Elementa Linguae Latinae·Parte III · Lectio·Capítulo 37·70 minReportar problema

Dē causīs, concessiōnibus, comparātiōnibus

Orações causais, concessivas e comparativas

Três famílias de orações adverbiais em que o modo muda o sentido: as causais com quod, quia, quoniam (indicativo para a razão de quem escreve, subjuntivo para a razão atribuída a outro) e com cum; as concessivas com quamquam e etsī (indicativo), quamvīs e licet (subjuntivo) e cum; as comparativas reais com ut, sīcut, velut, as hipotéticas com quasi e tamquam (sī), atque depois de īdem, aequē, alius, e as proporcionais com quō… eō. Com uma frase de César analisada palavra a palavra.

Neste capítulo você vai
  • Traduzir as causais com quod, quia, quoniam e cum, e explicar a diferença entre o indicativo (razão de quem escreve) e o subjuntivo (razão atribuída a outro).
  • Escolher o modo certo depois de cada conjunção concessiva: indicativo com quamquam, etsī, tametsī; subjuntivo com quamvīs, licet, cum; e reconhecer o tamen da oração principal como sinal de concessão.
  • Distinguir a comparativa real (ut, sīcut, velut + indicativo) da hipotética (quasi, tamquam, velut sī + subjuntivo), aplicando a sequência dos tempos e traduzindo "como se fosse".
  • Ler atque (ac) depois de īdem, aequē, alius, aliter como "que, como", e quō… eō com comparativos como "quanto mais… tanto mais".
  • Diante de ut, cum, quod, decidir pela construção (modo, correlativos, contexto) qual oração está sendo lida.
orações causaisquod, quia, quoniamindicativo: razão de quem escrevesubjuntivo: razão alegadaproptereā quod, ideō quianōn quod… sed quiacum causalquae cum ita sintquī causalorações concessivasquamquam + indicativoetsī, tametsī, etiamsīquamvīs + subjuntivolicet + subjuntivocum concessivotamen na principalorações comparativasut, sīcut, velut + indicativout… itaquasi, tamquam, velut sī + subjuntivosequência dos tempos nas comparativas hipotéticasatque (ac) depois de īdem, aequē, alius, aliterquō… eō, quantō… tantōuma conjunção, várias oraçõesanálise de frase autêntica

Antes deste capítulo: Capítulo 34 (cum com subjuntivo e a sequência dos tempos), com as formas do subjuntivo dos capítulos 32 e 33. Para as comparativas, ajuda rever os comparativos e o quam do capítulo 18; para as concessivas com etsī e etiamsī, as condicionais do capítulo 36. · capítulo 18 · capítulo 32 · capítulo 33 · capítulo 34 · capítulo 36

  1. As causais com quod, quia, quoniam: de quem é a razão?
  2. Cum causal e outras causas no subjuntivo
  3. As concessivas: "embora", "ainda que", "por mais que"
  4. As comparativas: reais e hipotéticas
  5. Atque depois de īdem e alius; quō… eō
  6. Uma conjunção, várias orações; análise de uma frase de César
  7. Erros comuns
  8. Prática guiada
  9. Exercícios independentes
  10. Leituras recomendadas
  11. Créditos e fontes

As causais com quod, quia, quoniam: de quem é a razão? ⚑

Uma oração causal dá a razão do que se diz na principal: "fiquei em casa porque chovia". Em latim, as conjunções causais mais comuns são quod e quia ("porque") e quoniam ("já que, visto que"), além de cum, que você verá na seção 2 (Bennett § 285; Ravizza n. 445). Ravizza observa uma diferença em relação ao português: o latim não diz a causa com "por" + infinitivo ("por não ter estudado"), mas sempre com uma oração de verbo finito.

O que torna as causais interessantes é o modo. Com quod e quia, o latim usa o indicativo quando a razão é dada por quem escreve ou fala, sob sua responsabilidade, e o subjuntivo quando a razão é apresentada como de outra pessoa: o que alguém alegou, pensou ou disse (Bennett § 286.1; Allen e Greenough § 540; Ravizza nn. 446–447). O subjuntivo funciona como aspas: o autor relata a razão sem assumi-la.

A mesma causa, assumida ou atribuída
LatimModoTraduçãoQuem dá a razão
Puer pūnītus est quod mentītus erat.indicativoO menino foi castigado porque tinha mentido.o narrador: o menino mentiu
Puer pūnītus est quod mentītus esset.subjuntivoO menino foi castigado porque (segundo diziam) tinha mentido.quem castigou; o narrador não garante
Mīlitēs ducem laudant quod urbem servāvit.indicativoOs soldados elogiam o comandante porque salvou a cidade.o narrador
Mīlitēs ducem laudant quod urbem servāverit.subjuntivoOs soldados elogiam o comandante por ter (dizem eles) salvado a cidade.os soldados

Note que o subjuntivo da causa alegada segue a sequência dos tempos: depois de pūnītus est (secundário), mais-que-perfeito; depois de laudant (primário), perfeito. O exemplo clássico, citado por Bennett e por Allen e Greenough, está nas Tusculanas de Cícero (Tusc. 4.44): Noctū ambulābat in pūblicō Themistoclēs, quod somnum capere nōn posset, "Temístocles andava de noite pelas ruas, porque (como ele dizia) não conseguia dormir". O subjuntivo posset mostra que é a explicação do próprio Temístocles, e Cícero logo conta qual era: quaerentibusque respondēbat Miltiadis tropaeīs sē ē somnō suscitārī, "e aos que lhe perguntavam respondia que os troféus de Milcíades o despertavam do sono".

Noctūadvérbio"de noite"ambulābatverbo principalimperfeito: secundárioThemistoclēssujeitoquod… nōn possetcausal no subjuntivorazão alegada
Cícero, Tusc. 4.44: o imperfeito do subjuntivo posset (sequência secundária, simultâneo) atribui a razão a Temístocles.

Quoniam, os correlativos e o "não porque… mas porque"

Quoniam introduz uma razão conhecida ou evidente, que serve de justificativa ("já que, uma vez que") e vem no indicativo (Allen e Greenough § 540, nota 1 e 540.a): Quoniam nox est, domum redīte, "já que é noite, voltem para casa". O quod e o quia costumam ser anunciados na principal por um advérbio correlativo: proptereā… quod, ideō… quia, idcircō… quod, eō… quod, todos "por isso… porque", que o português reduz a um só "porque" (Kennedy § 425). Para negar uma razão e dar a verdadeira, o latim usa nōn quod… sed quia: a razão negada vai, em regra, para o subjuntivo, porque é só uma hipótese afastada; a verdadeira fica no indicativo (Bennett § 286.1.b; Ravizza n. 449): Hōc fēcī, nōn quod tē timērem, sed quia tē amābam, "fiz isto não porque te temesse, mas porque te amava". Aqui o português também põe a razão negada no subjuntivo ("não porque te temesse").

Cum causal e outras causas no subjuntivo ⚑

O cum causal já foi estudado no capítulo 34; recapitule-o aqui, ao lado de quod e quia. Quando dá uma causa ("como, já que, uma vez que"), cum leva sempre o subjuntivo, em qualquer época e segundo a sequência dos tempos (Bennett § 286.2; Allen e Greenough § 549; Kennedy § 426). Aqui o subjuntivo não significa razão alegada: é simplesmente a construção de cum.

Cum fessī essēmus, domum rediimus.
Como estávamos cansados, voltamos para casa.
Cum mortālis sīs, nōlī superbus esse.
Já que você é mortal, não seja orgulhoso. (sequência primária: presente)
Quae cum ita sint, abeāmus.
Sendo assim, vamos embora. (quae cum ita sint, "uma vez que as coisas são assim", a fórmula ciceroniana vista no capítulo 34: Bennett § 286.2)

Como saber se um cum com subjuntivo é causal ou narrativo? O sentido decide, e às vezes as duas leituras convivem: "como estávamos cansados" é ao mesmo tempo circunstância e causa. Quando o autor quer deixar claro o valor causal, reforça o cum com praesertim ("sobretudo porque") ou quippe ("visto que, naturalmente"): praesertim cum, quippe cum (Allen e Greenough § 549, nota 1). Pela mesma lógica, um relativo com o subjuntivo pode ter valor causal: Miserum tē putō, quī hōc nōn intellegās, "acho você digno de pena, já que (você que) não entende isto" (Kennedy § 454).

As causais: resumo
ConjunçãoModoValorTradução usual
quod, quiaindicativorazão de quem escreveporque
quod, quiasubjuntivorazão atribuída a outro (alegada, pensada)porque (segundo ele, dizia-se)
quoniamindicativorazão conhecida, justificativajá que, visto que, uma vez que
nōn quod… sed quiasubjuntivo… indicativorazão negada × razão verdadeiranão porque… mas porque
cum (causal)subjuntivo, semprecausa como circunstânciacomo, já que
quī (causal)subjuntivocausa ligada a uma pessoajá que ele, visto que

As concessivas: "embora", "ainda que", "por mais que" ⚑

Uma oração concessiva admite um fato ou uma hipótese que parece contrariar a principal, e a principal se afirma mesmo assim: "embora estivesse doente, foi à escola". Em latim, a principal costuma trazer tamen ("contudo, mesmo assim"), e esse tamen é o melhor sinal, na leitura, de que a oração anterior é concessiva. Cada conjunção tem o seu modo, e a regra é mais simples do que parece, porque depende do que a conjunção diz (Bennett § 309; Allen e Greenough § 527; Kennedy §§ 444–447; Ravizza nn. 464–467):

As conjunções concessivas e o seu modo
ConjunçãoModoO que dizExemploTradução
quamquamindicativoum fato admitidoQuamquam aeger erat, tamen ad scholam vēnit.Embora estivesse doente, veio à escola.
etsī, tametsīindicativo (fato)um fato admitidoEtsī fessī erāmus, tamen labōrāvimus.Embora estivéssemos cansados, trabalhamos.
etiamsī, etsī ("mesmo se")como sī (capítulo 36)uma hipóteseEtiamsī mē rogēs, nōn veniam.Mesmo que você me pedisse, eu não iria.
quamvīssubjuntivo"por mais que": algo só imaginadoQuamvīs dīves sit, nōn est beātus.Por mais rico que seja, não é feliz.
licetpresente ou perfeito do subjuntivo"admita-se que"Licet omnēs mē reprehendant, vērum dīcam.Ainda que todos me censurem, direi a verdade.
cum (concessivo)subjuntivoum fato, como circunstância opostaCum pauper esset, tamen multīs auxilium ferēbat.Embora fosse pobre, ajudava muitos.

O porquê de cada modo está na origem das conjunções. Quamquam e etsī introduzem algo que quem fala reconhece como verdadeiro: indicativo, o modo dos fatos. Quamvīs significa literalmente "quanto você quiser" (quam vīs): "seja ele rico quanto você quiser" é uma concessão imaginada, por isso subjuntivo (Allen e Greenough § 527, nota; Ravizza n. 467). Licet é o verbo impessoal "é permitido", e a oração concessiva era, na origem, o seu complemento: licet omnēs reprehendant, "é permitido que todos censurem", "pois que censurem"; como licet é um presente, a sequência limita o subjuntivo ao presente e ao perfeito (Bennett § 309.4). E etsī, etiamsī, no sentido de "mesmo se", são simplesmente sī reforçado e seguem todos os tipos do capítulo 36 (Bennett § 309.2.a). Para o cum concessivo (capítulo 34) vale o que você viu para o causal: subjuntivo sempre, e o tamen da principal desfaz a dúvida entre "como" e "embora".

Duas observações de leitura. No latim pós-clássico, e por isso também na Vulgata, a fronteira se apaga: quamquam aparece com o subjuntivo e quamvīs com o indicativo (Bennett § 309.6; Allen e Greenough § 527.e). O Evangelho de João diz, por exemplo, quamquam Iēsūs nōn baptizāret, sed discipulī eius, "embora não fosse Jesus quem batizava, mas os seus discípulos" (João 4,2), com o subjuntivo depois de quamquam. Na prosa clássica e nas suas composições, siga a regra da tabela. E quamquam no começo de uma frase independente, seguido de pergunta ou correção, significa "e no entanto, aliás" (Bennett § 309.5): quamquam quid loquor?, "mas, afinal, para que falo?".

As comparativas: reais e hipotéticas ⚑

As orações comparativas comparam a ação da principal com outra. Quando a comparação é com um fato, o latim usa ut (utī), sīcut, velut ("como, assim como") com o indicativo, e a principal traz com frequência o correlativo ita ou sīc ("assim"): ut… ita, "como… assim" (Allen e Greenough § 224; Ravizza n. 469).

Ut magister dīxit, ita fēcimus.
Fizemos como o professor disse. (ut + indicativo: comparação com um fato)
Sīcut pater, ita fīlius.
Tal pai, tal filho. (sem verbo, subentendido est)
Fīat voluntās tua, sīcut in caelō et in terrā.
Seja feita a tua vontade, assim no céu como na terra. (Mateus 6,10)
Et dīmitte nōbīs dēbita nostra, sīcut et nōs dīmittimus dēbitōribus nostrīs.
E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. (Mateus 6,12)

Lembre que ut é a conjunção mais versátil do latim. Com o subjuntivo, é final, consecutiva ou completiva (capítulo 33), ou concessiva; com o indicativo, é comparativa ("como") ou temporal ("quando, logo que"). Um ita ou sīc por perto, sem verbo no subjuntivo, quase sempre indica a comparação. Se o ita vier com um ut e o subjuntivo, desconfie da consecutiva: ita… ut fugerent, "de tal modo que fugiram".

As comparativas hipotéticas: "como se"

Quando a comparação é com uma suposição, "como se fosse", o latim usa quasi, tamquam, tamquam sī, velut sī, ut sī, ac sī (e quam sī, "do que se") com o subjuntivo (Bennett § 307.1; Allen e Greenough § 524; Kennedy § 449; Ravizza n. 470). São, no fundo, condições com a apódose elíptica: "fala como [falaria] se fosse rei".

O ponto que mais engana quem fala português é o tempo. O latim aplica a esses verbos a sequência dos tempos (Bennett § 307.2): depois de tempo primário, presente (simultâneo) ou perfeito (anterior); depois de tempo secundário, imperfeito ou mais-que-perfeito. O português, por sua vez, usa sempre o imperfeito ou o mais-que-perfeito do subjuntivo ("como se fosse", "como se tivesse sido"). Allen e Greenough (§ 524, nota 2) explicam a diferença de ponto de vista: tamquam sī claudus sim é, para o latim, "como seria se eu viesse a ser coxo", uma condição potencial, e por isso usa o presente.

Quasi e a sequência dos tempos
LatimSequênciaTradução
Loquitur quasi rēx sit.primário + simultâneo: presenteFala como se fosse rei.
Loquitur quasi rēgnum accēperit.primário + anterior: perfeitoFala como se tivesse recebido o reino.
Loquēbātur quasi rēx esset.secundário + simultâneo: imperfeitoFalava como se fosse rei.
Mē salūtāvit tamquam numquam mē vīdisset.secundário + anterior: mais-que-perfeitoCumprimentou-me como se nunca me tivesse visto.

Allen e Greenough (§ 524.a) acrescentam que, mesmo depois de tempo primário, o imperfeito e o mais-que-perfeito aparecem às vezes, sobretudo com quam sī, quando se quer frisar a irrealidade. Na leitura, isso não muda a tradução; na escrita, siga a sequência.

Atque depois de īdem e alius; quō… eō ⚑

"O mesmo que", "diferente de": atque (ac)

Depois de palavras de semelhança e de diferença, a conjunção atque (ac diante de consoante) não significa "e", mas "que, como" (Bennett § 341.1.c; Allen e Greenough § 324.c). Essas palavras são īdem ("o mesmo"), aequē ("igualmente"), perinde, similis, pariter e, do lado da diferença, alius ("outro"), aliter ("de outro modo"), secus, contrā. É o mesmo raciocínio do quam depois dos comparativos (capítulo 18): uma comparação pede um segundo termo.

Eadem cōgitō atque frāter.
Penso as mesmas coisas que meu irmão.
Aequē tē amō ac frātrem.
Amo você tanto quanto (amo) meu irmão.
Aliter loquitur ac vīvit.
Fala de modo diferente de como vive.
Nōn aliter fēcit ac sī hostis esset.
Agiu exatamente como se fosse inimigo. (ac sī + subjuntivo: comparativa hipotética)

Com os comparativos propriamente ditos (maior, melius, plūs), o segundo termo vem com quam ou no ablativo, como no capítulo 18; atque com comparativo aparece sobretudo na poesia. Na prosa, guarde a divisão: comparativo → quam; palavras de igualdade e diferença → atque, ac.

"Quanto mais…, tanto mais…": quō… eō

Para dizer que duas coisas crescem ou diminuem na mesma proporção, o latim põe dois comparativos, cada um acompanhado de um ablativo de grau de diferença (capítulo 18): quō na oração subordinada e eō (ou hōc) na principal, ou quantō… tantō (Bennett § 223; Allen e Greenough § 414.a). Literalmente, "por quanto mais…, por tanto mais…".

Quō diūtius legis, eō plūra intellegis.
Quanto mais tempo você lê, mais coisas entende.
Quantō plūs habet, tantō plūs cupit.
Quanto mais tem, mais deseja.
Eō magis gaudeō quod vēnistī.
Fico tanto mais contente por você ter vindo. (eō… quod, "tanto mais porque")
Não leia quō e eō como lugar. Quō e eō também são advérbios de lugar ("para onde", "para lá"). Diante de um comparativo (diūtius, plūra, magis, minus), porém, são ablativos de medida: "quanto…, tanto…". O comparativo vizinho é a chave. E lembre o quō final do capítulo 33 (quō + comparativo + subjuntivo, "para que… mais"): sem eō correspondente e com o verbo no subjuntivo, a oração indica finalidade, não proporção.

Uma conjunção, várias orações; análise de uma frase de César ⚑

As conjunções deste capítulo e dos anteriores se repetem em várias construções, e a mesma palavra pode introduzir orações muito diferentes. O que decide é o modo, os correlativos da principal e o sentido. Use a tabela como lista de verificação na leitura:

Uma conjunção, várias orações
ConjunçãoCom o indicativoCom o subjuntivoSinais
utcomparativa ("como"); temporal ("quando")final, completiva, consecutiva (cap. 33); concessivaita, sīc sem subj. → comparativa; ita, tam, tantus + subj. → consecutiva; nē como negação → final
cumtemporal ("quando")narrativo (cap. 34), causal, concessivotamen → concessivo; praesertim, quippe → causal
quodcausal (razão do autor); "o fato de que"causal (razão alegada)antecedente neutro → relativo; proptereā, eō → causal
quamquamconcessiva (fato)concessiva, no latim tardiotamen na principal; no início de frase: "e no entanto"
sī e compostoscondicional real; etsī concessivocondicional potencial ou irreal; quasi, velut sī comparativascap. 36
dumtemporal ("enquanto")ressalva ("contanto que"); temporal de expectativanegação nē → ressalva

Agora a frase autêntica. O primeiro capítulo da Guerra da Gália divide a Gália em três povos e explica por que os belgas são os mais valentes. César dá a razão sob sua própria responsabilidade de narrador e geógrafo:

Hōrum omnium fortissimī sunt Belgae, proptereā quod ā cultū atque hūmānitāte prōvinciae longissimē absunt.
De todos estes, os mais valentes são os belgas, porque estão muito longe da civilização e do refinamento da Província. (César, BG 1.1)
César, De bello Gallico 1.1, palavra a palavra
PalavraDicionárioAnáliseFunção
Hōrumhīc, haec, hōcgenitivo plural masculinopartitivo: "destes" (os povos da Gália)
omniumomnis, -e, todogenitivo pluralconcorda com hōrum: "de todos estes"
fortissimīfortis, -e, forte, valente; superlativonominativo plural masculinopredicativo do sujeito: "os mais valentes"
suntsum, essepresente do indicativo, 3ª pl.verbo principal
BelgaeBelgae, -ārum (m. pl.), os belgasnominativo plural, 1ª declinaçãosujeito
proptereāproptereā, advérbioinvariávelcorrelativo de quod: "por isto"
quodquod, conjunção causalcom indicativointroduz a razão dada pelo próprio César
āā, ab, preposiçãocom ablativoponto de afastamento: "de"
cultūcultus, -ūs (m.), modo de vida, civilizaçãoablativo singular, 4ª declinaçãoregido por ā
atqueatque, conjunçãoinvariávelliga cultū e hūmānitāte: "e"
hūmānitātehūmānitās, -ātis (f.), refinamento, culturaablativo singular, 3ª declinaçãoregido por ā
prōvinciaeprōvincia, -ae (f.), provínciagenitivo singular"da Província" (a Gália Narbonense, já romana)
longissimēlongē, longe; superlativoadvérbio"muitíssimo longe"
absuntabsum, abesse, estar distantepresente do indicativo, 3ª pl.verbo da causal

O indicativo absunt diz que a razão é de César: ele afirma, como fato, que os belgas vivem longe da Província, e a sequência da frase, no texto original, continua no indicativo (os mercadores raramente chegam até eles, e eles vivem em guerra com os germanos). Se César tivesse escrito quod… abessent, estaria atribuindo a explicação a outros: "porque, segundo se diz, estão longe". Note também o par proptereā… quod: o advérbio na principal anuncia a causa, e o português traduz os dois com um só "porque". Repare, por fim, em atque, que aqui significa simplesmente "e", porque não há palavra de semelhança ou diferença antes dele.

Resumo

No capítulo 38 você verá que, no discurso indireto, também as causais e as comparativas dependentes vão para o subjuntivo, e entenderá melhor por que o subjuntivo da razão alegada funciona como aspas.

Erros comuns ⚑

Prática guiada ⚑

Resolvida passo a passo: leia a pergunta, tente responder e só então abra cada passo.

Prática guiada 1 · Uma concessiva e uma causal na mesma frase

Analise e traduza: Quamquam hostēs plūrēs erant, tamen mīlitēs nostrī, quod ducī cōnfīdēbant, fortiter pugnāvērunt. Vocabulário: plūrēs, mais numerosos; cōnfīdō, -ere + dativo, confiar em; fortiter, corajosamente; pugnō, lutar.

  1. Qual é a oração principal?
    Ver o passo

    Tamen mīlitēs nostrī… fortiter pugnāvērunt: "mesmo assim os nossos soldados lutaram corajosamente". O tamen anuncia que a oração anterior é concessiva.

  2. Que tipo de oração é quamquam hostēs plūrēs erant, e por que o indicativo?
    Ver o passo

    Concessiva com quamquam: admite um fato (os inimigos eram de fato mais numerosos). Por ser fato, o latim clássico usa o indicativo erant.

  3. E quod ducī cōnfīdēbant?
    Ver o passo

    Causal com quod e indicativo: o narrador assume a razão (os soldados confiavam no comandante). Ducī é dativo, regido por cōnfīdō.

  4. Como ficaria a causal se o narrador quisesse só relatar o que os soldados diziam?
    Ver o passo

    Quod ducī cōnfīderent, imperfeito do subjuntivo (sequência secundária, simultâneo): "porque, segundo diziam, confiavam no comandante".

  5. Monte a tradução.
    Ver o passo

    "Embora os inimigos fossem mais numerosos, os nossos soldados, porque confiavam no comandante, lutaram corajosamente." O português põe "fossem" no subjuntivo depois de "embora", sem prejuízo do indicativo latino.

Prática guiada 2 · Razão alegada e "como se"

Analise e traduza: Cīvēs cōnsulem accūsāvērunt quod aerārium exhausisset; cōnsul autem, quasi nihil audīvisset, tacēbat. Vocabulário: accūsō, acusar; aerārium, -ī, tesouro público; exhauriō, -īre, exhausī, exhaustum, esvaziar; autem, porém; taceō, calar-se.

  1. Por que exhausisset está no subjuntivo?
    Ver o passo

    Porque a razão é dos cidadãos, não do narrador: quod + subjuntivo = razão alegada. É o mais-que-perfeito, anterior a accūsāvērunt (secundário). O narrador não diz se o cônsul esvaziou mesmo o tesouro.

  2. Como traduzir essa causal?
    Ver o passo

    "Acusaram o cônsul de ter esvaziado o tesouro" ou "porque, segundo eles, tinha esvaziado o tesouro". Com verbos de acusar, o português prefere "acusar de".

  3. Que oração é quasi nihil audīvisset?
    Ver o passo

    Comparativa hipotética com quasi e subjuntivo. A principal tacēbat é secundária e a ação de ouvir é anterior: mais-que-perfeito, conforme a sequência.

  4. Monte a tradução.
    Ver o passo

    "Os cidadãos acusaram o cônsul de ter esvaziado o tesouro; o cônsul, porém, ficava calado, como se não tivesse ouvido nada."

Conclusão: nas duas orações o subjuntivo afasta o narrador do conteúdo. Na causal, ele não assume a acusação; na comparativa, a surdez do cônsul é só uma aparência.

Exercícios independentes ⚑

Faça por escrito ou em voz alta; abra "Ver resposta" só depois de tentar. A explicação da resposta faz parte da lição.

Exercício 1 · Causais: o modo e o sentido

Traduza e explique o modo do verbo da causal.

  1. Laudō tē quod vērum dīxistī.
    Ver resposta

    Indicativo: a razão é minha, de quem fala. "Elogio você porque disse a verdade."

  2. Pater fīlium laudāvit quod vērum dīxisset.
    Ver resposta

    Subjuntivo (mais-que-perfeito, sequência secundária): a razão é do pai. "O pai elogiou o filho por ter (segundo ele) dito a verdade."

  3. Quoniam advesperāscit, domum redeāmus. (advesperāscit, anoitece)
    Ver resposta

    Indicativo com quoniam: razão conhecida, que justifica a exortação. "Já que está anoitecendo, voltemos para casa."

  4. Hōc dīcō, nōn quod tibi īrātus sim, sed quia tē amō.
    Ver resposta

    Nōn quod + subjuntivo (razão negada), sed quia + indicativo (razão verdadeira). "Digo isto não porque esteja zangado com você, mas porque o amo."

  5. Cum vir bonus sīs, omnēs tibi crēdunt.
    Ver resposta

    Cum causal, sempre com subjuntivo; presente pela sequência primária. "Como você é um homem de bem, todos acreditam em você."

Exercício 2 · Concessivas: escolha o modo

Escolha a forma correta para a prosa clássica e justifique.

  1. Quamquam fessus (erat · esset), tamen labōrābat.
    Ver resposta

    erat: quamquam introduz um fato admitido e leva o indicativo.

  2. Quamvīs dīves (est · sit), avārus est.
    Ver resposta

    sit: quamvīs, "por mais que", leva o subjuntivo. "Por mais rico que seja, é avarento."

  3. Licet omnēs (negant · negent), vērum est.
    Ver resposta

    negent: licet concessivo leva o presente ou o perfeito do subjuntivo. "Ainda que todos neguem, é verdade."

  4. Cum multa (habēbat · habēret), tamen nōn erat beātus.
    Ver resposta

    habēret: cum concessivo leva o subjuntivo; o tamen confirma a concessão. "Embora tivesse muitas coisas, não era feliz."

  5. Etiamsī mē (rogāvissēs · rogāverās), nōn vēnissem.
    Ver resposta

    rogāvissēs: etiamsī segue as regras de sī; a apódose vēnissem é irreal do passado, e a prótase também. "Mesmo que você me tivesse pedido, eu não teria vindo."

Exercício 3 · Comparações

Traduza e explique a construção.

  1. Ut labōrāveris, ita mercēdem accipiēs. (mercēs, -ēdis, pagamento; accipiō, receber)
    Ver resposta

    Comparativa real: ut + indicativo (futuro perfeito) e o correlativo ita. "Conforme você tiver trabalhado, assim receberá o pagamento."

  2. Puer currit quasi lupum videat.
    Ver resposta

    Comparativa hipotética: quasi + presente do subjuntivo, sequência primária. "O menino corre como se visse um lobo."

  3. Puer currēbat quasi lupum vīdisset.
    Ver resposta

    Mesma construção em sequência secundária, com anterioridade: mais-que-perfeito. "O menino corria como se tivesse visto um lobo."

  4. Idem dīcis ac pater.
    Ver resposta

    Atque/ac depois de īdem: "Você diz o mesmo que o pai."

  5. Quō plūra discimus, eō minus scīre nōbīs vidēmur.
    Ver resposta

    Proporcional: quō… eō com dois comparativos (plūra, minus). "Quanto mais aprendemos, menos nos parece que sabemos."

Exercício 4 · Leitura de frases autênticas

Identifique a oração causal, concessiva ou comparativa, explique o modo e traduza. Ortografia adaptada e macrons acrescentados.

  1. Noctū ambulābat in pūblicō Themistoclēs, quod somnum capere nōn posset, quaerentibusque respondēbat Miltiadis tropaeīs sē ē somnō suscitārī. (Cícero, Tusc. 4.44) in pūblicō, em público, nas ruas; tropaeum, troféu; suscitō, despertar.
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    Causal com quod + imperfeito do subjuntivo: razão dada pelo próprio Temístocles, não por Cícero. A segunda parte tem uma oração infinitiva (capítulo 28) depois de respondēbat. "Temístocles andava de noite pelas ruas, porque (dizia) não conseguia dormir, e aos que lhe perguntavam respondia que os troféus de Milcíades o despertavam do sono."

  2. Et dīmitte nōbīs dēbita nostra, sīcut et nōs dīmittimus dēbitōribus nostrīs. (Mateus 6,12) dēbitum, dívida; dēbitor, devedor.
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    Comparativa real: sīcut + indicativo dīmittimus, comparação com um fato. "E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores."

  3. quamquam Iēsūs nōn baptizāret, sed discipulī eius (João 4,2)
    Ver resposta

    Concessiva com quamquam e o imperfeito do subjuntivo: uso do latim tardio (no clássico, indicativo). "Embora não fosse o próprio Jesus quem batizava, mas os seus discípulos."

  4. …absentisque Ariovistī crūdēlitātem, velut sī cōram adesset, horrērent. (César, BG 1.32) cōram, pessoalmente; horreō, temer, ter horror a. O trecho está em discurso indireto, e horrērent está no subjuntivo por isso (capítulo 38).
    Ver resposta

    Comparativa hipotética: velut sī + imperfeito do subjuntivo, simultâneo em sequência secundária. "…e temiam a crueldade de Ariovisto, mesmo ausente, como se ele estivesse ali em pessoa."

Exercício 5 · Do português para o latim

Traduza para o latim clássico. Vocabulário: maneō, ficar; pluit, chove; exeō, -īre, exiī, sair; ambulō, andar; dormiō, dormir; fīlius, filho.

  1. Ficamos em casa porque chovia.
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    Domī mānsimus quod (quia) pluēbat. Razão de quem fala: indicativo.

  2. Embora chovesse, saímos.
    Ver resposta

    Quamquam pluēbat, tamen exiimus. Fato admitido: quamquam + indicativo, apesar do subjuntivo português. Também possível: Cum plueret, tamen exiimus.

  3. Ele anda como se estivesse dormindo.
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    Ambulat quasi dormiat. Depois do presente ambulat, presente do subjuntivo, embora o português diga "estivesse".

  4. O filho pensa o mesmo que o pai.
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    Fīlius idem sentit (cōgitat) ac pater. Atque/ac depois de īdem.

  5. Já que vocês estão cansados, durmam.
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    Quoniam fessī estis, dormīte. Ou Cum fessī sītis, dormīte (cum causal + subjuntivo).

Leituras recomendadas

O primeiro livro da Guerra da Gália, de César, é cheio de causais com proptereā quod e de concessivas com etsī e cum; leia nas seleções os capítulos 1 a 3 e 30 a 33. Os diálogos de Cícero Sobre a amizade e Sobre a velhice argumentam com quod, quoniam, quamquam e quasi a cada página, em prosa clássica modelar. Na Vulgata, compare o Pai-Nosso (Mateus 6,9–13) com as concessivas tardias do Evangelho de João. Allen e Greenough §§ 524–527 e 539–540 trazem as regras completas.

Etapa IV · Ad FontesDificuldade 3 · IntermediárioOriginal ÁudioCom notas

Commentarii de Bello Gallico (seleções)

Gaius Iulius Caesar

Seleções dos livros I, IV, V e VI da Guerra da Gália (a campanha contra os helvécios, a travessia para a Britânia, o cerco ao acampamento de Cícero, os druidas), com macrons, vocabulário corrente e notas em inglês. A porta de entrada clássica para a prosa autêntica.

Historiografia · Clássico · algumas semanas · Dickinson College Commentaries

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Etapa V · Auctores RomaniDificuldade 4 · AvançadoOriginalCom notasTexto na biblioteca

Laelius de Amicitia

Marcus Tullius Cicero

O diálogo sobre a amizade, completo, em latim (texto da edição Loeb de 1923). Prosa filosófica de Cícero mais serena que a dos discursos; sem notas, com análise de palavras ao clique.

Filosofia · Clássico · algumas semanas · Perseus Digital Library

Ler aqui: texto latino da edição de William Armistead Falconer (1923)

Etapa V · Auctores RomaniDificuldade 4 · AvançadoOriginalCom notasTexto na biblioteca

Cato Maior de Senectute

Marcus Tullius Cicero

O diálogo sobre a velhice, completo, em latim (texto da edição Loeb de 1923). Um dos textos filosóficos mais acessíveis de Cícero; sem notas, com análise de palavras ao clique. EPUB com notas (edição Reid e Kelsey) no Project Gutenberg.

Filosofia · Clássico · algumas semanas · Perseus Digital Library

Ler aqui: texto latino da edição de William Armistead Falconer (1923)

Etapa VI · Latinitas ChristianaDificuldade 2 · BásicoOriginal Áudio

Biblia Sacra Vulgata (editio Clementina)

Hieronymus Stridonensis (Vulgata)

A Vulgata Clementina completa, do Gênesis ao Apocalipse, livro a livro. Comece por Marcos, Gênesis ou os Salmos: frases curtas, vocabulário repetitivo e um texto que você já conhece em português. A leitura cristã fundamental e, para muitos, a primeira obra longa lida em latim. No LibriVox há, por ora, só o Salmo 22 gravado.

Escritura (Vulgata) · Tardio e patrístico · anos, um capítulo por dia · Vicifons (Latin Wikisource)

Ler na fonte ↗ Áudio ↗
Etapa III · FundamentaDidático

Allen and Greenough's New Latin Grammar (edição DCC)

J. H. Allen e J. B. Greenough

A gramática de referência clássica em inglês (1903), em hipertexto com os parágrafos numerados tradicionais: pronúncia, morfologia, sintaxe, prosódia. Os comentários do DCC remetem a ela em cada nota. Para consultar, não para decorar.

Gramática · Moderno (material didático) · consulta · Dickinson College Commentaries

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Créditos e fontes

Autoria
Bibliotheca Latina. Conteúdo original com trechos de obras em domínio público; licença CC BY 4.0.
Fontes consultadas
  • New Latin Grammar, Charles E. Bennett (no catálogo) · domínio público · § 223 (ablativo de diferença: quō plūra… eō…), §§ 285–286 (causais: quod, quia, quoniam; 286.1 indicativo = razão de quem escreve, subjuntivo = razão vista como de outro; 286.1.a verbos de dizer no subjuntivo; 286.1.b–c nōn quod, nōn quia; 286.2 cum causal com subjuntivo, quae cum ita sint), § 307.1–2 (comparativas condicionais com ac sī, ut sī, quasi, tamquam (sī), velut (sī); seguem a sequência dos tempos), § 308 (concessão com o subjuntivo jussivo), § 309.1–6 (quamvīs + subjuntivo; quamquam, etsī, tametsī + indicativo; etsī "mesmo se" como sī; cum + subjuntivo; licet + presente ou perfeito do subjuntivo; quamquam "e no entanto"; uso pós-augustano), § 341.1.c (atque, ac = "como, que" depois de palavras de semelhança e diferença)
  • Allen and Greenough's New Latin Grammar, J. H. Allen e J. B. Greenough (no catálogo) · domínio público · § 224 (lista das conjunções: comparativas ut, sīcut, velut, tamquam, quasi, ac sī; concessivas etsī, etiamsī, tametsī, quamquam, quamvīs, licet), § 324.c (atque, ac depois de palavras de comparação e semelhança: aequē ac, nōn aliter ac sī), § 414.a (quō… eō, quantō… tantō com comparativos), § 524 (comparativas condicionais com o subjuntivo; nota 2: o latim usa presente e perfeito onde o inglês usa passado; 524.a imperfeito e mais-que-perfeito mesmo depois de tempo principal, sobretudo com quam sī), §§ 526–527 (concessivas: quamvīs e ut com subjuntivo; licet; etsī, etiam sī, tametsī como sī; quamquam com indicativo; uso dos poetas e autores tardios), §§ 539–540 (causais: origem de quod, quia, quoniam, quandō; indicativo e subjuntivo; nota 3 nōn quod, nōn quia; 540.a quoniam e quandō com indicativo; 540.d cum causal), § 549 (cum causal e concessivo com subjuntivo; reforço com praesertim, quippe)
  • Kennedy's Revised Latin Primer, Benjamin Hall Kennedy (no catálogo) · domínio público · §§ 424–426 (causais: quod, quia, quoniam com indicativo para a razão real; correlativos eō, ideō, idcircō, proptereā; § 426 cum causal com conjuntivo, nota 2 nōn quod, nōn quia), §§ 444–448 (concessivas: etsī, etiamsī, tametsī com indicativo ou conjuntivo; quamquam com indicativo; quamvīs, licet com conjuntivo; nota 2 ut, nē, cum concessivos), § 449 (comparativas com quasi, tamquam (sī), ut sī, velut sī, ac sī e conjuntivo; demonstrativos ita, sīc, perinde, aequē), § 454 (quī causal com conjuntivo; número obtido pela remissão do § 426 e do índice)
  • Gramática Latina, Pe. João Ravizza (no catálogo) · domínio público · n. 445 (causais; em português "porque, já que"; em latim nunca com infinitivo), n. 446 (indicativo com quod, quia, quoniam: pensamento de quem fala), n. 447 (subjuntivo: motivo atribuído a outros; Athēniēnsēs Sōcratem damnārunt quod corrumperet iuventūtem), n. 448 (quod depois de verbos de sentimento), n. 449 (causa não verdadeira com nōn quod), n. 464 (concessivas), n. 465 (quamquam com indicativo; quamquam "todavia"), n. 466 (etsī, tametsī; etiamsī), n. 467 (licet e quamvīs com subjuntivo), n. 468 (comparativas reais e irreais), n. 469 (ut, sīcut, velut com indicativo, correlativos ita, sīc), n. 470 (quasi, tamquam (sī), velut (sī), ac sī com subjuntivo), n. 471 (comparação com quam e potius quam)
  • C. Iulius Caesar, De bello Gallico 1.1 e 1.32 (no catálogo) · domínio público · 1.1 analisado na seção 6; 1.32 no exercício 4. Texto conferido na The Latin Library (caesar/gall1); macrons acrescentados
  • M. Tullius Cicero, Tusculanae disputationes 4.44 (no catálogo) · domínio público · a frase sobre Temístocles (seção 1, diagrama e exercício 4), conferida na The Latin Library (cicero/tusc4, § 44); a mesma frase é citada por Bennett § 286.1 e por Allen e Greenough § 540
  • Biblia Sacra Vulgata (editio Clementina): Mateus 6,10 e 6,12; João 4,2 (no catálogo) · domínio público · Mateus 6,10–12 na seção 4 e no exercício 4; João 4,2 na seção 3 e no exercício 4. Conferidos na Wikisource latina; ortografia adaptada (ae por æ, i por j) e macrons acrescentados
Para ir além
Commentarii de Bello Gallico (seleções), Laelius de Amicitia, Cato Maior de Senectute, Biblia Sacra Vulgata (editio Clementina), Allen and Greenough's New Latin Grammar (edição DCC) (ver Leituras recomendadas acima).