo em hexâmetros; por trás dele, o capítulo 40 (métrica e figuras). Usamos também o ablativo absoluto (capítulo 30), a interrogativa indireta (capítulo 35), o subjuntivo independente (capítulo 32), o gerúndio (capítulo 31) e os depoentes (capítulo 25). · capítulo 46 · capítulo 40 · capítulo 30 · capítulo 35

  1. Virgílio, a Eneida e o livro II
  2. O texto e a tradução
  3. Vocabulário e notas
  4. O hexâmetro: escandir com elisão
  5. O estilo épico: o que muda em relação à prosa
  6. Análise de um período: os vv. 13–16
  7. Erros comuns
  8. Prática guiada
  9. Exercícios independentes
  10. Leituras recomendadas
  11. Créditos e fontes

Virgílio, a Eneida e o livro II ⚑

Públio Vergílio Marão (Pūblius Vergilius Marō, 70–19 a.C.) nasceu perto de Mântua e escreveu três obras: as Bucólicas, dez poemas pastoris; as Geórgicas, quatro livros sobre o trabalho do campo; e a Eneida, a epopeia em doze livros a que dedicou os últimos dez anos de vida. O poema conta como Eneias, príncipe troiano, sobrevive à destruição de Troia e, depois de anos de viagem, chega ao Lácio, onde seus descendentes fundarão Roma. Virgílio morreu antes de dar a última demão à obra (restam versos incompletos, como você notará se ler o poema inteiro), e ela foi publicada por ordem de Augusto.

No fim do livro I, Eneias, náufrago, é recebido em Cartago pela rainha Dido, que oferece um banquete aos troianos e lhe pede que conte desde o início a ruína da cidade e as suas viagens. Os livros II e III são essa narrativa, na primeira pessoa: o herói passa a ser narrador, como Ulisses na corte dos feácios na Odisseia, modelo que Virgílio tem em mente. O livro II, o da queda de Troia, é o mais lido nas escolas desde a Antiguidade: o cavalo de madeira, a serpente que mata Laocoonte, o fantasma de Heitor, o incêndio, a morte de Príamo e a fuga de Eneias com o pai às costas.

Os vinte versos deste capítulo são a abertura. Os dois primeiros ainda são do narrador do poema; a partir do v. 3 fala Eneias. Ele recusa e aceita ao mesmo tempo (a dor é "indizível", mas ele contará), e no v. 13 passa, sem transição, à história: os gregos, cansados de dez anos de guerra, constroem o cavalo e escondem nele os melhores guerreiros.

O texto e a tradução ⚑

Leia o texto em voz alta duas vezes antes de olhar as notas: primeiro devagar, palavra por palavra; depois tentando respeitar as elisões (seção 4). Os números à esquerda são os dos versos, pelos quais o trecho é citado.

Texto latino: ed. J. B. Greenough (1900), domínio público; macrons deste livro
v.Vergílio, Eneida II, 1–20
1Conticuēre omnēs, intentīque ōra tenēbant.
2Inde torō pater Aenēās sīc ōrsus ab altō:
3Īnfandum, rēgīna, iubēs renovāre dolōrem,
4Trōiānās ut opēs et lāmentābile rēgnum
5ēruerint Danaī; quaeque ipse miserrima vīdī,
6et quōrum pars magna fuī. Quis tālia fandō
7Myrmidonum Dolopumve aut dūrī mīles Ulixī
8temperet ā lacrimīs? Et iam nox ūmida caelō
9praecipitat, suādentque cadentia sīdera somnōs.
10Sed sī tantus amor cāsūs cognōscere nostrōs
11et breviter Trōiae suprēmum audīre labōrem,
12quamquam animus meminisse horret, lūctūque refūgit,
13incipiam. Frāctī bellō fātīsque repulsī
14ductōrēs Danaum, tot iam lābentibus annīs,
15īnstar montis equum dīvīnā Palladis arte
16aedificant, sectāque intexunt abiete costās:
17vōtum prō reditū simulant; ea fāma vagātur.
18Hūc dēlēcta virum sortītī corpora fūrtim
19inclūdunt caecō laterī, penitusque cavernās
20ingentīs uterumque armātō mīlite complent.

Tradução deste livro, linha a linha quanto ao sentido, sem pretensão poética:

[1–2] Calaram-se todos e, atentos, mantinham os rostos voltados para ele. Então o pai Eneias, do alto do seu leito, começou assim:

[3–8] "Mandas-me, rainha, renovar uma dor indizível: contar como os gregos derrubaram o poderio troiano e o reino digno de lágrimas, as coisas tristíssimas que eu mesmo vi e das quais fui parte importante. Quem, ao narrar tais coisas, seja dos mirmidões ou dos dólopes, seja soldado do duro Ulisses, se conteria das lágrimas?

[8–13] E já a noite úmida se precipita do céu, e as estrelas que se põem convidam ao sono. Mas, se é tão grande o teu desejo de conhecer as nossas desgraças e de ouvir em poucas palavras a provação final de Troia, embora a alma estremeça de lembrar e tenha recuado de dor, começarei.

[13–20] Alquebrados pela guerra e repelidos pelos fados, os chefes dos gregos, passados já tantos anos, constroem, com a arte divina de Palas, um cavalo do tamanho de um monte, e entretecem as suas costelas com tábuas de abeto; fingem que é uma oferenda votiva pelo regresso: essa é a notícia que corre. Ali, às escondidas, encerram no flanco escuro guerreiros escolhidos por sorteio, e enchem por dentro de soldados armados as cavernas enormes do ventre."

Por que o presente em "constroem", "fingem", "encerram"? Virgílio narra o passado no presente (aedificant, simulant, inclūdunt, complent): é o presente histórico (Bennett § 259.3), que torna a cena visível. Em português o presente também funciona bem numa narrativa oral; a tradução o mantém.

Vocabulário e notas ⚑

A tabela segue a ordem dos versos. As palavras do vocabulário básico dos capítulos anteriores não estão glosadas; as formas difíceis estão explicadas onde aparecem.

Notas a Eneida II, 1–20
v.Palavra ou expressãoNota
1conticuēreperfeito de conticēscō, -ere, conticuī, "calar-se": 3ª pl. em -ēre, forma alternativa de conticuērunt (seção 5). Não é infinitivo.
1intentī … ōra tenēbantintentus, "atento"; ōs, ōris (n.), "boca, rosto". Literalmente "atentos, mantinham os rostos": isto é, olhavam fixamente para Eneias.
2torō … ab altōtorus, -ī (m.), "leito" (o divã do banquete). As duas palavras emolduram o verso, com o sujeito no meio (hipérbato).
2ōrsusparticípio de ordior, ordīrī, ōrsus sum (depoente), "começar"; subentenda est: "começou".
3īnfandum … dolōremīnfandus, "indizível, que não se deve dizer" (in- + gerundivo de for, fārī, "falar"). Adjetivo no início do verso e nome no fim: a dor ocupa a linha toda.
3iubēs renovāreiubeō + infinitivo, "mandas renovar". Rēgīna é vocativo: Dido.
4–5Trōiānās ut opēs … ēruerint Danaīut aqui é "como", e introduz uma interrogativa indireta (subjuntivo perfeito ēruerint, de ēruō, "arrancar, derrubar") que explica dolōrem. Note o ut deslocado para depois de Trōiānās. Opēs: "poder, riqueza". Danaī: os gregos.
5–6quaeque … miserrima vīdī / et quōrum pars magna fuīrelativas com antecedente subentendido ("e as coisas tristíssimas que…"); quōrum, genitivo partitivo com pars: "das quais fui grande parte".
6tālia fandōfandō, gerúndio de for, fārī, no ablativo, com objeto direto tālia: "ao contar tais coisas" (Bennett § 338.4.a e 338.5).
7Myrmidonum Dolopumvegenitivos plurais (3ª declinação) partitivos de quis: "quem dos mirmidões ou dos dólopes" (tropas de Aquiles). -ve, "ou".
7dūrī … Ulixīgenitivo de Ulixēs (Ulisses), na forma Ulixī (Lewis & Short registra esta passagem); dūrus, "duro, implacável".
6–8quis … temperet ā lacrimīs?temperō ā + ablativo, "abster-se de". Subjuntivo potencial (Bennett § 280.2): "quem se conteria?", isto é, se contasse estas coisas. A resposta implícita é "ninguém": pergunta retórica.
8–9nox ūmida caelō praecipitatpraecipitō aqui é intransitivo, "lançar-se, descer depressa"; caelō, ablativo: "do céu". Já é tarde da noite.
9suādent … cadentia sīdera somnōssuādeō, "aconselhar, convidar a"; cadentia, particípio presente de cadō: as estrelas "que caem", isto é, que se põem. Somnōs, plural poético.
10sī tantus amor (est) cāsūs cognōscere nostrōssubentenda est. Amor + infinitivo, "desejo de conhecer", construção poética. Cāsūs: acusativo plural de cāsus, -ūs, "queda, desgraça".
11suprēmum … labōrem"a provação final", objeto de audīre.
12meminisse horrethorreō, "arrepiar-se, ter horror", + infinitivo; meminī, "lembrar-se", verbo defectivo: só tem formas de perfeito, com sentido de presente.
12lūctūque refūgitlūctus, -ūs, "luto, dor"; ablativo de causa. Refūgit é perfeito de refugiō (o presente seria refugit, com u breve): o metro garante a vogal longa, porque a sílaba ocupa o início do sexto pé. "Recuou", e o efeito dura: a alma recuou e ainda recua.
13incipiamfuturo de incipiō: "começarei". O verbo fica isolado no início do verso, depois de três versos de condição e concessão (enjambement).
13frāctī … repulsīparticípios perfeitos de frangō ("quebrar") e repellō ("repelir"), concordando com ductōrēs: particípio conjunto. Bellō e fātīs, ablativos de causa ou de meio.
14ductōrēs Danaumductor, -ōris, "chefe"; Danaum = Danaōrum, genitivo plural em -um (seção 5).
14tot iam lābentibus annīsablativo absoluto com particípio presente do depoente lābor, "escorregar, passar": "passando já tantos anos".
15īnstar montisīnstar, substantivo neutro indeclinável, "tamanho, equivalente", + genitivo: "do tamanho de um monte".
15dīvīnā Palladis arteablativo de meio com genitivo encaixado: "pela arte divina de Palas" (Atena, a Minerva dos romanos).
16sectāque intexunt abiete costāsintexō, "entretecer"; costa, -ae, "costela"; abiēs, abietis (f.), "abeto", ablativo de meio; secta, "cortada". No metro, o i de abiete vale consoante (seção 4).
17vōtum prō reditū simulantvōtum, "oferenda prometida aos deuses"; reditus, -ūs, "regresso"; simulō, "fingir": fingem que o cavalo é um ex-voto pela volta. Vagātur: depoente vagor, "espalhar-se".
18dēlēcta virum … corporavirum = virōrum. "Corpos escolhidos de homens" é perífrase épica para "homens escolhidos".
18sortītīparticípio perfeito do depoente sortior, "tirar à sorte", com sentido ativo: "tendo-os sorteado".
19caecō laterīcaecus, "cego, escuro"; latus, -eris (n.), "lado, flanco". Dativo com o composto inclūdō, onde a prosa diria in latere.
19–20cavernās ingentīs uterumqueingentīs = ingentēs, acusativo plural em -īs (seção 5); uterus, -ī, "ventre". "As cavernas enormes e o ventre" = as cavernas enormes do ventre: hendíadis (Bennett § 374.4).
20armātō mīlite complentmīles no singular coletivo, "soldados"; ablativo com o verbo de encher compleō.

O hexâmetro: escandir com elisão ⚑

O capítulo 40 apresentou o hexâmetro datílico e o capítulo 46 o pôs em prática com Ovídio. Recapitulando o essencial: o verso tem seis pés; os quatro primeiros podem ser dáctilos (– ˘ ˘) ou espondeus (– –), o quinto é quase sempre dáctilo e o sexto tem duas sílabas, a última das quais pode ser breve ou longa (Bennett § 368.1; Kennedy § 477). Uma sílaba é longa se tem vogal longa ou ditongo, ou se a vogal é seguida de duas consoantes, mesmo que a segunda esteja na palavra seguinte.

A novidade aqui é a elisão. Quando uma palavra termina em vogal, ditongo ou vogal + m e a seguinte começa por vogal ou h, a sílaba final da primeira some na leitura métrica (Bennett § 366.7). As gramáticas dão nomes diferentes ao fenômeno, e vale a pena conhecê-los para não se confundir ao consultá-las:

Os nomes da elisão nas gramáticas
ExemploBennettKennedyRavizza
Conticuēre omnēs (v. 1)elisãoelisão ou sinalefasinalefa
quamquam animus (v. 12)elisãoectlipse (vogal + m)elisão
meminisse horret (v. 12)elisão (antes de h)elisãosinalefa

A gramática do Pe. Ravizza (n. 535) usa justamente dois versos deste trecho como exemplos: Conticuēre omnēs para a sinalefa e suprēmum audīre labōrem (v. 11) para a elisão em -m. Na leitura em voz alta, a sílaba elidida pode ser pronunciada de leve ou cair; na escansão, ela simplesmente não conta.

Verso 1, com duas elisões

Conticuēre omnēs, intentīque ōra tenēbant (v. 1)
Pé123456
SílabasCon-ti-cuē-r(e) omnēs inten-tīqu(e) ō-ra tenē-bant
Quantidade– ˘ ˘– –– –– –– ˘ ˘– –
Pédáctiloespondeuespondeuespondeudáctiloespondeu

Repare por que Con-, -nēs, in- e -ten- são longas: Con- e in- por posição (vogal breve + n + consoante), -nēs por natureza. Os três espondeus seguidos tornam o verso lento e grave: é o silêncio da sala antes da narrativa.

Verso 3, sem elisão

Īnfandum, rēgīna, iubēs renovāre dolōrem (v. 3)
Pé123456
SílabasĪn-fandum rēgī-na iubēs re-novā-re dolō-rem
Quantidade– –– –– ˘ ˘– ˘ ˘– ˘ ˘– –

O i de iubēs é consoante (soa como o i de "iate"), por isso -na continua breve: está diante de uma só consoante.

Verso 5, com uma elisão

ēruerint Danaī; quaeque ipse miserrima vīdī (v. 5)
Pé123456
Sílabasē-ru-erint Da-naī quaequ(e) ip-se miser-ri-mavī-dī
Quantidade– ˘ ˘– ˘ ˘– –– ˘ ˘– ˘ ˘– –

A cesura

Na maioria dos hexâmetros há um corte de palavra logo depois da primeira sílaba do terceiro pé, a cesura principal: Īnfandum, rēgīna, || iubēs; ēruerint Danaī; || quaeque. O v. 2 é o exemplo que Bennett (§ 368.3.b) dá do tipo menos comum, com cortes no segundo e no quarto pés: Inde torō || pater Aenēās || sīc ōrsus ab altō. Observe que Bennett cita o verso com est no fim (ab altō est), palavra que nenhuma das edições conferidas para este capítulo traz (Greenough; O. Ribbeck, Leipzig, Teubner, 1861; J. Conington, reimpressão de Nova York, 1895; H. R. Fairclough, Loeb, 1916; The Latin Library): seguimos o texto delas, e a forma de Bennett fica registrada como variante; a diferença não muda a escansão, porque altō est se pronuncia altōst, com a mesma última sílaba longa.

O estilo épico: o que muda em relação à prosa ⚑

Quase tudo no trecho é gramática que você já conhece. O que dá estranheza é um conjunto de hábitos da poesia épica, que convém reconhecer de uma vez.

Formas próprias da poesia

Formas que a prosa usaria de outro modo
FormaEquivale aExplicação
conticuēre (v. 1)conticuēruntcomo você viu em Ovídio (capítulo 46), a 3ª pessoa do plural do perfeito tem duas terminações, -ērunt e -ēre (Bennett § 101; A&G § 163, nota 3). A forma em -ēre é frequente nos poetas e nos historiadores. Não confunda com o infinitivo presente da 2ª conjugação (monēre): aqui o tema é o do perfeito, conticu-.
Danaum (v. 14), virum (v. 18)Danaōrum, virōrumgenitivo plural da 2ª declinação em -um, forma antiga conservada em certas palavras e muito usada na poesia (Bennett § 25.6.c; o mesmo com deum por deōrum, § 25.4). Não é acusativo singular: o contexto pede "dos gregos", "de homens".
ingentīs (v. 20)ingentēsacusativo plural em -īs dos temas em -i e dos adjetivos da 3ª declinação (Bennett § 67.3.a; capítulo 10).
Ulixī (v. 7)Ulixisgenitivo de um nome de origem grega, em forma contraída; Lewis & Short a registra nesta passagem, em outros versos de Virgílio e também em Cícero.

A ordem das palavras

A poesia latina separa o que concorda, e o faz de propósito. O hipérbato (separação de palavras que formam um grupo; Bennett § 350.11.a; capítulo 40) cria molduras: torō … ab altō (v. 2), īnfandum … dolōrem (v. 3), dīvīnā Palladis arte (v. 15, adjetivo e nome em volta do genitivo), caecō laterī diante de cavernās ingentīs. Até a conjunção se desloca: Trōiānās ut opēs (v. 4) põe ut em segunda posição. Para ler, aplique o que você aprendeu no capítulo 39: anote o caso e o gênero de cada adjetivo e espere o nome com que ele concorda.

O enjambement (a frase continua no verso seguinte) também conta. A condição e a concessão dos vv. 10–12 terminam com incipiam, isolado no início do v. 13 e seguido de pausa forte: a palavra "começarei" cai sozinha, depois de toda a hesitação.

O registro épico

Três traços dão o tom elevado. As perífrases: dēlēcta virum corpora, "corpos escolhidos de homens", em vez de "homens escolhidos". A hendíadis, que exprime uma ideia por dois nomes coordenados: cavernās … uterumque, "as cavernas e o ventre" = "as cavernas do ventre" (Bennett § 374.4). E o singular coletivo: armātō mīlite, "com soldado armado", isto é, com soldados. A isso se somam o presente histórico (vv. 16–20) e o ablativo absoluto, que você conhece da prosa e que a poesia usa com a mesma função: tot iam lābentibus annīs, "passando já tantos anos" (capítulo 30; Bennett § 227).

A sintaxe que já é sua

O trecho exercita construções da parte III: a interrogativa indireta com ut, "como" (Trōiānās ut opēs … ēruerint, capítulo 35; Bennett § 300), o subjuntivo potencial numa pergunta retórica (quis … temperet, capítulo 32; Bennett § 280.2; A&G §§ 445–447), o gerúndio no ablativo com objeto (tālia fandō, capítulo 31), a condicional real (sī tantus amor …, incipiam, capítulo 36) e a concessiva com quamquam e indicativo (quamquam animus … horret, capítulo 37).

Análise de um período: os vv. 13–16 ⚑

A primeira frase da narrativa propriamente dita é um bom exemplo do período poético: sujeito com dois particípios, um ablativo absoluto intercalado, o objeto envolvido pelos seus determinantes e o verbo guardado para o início do verso seguinte.

Frāctī bellō fātīsque repulsī / ductōrēs Danaum, tot iam lābentibus annīs, / īnstar montis equum dīvīnā Palladis arte / aedificant.
Alquebrados pela guerra e repelidos pelos fados, os chefes dos gregos, passados já tantos anos, constroem com a arte divina de Palas um cavalo do tamanho de um monte. (Eneida II, 13–16)
Eneida II, 13–16, palavra a palavra
PalavraDicionárioAnáliseFunção
Frāctīfrangō, -ere, frēgī, frāctum, quebrarparticípio perfeito passivo, nom. pl. masc.particípio conjunto, concorda com ductōrēs
bellōbellum, -ī (n.), guerraablativo singularcausa/meio de frāctī
fātīsquefātum, -ī (n.), destino + -queablativo pluralcausa/meio de repulsī
repulsīrepellō, -ere, reppulī, repulsum, repelirparticípio perfeito passivo, nom. pl. masc.particípio conjunto, concorda com ductōrēs
ductōrēsductor, -ōris (m.), chefenominativo pluralsujeito de aedificant
DanaumDanaī, -ōrum (m. pl.), gregosgenitivo plural em -umcomplemento de ductōrēs
tot … annīstot (indeclinável), tantos; annus, -ī (m.), anoablativo pluralablativo absoluto com lābentibus
iamadvérbioinvariável"já"
lābentibuslābor, lābī, lāpsus sum, deslizar, passarparticípio presente (depoente), abl. pl.predicado do ablativo absoluto
īnstarīnstar (n., indeclinável), tamanhoacusativo (aposto a equum)"do tamanho de"
montismōns, montis (m.), montegenitivo singularcomplemento de īnstar
equumequus, -ī (m.), cavaloacusativo singularobjeto direto de aedificant
dīvīnā … artedīvīnus, -a, -um; ars, artis (f.), arteablativo singularablativo de meio
PalladisPallas, -adis (f.), Palasgenitivo singularcomplemento de arte
aedificantaedificō, -āre, construirpresente do indicativo, 3ª pl. (presente histórico)verbo principal
ductōrēs Danaumsujeitoos chefes gregosfrāctī … repulsīparticípiosalquebrados, repelidostot … annīsabl. absolutopassados tantos anosequumobjetoo cavaloaedificantverboconstroem
O esqueleto do período: ductōrēs Danaum … equum aedificant; o resto pendura-se nessas três palavras.

A estratégia de leitura é a do capítulo 39. Os particípios no nominativo plural (frāctī, repulsī) anunciam um sujeito masculino plural, que chega no verso seguinte (ductōrēs). O ablativo absoluto se fecha sozinho (tot … lābentibus annīs). No v. 15, equum é o único acusativo que pode ser objeto, e īnstar montis se prende a ele; o verbo só chega no v. 16. Repare também na diferença entre os dois tipos de particípio: frāctī e repulsī concordam com o sujeito (particípio conjunto), enquanto lābentibus concorda com annīs, que não tem papel nenhum na oração principal (ablativo absoluto).

Erros comuns ⚑

Prática guiada ⚑

Resolvida passo a passo: leia a pergunta, tente responder e só então abra cada passo.

Prática guiada 1 · O primeiro período de Eneias (vv. 3–6)

Leia Īnfandum, rēgīna, iubēs renovāre dolōrem, Trōiānās ut opēs et lāmentābile rēgnum ēruerint Danaī; quaeque ipse miserrima vīdī, et quōrum pars magna fuī. Use as notas da seção 3.

  1. Qual é o verbo principal e quem é o sujeito?
    Ver o passo

    Iubēs, 2ª pessoa do singular: o sujeito é "tu", a rainha, chamada no vocativo rēgīna. O complemento é o infinitivo renovāre, que tem por objeto dolōrem.

  2. Com que palavra concorda īnfandum?
    Ver o passo

    Com dolōrem, no fim do verso: acusativo singular masculino. O adjetivo abre o verso e o nome o fecha, e a palavra "indizível" ganha destaque por vir antes de tudo.

  3. O que é a oração com ut?
    Ver o passo

    Uma interrogativa indireta com subjuntivo perfeito (ēruerint, sequência primária depois do presente iubēs): "como os gregos derrubaram". Ela explica em que consiste a dor. Danaī é o sujeito; opēs e rēgnum são os objetos.

  4. E as relativas quaeque … vīdī et quōrum … fuī?
    Ver o passo

    O antecedente está subentendido ("e [as coisas] tristíssimas que eu mesmo vi"). Quae é neutro plural, objeto de vīdī; miserrima concorda com ele. Quōrum é genitivo partitivo de pars: "das quais fui parte importante".

  5. Monte a tradução.
    Ver o passo

    "Mandas-me, rainha, renovar uma dor indizível: [contar] como os gregos derrubaram o poderio troiano e o reino digno de lágrimas, e as coisas tristíssimas que eu mesmo vi e das quais fui parte importante."

Prática guiada 2 · Escandir o v. 16

Escanda aedificant, sectāque intexunt abiete costās.

  1. Há elisão?
    Ver o passo

    Sim: sectāqu(e) intexunt, porque -que termina em vogal e intexunt começa por vogal.

  2. Marque as sílabas certamente longas.
    Ver o passo

    ae- (ditongo), -cant e sec- (vogal + duas consoantes), -tā- (vogal longa), -quin- (depois da elisão, qu(e) in- forma uma sílaba fechada por n + t), -tex- (o x vale duas consoantes), -unt, cos-, -tās.

  3. Os seis pés fecham?
    Ver o passo

    ae-di-fi | cant sec | tā quin | tex-unt | a-bi-e-te? | cos-tās: com abiete em quatro breves sobram sílabas e o quinto pé não é dáctilo. Lendo ab-je-te, fica ab-je-te = – ˘ ˘.

  4. Escreva o esquema final.
    Ver o passo

    ae-di-fi | cant sec | tā-qu(e) in | tex-unt | ab-je-te | cos-tās: – ˘ ˘ | – – | – – | – – | – ˘ ˘ | – –.

Os três espondeus do meio desaceleram o verso enquanto os gregos trabalham na madeira; o dáctilo de abiete volta ao ritmo normal antes do fim.

Exercícios independentes ⚑

Faça por escrito ou em voz alta; abra "Ver resposta" só depois de tentar. A explicação da resposta faz parte da lição.

Exercício 1 · Compreensão

Responda em português, com base no texto latino.

  1. Quem fala nos vv. 1–2, e quem fala a partir do v. 3?
    Ver resposta

    Nos vv. 1–2 fala o narrador do poema, que descreve o silêncio e apresenta Eneias (pater Aenēās sīc ōrsus). A partir do v. 3 fala Eneias, que se dirige a Dido (rēgīna, vocativo).

  2. Que dois argumentos Eneias dá para hesitar antes de contar?
    Ver resposta

    A dor da lembrança (īnfandum dolōrem; animus meminisse horret) e a hora avançada (nox ūmida caelō praecipitat, suādentque cadentia sīdera somnōs). Mesmo assim, ele começa (incipiam).

  3. Por que Eneias menciona mirmidões, dólopes e Ulisses?
    Ver resposta

    São os inimigos mais duros de Troia (as tropas de Aquiles e o astuto Ulisses). Se até eles chorariam ao ouvir a história, o sofrimento é imenso: é um argumento a fortiori, em forma de pergunta retórica.

  4. Que pretexto os gregos espalham sobre o cavalo?
    Ver resposta

    Que é uma oferenda votiva pelo seu regresso (vōtum prō reditū simulant); simulant, "fingem", mostra que é mentira.

Exercício 2 · Morfologia

Identifique a forma e dê o verbete de dicionário.

  1. conticuēre
    Ver resposta

    Perfeito do indicativo ativo, 3ª pl., forma em -ēre = conticuērunt; conticēscō, -ere, conticuī, "calar-se".

  2. ēruerint
    Ver resposta

    Perfeito do subjuntivo ativo, 3ª pl.; ēruō, -ere, ēruī, ērutum, "arrancar, derrubar". O subjuntivo vem da interrogativa indireta.

  3. fandō
    Ver resposta

    Gerúndio, ablativo; for, fārī, fātus sum (depoente), "falar, dizer".

  4. cāsūs (v. 10)
    Ver resposta

    Acusativo plural da 4ª declinação; cāsus, -ūs (m.), "queda, desgraça". Concorda com nostrōs.

  5. sortītī
    Ver resposta

    Particípio perfeito, nom. pl. masc.; sortior, -īrī, sortītus sum (depoente), "tirar à sorte". Sentido ativo: "tendo sorteado".

  6. vagātur
    Ver resposta

    Presente do indicativo, 3ª sing., de um depoente: vagor, -ārī, vagātus sum, "vaguear, espalhar-se". Forma passiva, sentido ativo (capítulo 25).

Exercício 3 · Sintaxe

Explique a construção destacada.

  1. Quis … temperet ā lacrimīs?
    Ver resposta

    Subjuntivo potencial numa pergunta retórica: "quem se conteria?", com a condição implícita "se contasse estas coisas" (Bennett § 280.2). A resposta esperada é "ninguém".

  2. tot iam lābentibus annīs
    Ver resposta

    Ablativo absoluto com particípio presente (de depoente): a circunstância de tempo, simultânea, "passando já tantos anos". Annīs não tem função na oração principal.

  3. et iam nox ūmida caelō praecipitat
    Ver resposta

    Ablativo de lugar de onde (separação), sem preposição, como é comum na poesia: "desce do céu".

  4. īnstar montis equum
    Ver resposta

    Īnstar é um substantivo indeclinável, "equivalente, tamanho", aposto a equum, com o genitivo montis: "um cavalo do tamanho de um monte".

  5. uterumque armātō mīlite complent
    Ver resposta

    Ablativo com verbo de encher (compleō), da família do ablativo de meio: "enchem de soldados armados". Mīlite é singular coletivo.

Exercício 4 · Escansão

Escanda os versos, marcando elisões, longas (–) e breves (˘).

  1. v. 13: incipiam. Frāctī bellō fātīsque repulsī
    Ver resposta

    in-ci-pi | am frāc | tī bel | lō fā | tīs-que re | pul-sī: – ˘ ˘ | – – | – – | – – | – ˘ ˘ | – –. Não há elisão: incipiam termina em -m, mas a palavra seguinte começa por consoante, e -am fica longa por posição.

  2. v. 17: vōtum prō reditū simulant; ea fāma vagātur
    Ver resposta

    vō-tum | prō re-di | tū si-mu | lant e-a | fā-ma va | gā-tur: – – | – ˘ ˘ | – ˘ ˘ | – ˘ ˘ | – ˘ ˘ | – ˘. Quatro dáctilos seguidos: o boato corre depressa.

  3. v. 12: quamquam animus meminisse horret, lūctūque refūgit
    Ver resposta

    Duas elisões: quamqu(am) animus (vogal + m) e meminiss(e) horret (antes de h). quam-qua-ni | mus me-mi | nis-s(e) hor | ret lūc | tū-que re | fū-git: – ˘ ˘ | – ˘ ˘ | – – | – – | – ˘ ˘ | – ˘. A última sílaba é indiferente (Bennett § 366.10), mas a primeira do sexto pé tem de ser longa (§ 368.1): por isso a forma é o perfeito refūgit, e não o presente refugit, de u breve. A escansão serve também para decidir uma forma.

  4. v. 20: ingentīs uterumque armātō mīlite complent
    Ver resposta

    in-gen | tīs u-te | rum-qu(e) ar | mā-tō | mī-li-te | com-plent: – – | – ˘ ˘ | – – | – – | – ˘ ˘ | – –. Uma elisão: uterumqu(e) armātō.

Exercício 5 · Tradução e prosa

Reescreva em ordem de prosa e traduza.

  1. Inde torō pater Aenēās sīc ōrsus ab altō
    Ver resposta

    Prosa: Inde pater Aenēās ab altō torō sīc ōrsus est. "Então o pai Eneias, do alto leito, começou assim."

  2. Hūc dēlēcta virum sortītī corpora fūrtim inclūdunt caecō laterī
    Ver resposta

    Prosa: Hūc virōrum corpora dēlēcta sortītī fūrtim in caecō latere inclūdunt. "Ali, depois de os sortear, encerram às escondidas no flanco escuro homens escolhidos."

  3. sed sī tantus amor cāsūs cognōscere nostrōs …, incipiam
    Ver resposta

    Prosa: Sed sī tantus tibi amor est cāsūs nostrōs cognōscere, incipiam. "Mas, se tens tanto desejo de conhecer as nossas desgraças, começarei." Condicional real (capítulo 36): indicativo nas duas orações.

Leituras recomendadas

Continue o livro II nas Seleções do DCC, que trazem macrons, vocabulário e notas verso a verso: depois deste trecho vêm Laocoonte (vv. 40–56) e o fantasma de Heitor (vv. 268–297). Quando quiser ler sem apoio, use o texto integral de Greenough no Perseus, com análise morfológica ao clique e o Lewis & Short ao lado. O livro IV (Dido), na edição comentada de Gildenhard, é a continuação natural; e Ovídio (capítulo 46) serve de contraste: o mesmo metro, um ritmo muito mais leve.

Etapa V · Auctores RomaniDificuldade 4 · AvançadoOriginal ÁudioCom notas

Aeneis (seleções)

Publius Vergilius Maro

Mais de 1.600 versos da Eneida (livro I; a queda de Troia no II; Dido no IV; a descida aos infernos no VI), com macrons, vocabulário corrente, notas e áudio. A seleção tradicional para quem lê Virgílio pela primeira vez.

Poesia épica · Clássico · alguns meses · Dickinson College Commentaries

Ler na fonte ↗ Áudio ↗
Etapa V · Auctores RomaniDificuldade 5 · SuperiorOriginal ÁudioCom notasTexto na biblioteca

Aeneis (texto integral)

Publius Vergilius Maro

Os doze livros da Eneida (edição Greenough, 1900), sem notas, com análise morfológica ao clique. Para quem terminou as seleções comentadas e quer o poema inteiro. EPUB (edição diferente) no Project Gutenberg. Gravação completa no LibriVox.

Poesia épica · Clássico · muitos meses · Perseus Digital Library

Ler aqui: texto latino da edição de J. B. Greenough (1881)

Etapa V · Auctores RomaniDificuldade 4 · AvançadoOriginalCom notas

Aeneis IV, 1–299 (Dido)

Publius Vergilius Maro

O início do livro IV da Eneida (Dido apaixonada), com introdução, perguntas de estudo, comentário detalhado e ensaios interpretativos de Ingo Gildenhard. Sem vocabulário corrente nem tradução: combine com as seleções do DCC. Livro de acesso aberto, PDF gratuito.

Poesia épica · Clássico · algumas semanas · Open Book Publishers

Etapa V · Auctores RomaniDificuldade 4 · AvançadoOriginalCom notasTexto na biblioteca

Metamorphoses (texto integral)

Publius Ovidius Naso

Os quinze livros das Metamorfoses (edição Magnus, 1892), sem notas, com análise de palavras ao clique. Episódios curtos e autocontidos (Dafne, Faetonte, Píramo e Tisbe, Orfeu) permitem leitura aos poucos.

Poesia épica · Clássico · muitos meses · Perseus Digital Library

Ler aqui: texto latino da edição de Hugo Magnus (1892)

Etapa III · FundamentaDidáticoCom notas

A Latin Dictionary (Lewis & Short)

Charlton T. Lewis e Charles Short

O grande dicionário latino-inglês de 1879, integral e pesquisável, ligado a cada palavra dos textos do Perseus. Verbetes com etimologia, sentidos e exemplos de autores. Continua sendo a referência gratuita mais completa.

Dicionário · Moderno (material didático) · consulta · Perseus Digital Library

Ler na fonte ↗
A marcação fica salva só neste navegador.
Reportar problema

Achou um erro de latim, uma tradução duvidosa ou uma resposta errada? Conte o que viu. O botão abre o seu programa de e-mail com a mensagem pronta para aleffoemanuel@gmail.com; nada é enviado sem a sua confirmação.

Créditos e fontes

Autoria
Bibliotheca Latina. Conteúdo original com trechos de obras em domínio público; licença CC BY 4.0.
Fontes consultadas
  • Vergílio, Aeneis II, 1–20, ed. J. B. Greenough (Boston, Ginn & Co., 1900), Públio Vergílio Marão (no catálogo) · domínio público · texto da leitura, conferido verso a verso no Perseus e no TEI do PerseusDL (phi0690.phi003, que indica a impressão de 1881); v. 2 (ab altō, sem est) conferido também em Ribbeck 1861, Conington 1895 e Fairclough 1916 (archive.org); pontuação de Greenough; macrons acrescentados por este livro
  • Vergílio, Aeneis II (The Latin Library) (no catálogo) · domínio público · segunda conferência do texto: mesmas palavras nos vv. 1–20; só a pontuação difere
  • New Latin Grammar, Charles E. Bennett (no catálogo) · domínio público · § 25.6.c (genitivo plural em -um), § 67.3.a (acusativo plural em -īs dos adjetivos da 3ª declinação), § 101 (perfeito em -ērunt ou -ēre), § 227 (ablativo absoluto), § 259.3 (presente histórico), § 280.2 (subjuntivo potencial), § 300 (interrogativa indireta), § 338.4.a e 338.5 (gerúndio no ablativo, com objeto), §§ 366.7 e 366.10 (elisão; sílaba final anceps), § 367.4 (i consonantal: abjete por abiete), § 368 (hexâmetro; 368.3 cesuras, com o v. 2 deste trecho como exemplo), § 350.11.a (hipérbato), § 374.4 (hendíadis)
  • Allen and Greenough's New Latin Grammar, J. H. Allen e J. B. Greenough (no catálogo) · domínio público · § 163, nota 3 (as terminações -ērunt e -ēre do perfeito), § 419 (ablativo absoluto), §§ 445–447 (subjuntivo potencial), §§ 573–574 (interrogativa indireta), § 598 (ordem das palavras)
  • Kennedy's Revised Latin Primer, Benjamin Hall Kennedy (no catálogo) · domínio público · § 474 (elisão ou sinalefa da vogal final; ectlipse da vogal + m; hiato), § 477 (hexâmetro datílico: os quatro primeiros pés dáctilos ou espondeus, o quinto dáctilo, o sexto espondeu ou troqueu)
  • Gramática Latina, Pe. João Ravizza (no catálogo) · domínio público · n. 535 (figuras de escansão: "elisão" para a sílaba final em -m, com o exemplo suprēmum audīre labōrem, Eneida II, 11; "sinalefa" para a vogal final, com o exemplo Conticuēre omnēs, Eneida II, 1), n. 536 (o hexâmetro)
  • A Latin Dictionary (Lewis & Short), Charlton T. Lewis e Charles Short (no catálogo) · domínio público · s.v. Ulixes: genitivo Ulixī, com remissão a Aen. 2, 7
Para ir além
Aeneis (seleções), Aeneis (texto integral), Aeneis IV, 1–299 (Dido), Metamorphoses (texto integral), A Latin Dictionary (Lewis & Short) (ver Leituras recomendadas acima).