Três famílias de orações adverbiais em que o modo muda o sentido: as causais com quod, quia, quoniam (indicativo para a razão de quem escreve, subjuntivo para a razão atribuída a outro) e com cum; as concessivas com quamquam e etsī (indicativo), quamvīs e licet (subjuntivo) e cum; as comparativas reais com ut, sīcut, velut, as hipotéticas com quasi e tamquam (sī), atque depois de īdem, aequē, alius, e as proporcionais com quō… eō. Com uma frase de César analisada palavra a palavra.
Neste capítulo você vai
Traduzir as causais com quod, quia, quoniam e cum, e explicar a diferença entre o indicativo (razão de quem escreve) e o subjuntivo (razão atribuída a outro).
Escolher o modo certo depois de cada conjunção concessiva: indicativo com quamquam, etsī, tametsī; subjuntivo com quamvīs, licet, cum; e reconhecer o tamen da oração principal como sinal de concessão.
Distinguir a comparativa real (ut, sīcut, velut + indicativo) da hipotética (quasi, tamquam, velut sī + subjuntivo), aplicando a sequência dos tempos e traduzindo "como se fosse".
Ler atque (ac) depois de īdem, aequē, alius, aliter como "que, como", e quō… eō com comparativos como "quanto mais… tanto mais".
Diante de ut, cum, quod, decidir pela construção (modo, correlativos, contexto) qual oração está sendo lida.
orações causaisquod, quia, quoniamindicativo: razão de quem escrevesubjuntivo: razão alegadaproptereā quod, ideō quianōn quod… sed quiacum causalquae cum ita sintquī causalorações concessivasquamquam + indicativoetsī, tametsī, etiamsīquamvīs + subjuntivolicet + subjuntivocum concessivotamen na principalorações comparativasut, sīcut, velut + indicativout… itaquasi, tamquam, velut sī + subjuntivosequência dos tempos nas comparativas hipotéticasatque (ac) depois de īdem, aequē, alius, aliterquō… eō, quantō… tantōuma conjunção, várias oraçõesanálise de frase autêntica
Antes deste capítulo: Capítulo 34 (cum com subjuntivo e a sequência dos tempos), com as formas do subjuntivo dos capítulos 32 e 33. Para as comparativas, ajuda rever os comparativos e o quam do capítulo 18; para as concessivas com etsī e etiamsī, as condicionais do capítulo 36. · capítulo 18 · capítulo 32 · capítulo 33 · capítulo 34 · capítulo 36
As causais com quod, quia, quoniam: de quem é a razão? ⚑
Uma oração causal dá a razão do que se diz na principal: "fiquei em casa porque chovia". Em latim, as conjunções causais mais comuns são quod e quia ("porque") e quoniam ("já que, visto que"), além de cum, que você verá na seção 2 (Bennett § 285; Ravizza n. 445). Ravizza observa uma diferença em relação ao português: o latim não diz a causa com "por" + infinitivo ("por não ter estudado"), mas sempre com uma oração de verbo finito.
O que torna as causais interessantes é o modo. Com quod e quia, o latim usa o indicativo quando a razão é dada por quem escreve ou fala, sob sua responsabilidade, e o subjuntivo quando a razão é apresentada como de outra pessoa: o que alguém alegou, pensou ou disse (Bennett § 286.1; Allen e Greenough § 540; Ravizza nn. 446–447). O subjuntivo funciona como aspas: o autor relata a razão sem assumi-la.
A mesma causa, assumida ou atribuída
Latim
Modo
Tradução
Quem dá a razão
Puer pūnītus est quod mentītus erat.
indicativo
O menino foi castigado porque tinha mentido.
o narrador: o menino mentiu
Puer pūnītus est quod mentītus esset.
subjuntivo
O menino foi castigado porque (segundo diziam) tinha mentido.
quem castigou; o narrador não garante
Mīlitēs ducem laudant quod urbem servāvit.
indicativo
Os soldados elogiam o comandante porque salvou a cidade.
o narrador
Mīlitēs ducem laudant quod urbem servāverit.
subjuntivo
Os soldados elogiam o comandante por ter (dizem eles) salvado a cidade.
os soldados
Note que o subjuntivo da causa alegada segue a sequência dos tempos: depois de pūnītus est (secundário), mais-que-perfeito; depois de laudant (primário), perfeito. O exemplo clássico, citado por Bennett e por Allen e Greenough, está nas Tusculanas de Cícero (Tusc. 4.44): Noctū ambulābat in pūblicō Themistoclēs, quod somnum capere nōn posset, "Temístocles andava de noite pelas ruas, porque (como ele dizia) não conseguia dormir". O subjuntivo posset mostra que é a explicação do próprio Temístocles, e Cícero logo conta qual era: quaerentibusque respondēbat Miltiadis tropaeīs sē ē somnō suscitārī, "e aos que lhe perguntavam respondia que os troféus de Milcíades o despertavam do sono".
Cícero, Tusc. 4.44: o imperfeito do subjuntivo posset (sequência secundária, simultâneo) atribui a razão a Temístocles.
Quoniam, os correlativos e o "não porque… mas porque"
Quoniam introduz uma razão conhecida ou evidente, que serve de justificativa ("já que, uma vez que") e vem no indicativo (Allen e Greenough § 540, nota 1 e 540.a): Quoniam nox est, domum redīte, "já que é noite, voltem para casa". O quod e o quia costumam ser anunciados na principal por um advérbio correlativo: proptereā… quod, ideō… quia, idcircō… quod, eō… quod, todos "por isso… porque", que o português reduz a um só "porque" (Kennedy § 425). Para negar uma razão e dar a verdadeira, o latim usa nōn quod… sed quia: a razão negada vai, em regra, para o subjuntivo, porque é só uma hipótese afastada; a verdadeira fica no indicativo (Bennett § 286.1.b; Ravizza n. 449): Hōc fēcī, nōn quod tē timērem, sed quia tē amābam, "fiz isto não porque te temesse, mas porque te amava". Aqui o português também põe a razão negada no subjuntivo ("não porque te temesse").
O cum causal já foi estudado no capítulo 34; recapitule-o aqui, ao lado de quod e quia. Quando dá uma causa ("como, já que, uma vez que"), cum leva sempre o subjuntivo, em qualquer época e segundo a sequência dos tempos (Bennett § 286.2; Allen e Greenough § 549; Kennedy § 426). Aqui o subjuntivo não significa razão alegada: é simplesmente a construção de cum.
Cum fessī essēmus, domum rediimus.
Como estávamos cansados, voltamos para casa.
Cum mortālis sīs, nōlī superbus esse.
Já que você é mortal, não seja orgulhoso. (sequência primária: presente)
Quae cum ita sint, abeāmus.
Sendo assim, vamos embora. (quae cum ita sint, "uma vez que as coisas são assim", a fórmula ciceroniana vista no capítulo 34: Bennett § 286.2)
Como saber se um cum com subjuntivo é causal ou narrativo? O sentido decide, e às vezes as duas leituras convivem: "como estávamos cansados" é ao mesmo tempo circunstância e causa. Quando o autor quer deixar claro o valor causal, reforça o cum com praesertim ("sobretudo porque") ou quippe ("visto que, naturalmente"): praesertim cum, quippe cum (Allen e Greenough § 549, nota 1). Pela mesma lógica, um relativo com o subjuntivo pode ter valor causal: Miserum tē putō, quī hōc nōn intellegās, "acho você digno de pena, já que (você que) não entende isto" (Kennedy § 454).
As causais: resumo
Conjunção
Modo
Valor
Tradução usual
quod, quia
indicativo
razão de quem escreve
porque
quod, quia
subjuntivo
razão atribuída a outro (alegada, pensada)
porque (segundo ele, dizia-se)
quoniam
indicativo
razão conhecida, justificativa
já que, visto que, uma vez que
nōn quod… sed quia
subjuntivo… indicativo
razão negada × razão verdadeira
não porque… mas porque
cum (causal)
subjuntivo, sempre
causa como circunstância
como, já que
quī (causal)
subjuntivo
causa ligada a uma pessoa
já que ele, visto que
As concessivas: "embora", "ainda que", "por mais que" ⚑
Uma oração concessiva admite um fato ou uma hipótese que parece contrariar a principal, e a principal se afirma mesmo assim: "embora estivesse doente, foi à escola". Em latim, a principal costuma trazer tamen ("contudo, mesmo assim"), e esse tamen é o melhor sinal, na leitura, de que a oração anterior é concessiva. Cada conjunção tem o seu modo, e a regra é mais simples do que parece, porque depende do que a conjunção diz (Bennett § 309; Allen e Greenough § 527; Kennedy §§ 444–447; Ravizza nn. 464–467):
As conjunções concessivas e o seu modo
Conjunção
Modo
O que diz
Exemplo
Tradução
quamquam
indicativo
um fato admitido
Quamquam aeger erat, tamen ad scholam vēnit.
Embora estivesse doente, veio à escola.
etsī, tametsī
indicativo (fato)
um fato admitido
Etsī fessī erāmus, tamen labōrāvimus.
Embora estivéssemos cansados, trabalhamos.
etiamsī, etsī ("mesmo se")
como sī (capítulo 36)
uma hipótese
Etiamsī mē rogēs, nōn veniam.
Mesmo que você me pedisse, eu não iria.
quamvīs
subjuntivo
"por mais que": algo só imaginado
Quamvīs dīves sit, nōn est beātus.
Por mais rico que seja, não é feliz.
licet
presente ou perfeito do subjuntivo
"admita-se que"
Licet omnēs mē reprehendant, vērum dīcam.
Ainda que todos me censurem, direi a verdade.
cum (concessivo)
subjuntivo
um fato, como circunstância oposta
Cum pauper esset, tamen multīs auxilium ferēbat.
Embora fosse pobre, ajudava muitos.
O porquê de cada modo está na origem das conjunções. Quamquam e etsī introduzem algo que quem fala reconhece como verdadeiro: indicativo, o modo dos fatos. Quamvīs significa literalmente "quanto você quiser" (quam vīs): "seja ele rico quanto você quiser" é uma concessão imaginada, por isso subjuntivo (Allen e Greenough § 527, nota; Ravizza n. 467). Licet é o verbo impessoal "é permitido", e a oração concessiva era, na origem, o seu complemento: licet omnēs reprehendant, "é permitido que todos censurem", "pois que censurem"; como licet é um presente, a sequência limita o subjuntivo ao presente e ao perfeito (Bennett § 309.4). E etsī, etiamsī, no sentido de "mesmo se", são simplesmente sī reforçado e seguem todos os tipos do capítulo 36 (Bennett § 309.2.a). Para o cum concessivo (capítulo 34) vale o que você viu para o causal: subjuntivo sempre, e o tamen da principal desfaz a dúvida entre "como" e "embora".
Duas observações de leitura. No latim pós-clássico, e por isso também na Vulgata, a fronteira se apaga: quamquam aparece com o subjuntivo e quamvīs com o indicativo (Bennett § 309.6; Allen e Greenough § 527.e). O Evangelho de João diz, por exemplo, quamquam Iēsūs nōn baptizāret, sed discipulī eius, "embora não fosse Jesus quem batizava, mas os seus discípulos" (João 4,2), com o subjuntivo depois de quamquam. Na prosa clássica e nas suas composições, siga a regra da tabela. E quamquam no começo de uma frase independente, seguido de pergunta ou correção, significa "e no entanto, aliás" (Bennett § 309.5): quamquam quid loquor?, "mas, afinal, para que falo?".
As orações comparativas comparam a ação da principal com outra. Quando a comparação é com um fato, o latim usa ut (utī), sīcut, velut ("como, assim como") com o indicativo, e a principal traz com frequência o correlativo ita ou sīc ("assim"): ut… ita, "como… assim" (Allen e Greenough § 224; Ravizza n. 469).
Ut magister dīxit, ita fēcimus.
Fizemos como o professor disse. (ut + indicativo: comparação com um fato)
Sīcut pater, ita fīlius.
Tal pai, tal filho. (sem verbo, subentendido est)
Fīat voluntās tua, sīcut in caelō et in terrā.
Seja feita a tua vontade, assim no céu como na terra. (Mateus 6,10)
Et dīmitte nōbīs dēbita nostra, sīcut et nōs dīmittimus dēbitōribus nostrīs.
E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. (Mateus 6,12)
Lembre que ut é a conjunção mais versátil do latim. Com o subjuntivo, é final, consecutiva ou completiva (capítulo 33), ou concessiva; com o indicativo, é comparativa ("como") ou temporal ("quando, logo que"). Um ita ou sīc por perto, sem verbo no subjuntivo, quase sempre indica a comparação. Se o ita vier com um ut e o subjuntivo, desconfie da consecutiva: ita… ut fugerent, "de tal modo que fugiram".
As comparativas hipotéticas: "como se"
Quando a comparação é com uma suposição, "como se fosse", o latim usa quasi, tamquam, tamquam sī, velut sī, ut sī, ac sī (e quam sī, "do que se") com o subjuntivo (Bennett § 307.1; Allen e Greenough § 524; Kennedy § 449; Ravizza n. 470). São, no fundo, condições com a apódose elíptica: "fala como [falaria] se fosse rei".
O ponto que mais engana quem fala português é o tempo. O latim aplica a esses verbos a sequência dos tempos (Bennett § 307.2): depois de tempo primário, presente (simultâneo) ou perfeito (anterior); depois de tempo secundário, imperfeito ou mais-que-perfeito. O português, por sua vez, usa sempre o imperfeito ou o mais-que-perfeito do subjuntivo ("como se fosse", "como se tivesse sido"). Allen e Greenough (§ 524, nota 2) explicam a diferença de ponto de vista: tamquam sī claudus sim é, para o latim, "como seria se eu viesse a ser coxo", uma condição potencial, e por isso usa o presente.
Quasi e a sequência dos tempos
Latim
Sequência
Tradução
Loquitur quasi rēx sit.
primário + simultâneo: presente
Fala como se fosse rei.
Loquitur quasi rēgnum accēperit.
primário + anterior: perfeito
Fala como se tivesse recebido o reino.
Loquēbātur quasi rēx esset.
secundário + simultâneo: imperfeito
Falava como se fosse rei.
Mē salūtāvit tamquam numquam mē vīdisset.
secundário + anterior: mais-que-perfeito
Cumprimentou-me como se nunca me tivesse visto.
Allen e Greenough (§ 524.a) acrescentam que, mesmo depois de tempo primário, o imperfeito e o mais-que-perfeito aparecem às vezes, sobretudo com quam sī, quando se quer frisar a irrealidade. Na leitura, isso não muda a tradução; na escrita, siga a sequência.
Depois de palavras de semelhança e de diferença, a conjunção atque (ac diante de consoante) não significa "e", mas "que, como" (Bennett § 341.1.c; Allen e Greenough § 324.c). Essas palavras são īdem ("o mesmo"), aequē ("igualmente"), perinde, similis, pariter e, do lado da diferença, alius ("outro"), aliter ("de outro modo"), secus, contrā. É o mesmo raciocínio do quam depois dos comparativos (capítulo 18): uma comparação pede um segundo termo.
Eadem cōgitō atque frāter.
Penso as mesmas coisas que meu irmão.
Aequē tē amō ac frātrem.
Amo você tanto quanto (amo) meu irmão.
Aliter loquitur ac vīvit.
Fala de modo diferente de como vive.
Nōn aliter fēcit ac sī hostis esset.
Agiu exatamente como se fosse inimigo. (ac sī + subjuntivo: comparativa hipotética)
Com os comparativos propriamente ditos (maior, melius, plūs), o segundo termo vem com quam ou no ablativo, como no capítulo 18; atque com comparativo aparece sobretudo na poesia. Na prosa, guarde a divisão: comparativo → quam; palavras de igualdade e diferença → atque, ac.
"Quanto mais…, tanto mais…": quō… eō
Para dizer que duas coisas crescem ou diminuem na mesma proporção, o latim põe dois comparativos, cada um acompanhado de um ablativo de grau de diferença (capítulo 18): quō na oração subordinada e eō (ou hōc) na principal, ou quantō… tantō (Bennett § 223; Allen e Greenough § 414.a). Literalmente, "por quanto mais…, por tanto mais…".
Quō diūtius legis, eō plūra intellegis.
Quanto mais tempo você lê, mais coisas entende.
Quantō plūs habet, tantō plūs cupit.
Quanto mais tem, mais deseja.
Eō magis gaudeō quod vēnistī.
Fico tanto mais contente por você ter vindo. (eō… quod, "tanto mais porque")
Não leia quō e eō como lugar.Quō e eō também são advérbios de lugar ("para onde", "para lá"). Diante de um comparativo (diūtius, plūra, magis, minus), porém, são ablativos de medida: "quanto…, tanto…". O comparativo vizinho é a chave. E lembre o quō final do capítulo 33 (quō + comparativo + subjuntivo, "para que… mais"): sem eō correspondente e com o verbo no subjuntivo, a oração indica finalidade, não proporção.
Uma conjunção, várias orações; análise de uma frase de César ⚑
As conjunções deste capítulo e dos anteriores se repetem em várias construções, e a mesma palavra pode introduzir orações muito diferentes. O que decide é o modo, os correlativos da principal e o sentido. Use a tabela como lista de verificação na leitura:
tamen na principal; no início de frase: "e no entanto"
sī e compostos
condicional real; etsī concessivo
condicional potencial ou irreal; quasi, velut sī comparativas
cap. 36
dum
temporal ("enquanto")
ressalva ("contanto que"); temporal de expectativa
negação nē → ressalva
Agora a frase autêntica. O primeiro capítulo da Guerra da Gália divide a Gália em três povos e explica por que os belgas são os mais valentes. César dá a razão sob sua própria responsabilidade de narrador e geógrafo:
Hōrum omnium fortissimī sunt Belgae, proptereā quod ā cultū atque hūmānitāte prōvinciae longissimē absunt.
De todos estes, os mais valentes são os belgas, porque estão muito longe da civilização e do refinamento da Província. (César, BG 1.1)
César, De bello Gallico 1.1, palavra a palavra
Palavra
Dicionário
Análise
Função
Hōrum
hīc, haec, hōc
genitivo plural masculino
partitivo: "destes" (os povos da Gália)
omnium
omnis, -e, todo
genitivo plural
concorda com hōrum: "de todos estes"
fortissimī
fortis, -e, forte, valente; superlativo
nominativo plural masculino
predicativo do sujeito: "os mais valentes"
sunt
sum, esse
presente do indicativo, 3ª pl.
verbo principal
Belgae
Belgae, -ārum (m. pl.), os belgas
nominativo plural, 1ª declinação
sujeito
proptereā
proptereā, advérbio
invariável
correlativo de quod: "por isto"
quod
quod, conjunção causal
com indicativo
introduz a razão dada pelo próprio César
ā
ā, ab, preposição
com ablativo
ponto de afastamento: "de"
cultū
cultus, -ūs (m.), modo de vida, civilização
ablativo singular, 4ª declinação
regido por ā
atque
atque, conjunção
invariável
liga cultū e hūmānitāte: "e"
hūmānitāte
hūmānitās, -ātis (f.), refinamento, cultura
ablativo singular, 3ª declinação
regido por ā
prōvinciae
prōvincia, -ae (f.), província
genitivo singular
"da Província" (a Gália Narbonense, já romana)
longissimē
longē, longe; superlativo
advérbio
"muitíssimo longe"
absunt
absum, abesse, estar distante
presente do indicativo, 3ª pl.
verbo da causal
O indicativo absunt diz que a razão é de César: ele afirma, como fato, que os belgas vivem longe da Província, e a sequência da frase, no texto original, continua no indicativo (os mercadores raramente chegam até eles, e eles vivem em guerra com os germanos). Se César tivesse escrito quod… abessent, estaria atribuindo a explicação a outros: "porque, segundo se diz, estão longe". Note também o par proptereā… quod: o advérbio na principal anuncia a causa, e o português traduz os dois com um só "porque". Repare, por fim, em atque, que aqui significa simplesmente "e", porque não há palavra de semelhança ou diferença antes dele.
Resumo
Causais: quod, quia + indicativo (razão do autor) ou + subjuntivo (razão alegada); quoniam + indicativo; cum causal + subjuntivo; nōn quod + subjuntivo, sed quia + indicativo.
Concessivas: quamquam, etsī, tametsī + indicativo; quamvīs, licet, cum + subjuntivo; etiamsī como sī; tamen na principal.
Comparativas: ut, sīcut, velut + indicativo (fato), com ita, sīc; quasi, tamquam (sī), velut sī, ac sī + subjuntivo, segundo a sequência ("como se fosse" = quasi sit depois de tempo primário).
Atque, ac depois de īdem, aequē, alius, aliter = "que, como"; quō… eō, quantō… tantō + comparativos = "quanto mais…, mais…".
No capítulo 38 você verá que, no discurso indireto, também as causais e as comparativas dependentes vão para o subjuntivo, e entenderá melhor por que o subjuntivo da razão alegada funciona como aspas.
Erro: Traduzir quod + subjuntivo como se o autor assumisse a razão: Sōcratēs accūsātus est quod corrumperet iuventūtem (exemplo de Bennett § 286.1) → "Sócrates foi acusado porque corrompia a juventude" (sem matiz).
Por quê, e como evitar: O subjuntivo diz que a razão é dos acusadores, não do autor: "foi acusado de corromper a juventude", "sob a alegação de que corrompia". Ao traduzir, marque a atribuição ("segundo diziam", "sob a acusação de", "alegando que"). Com o indicativo, a razão é do próprio autor.
Erro: Pôr quamquam com o subjuntivo e quamvīs com o indicativo ao escrever em latim clássico, imitando o "embora" português: *Quamquam aeger esset, vēnit.
Por quê, e como evitar: Na prosa clássica, quamquam (fato) leva o indicativo: Quamquam aeger erat, tamen vēnit. Quamvīs e licet (concessão imaginada) levam o subjuntivo. O cruzamento existe no latim tardio e na Vulgata, e você deve reconhecê-lo na leitura, mas não é a norma clássica.
Erro: Traduzir o presente do subjuntivo depois de quasi pelo presente português: Loquitur quasi rēx sit → *"Fala como se é rei" ou *"como se seja rei".
Por quê, e como evitar: Depois de tempo primário, o latim usa o presente (sequência dos tempos); o português usa sempre o imperfeito do subjuntivo depois de "como se": "fala como se fosse rei". Do mesmo modo, o perfeito (quasi accēperit) vira "como se tivesse recebido".
Erro: Ler atque como "e" depois de īdem, alius, aliter, aequē: Aliter loquitur ac vīvit → *"Fala de outro modo e vive".
Por quê, e como evitar: Depois de palavras de semelhança e diferença, atque/ac introduz o segundo termo da comparação: "fala de modo diferente de como vive"; īdem ac = "o mesmo que"; aequē ac = "tanto quanto".
Erro: Tomar todo ut como "para que": Ut magister dīxit, ita fēcimus → *"Para que o professor dissesse, assim fizemos".
Por quê, e como evitar: Com o indicativo (dīxit) e o correlativo ita, ut é comparativo: "como o professor disse, assim fizemos". O ut final pede o subjuntivo. Olhe primeiro o modo do verbo.
Erro: Ler um cum concessivo como temporal: Cum pauper esset, tamen multīs auxilium ferēbat → "Quando era pobre, mesmo assim ajudava…".
Por quê, e como evitar: O tamen na principal mostra que a circunstância contraria o fato: "embora fosse pobre, ajudava muitos". Com cum + subjuntivo, teste as três leituras (quando, como, embora) e escolha a que o contexto e os advérbios (tamen, praesertim) confirmam.
Resolvida passo a passo: leia a pergunta, tente responder e só então abra cada passo.
Prática guiada 1 · Uma concessiva e uma causal na mesma frase
Analise e traduza: Quamquam hostēs plūrēs erant, tamen mīlitēs nostrī, quod ducī cōnfīdēbant, fortiter pugnāvērunt. Vocabulário: plūrēs, mais numerosos; cōnfīdō, -ere + dativo, confiar em; fortiter, corajosamente; pugnō, lutar.
Qual é a oração principal?Ver o passo
Tamen mīlitēs nostrī… fortiter pugnāvērunt: "mesmo assim os nossos soldados lutaram corajosamente". O tamen anuncia que a oração anterior é concessiva.
Que tipo de oração é quamquam hostēs plūrēs erant, e por que o indicativo?Ver o passo
Concessiva com quamquam: admite um fato (os inimigos eram de fato mais numerosos). Por ser fato, o latim clássico usa o indicativo erant.
E quod ducī cōnfīdēbant?Ver o passo
Causal com quod e indicativo: o narrador assume a razão (os soldados confiavam no comandante). Ducī é dativo, regido por cōnfīdō.
Como ficaria a causal se o narrador quisesse só relatar o que os soldados diziam?Ver o passo
Quod ducī cōnfīderent, imperfeito do subjuntivo (sequência secundária, simultâneo): "porque, segundo diziam, confiavam no comandante".
Monte a tradução.Ver o passo
"Embora os inimigos fossem mais numerosos, os nossos soldados, porque confiavam no comandante, lutaram corajosamente." O português põe "fossem" no subjuntivo depois de "embora", sem prejuízo do indicativo latino.
Prática guiada 2 · Razão alegada e "como se"
Analise e traduza: Cīvēs cōnsulem accūsāvērunt quod aerārium exhausisset; cōnsul autem, quasi nihil audīvisset, tacēbat. Vocabulário: accūsō, acusar; aerārium, -ī, tesouro público; exhauriō, -īre, exhausī, exhaustum, esvaziar; autem, porém; taceō, calar-se.
Por que exhausisset está no subjuntivo?Ver o passo
Porque a razão é dos cidadãos, não do narrador: quod + subjuntivo = razão alegada. É o mais-que-perfeito, anterior a accūsāvērunt (secundário). O narrador não diz se o cônsul esvaziou mesmo o tesouro.
Como traduzir essa causal?Ver o passo
"Acusaram o cônsul de ter esvaziado o tesouro" ou "porque, segundo eles, tinha esvaziado o tesouro". Com verbos de acusar, o português prefere "acusar de".
Que oração é quasi nihil audīvisset?Ver o passo
Comparativa hipotética com quasi e subjuntivo. A principal tacēbat é secundária e a ação de ouvir é anterior: mais-que-perfeito, conforme a sequência.
Monte a tradução.Ver o passo
"Os cidadãos acusaram o cônsul de ter esvaziado o tesouro; o cônsul, porém, ficava calado, como se não tivesse ouvido nada."
Conclusão: nas duas orações o subjuntivo afasta o narrador do conteúdo. Na causal, ele não assume a acusação; na comparativa, a surdez do cônsul é só uma aparência.
rogāvissēs: etiamsī segue as regras de sī; a apódose vēnissem é irreal do passado, e a prótase também. "Mesmo que você me tivesse pedido, eu não teria vindo."
Exercício 3 · Comparações
Traduza e explique a construção.
Ut labōrāveris, ita mercēdem accipiēs. (mercēs, -ēdis, pagamento; accipiō, receber)Ver resposta
Comparativa real: ut + indicativo (futuro perfeito) e o correlativo ita. "Conforme você tiver trabalhado, assim receberá o pagamento."
Puer currit quasi lupum videat.Ver resposta
Comparativa hipotética: quasi + presente do subjuntivo, sequência primária. "O menino corre como se visse um lobo."
Puer currēbat quasi lupum vīdisset.Ver resposta
Mesma construção em sequência secundária, com anterioridade: mais-que-perfeito. "O menino corria como se tivesse visto um lobo."
Idem dīcis ac pater.Ver resposta
Atque/ac depois de īdem: "Você diz o mesmo que o pai."
Quō plūra discimus, eō minus scīre nōbīs vidēmur.Ver resposta
Proporcional: quō… eō com dois comparativos (plūra, minus). "Quanto mais aprendemos, menos nos parece que sabemos."
Exercício 4 · Leitura de frases autênticas
Identifique a oração causal, concessiva ou comparativa, explique o modo e traduza. Ortografia adaptada e macrons acrescentados.
Noctū ambulābat in pūblicō Themistoclēs, quod somnum capere nōn posset, quaerentibusque respondēbat Miltiadis tropaeīs sē ē somnō suscitārī. (Cícero, Tusc. 4.44) in pūblicō, em público, nas ruas; tropaeum, troféu; suscitō, despertar.Ver resposta
Causal com quod + imperfeito do subjuntivo: razão dada pelo próprio Temístocles, não por Cícero. A segunda parte tem uma oração infinitiva (capítulo 28) depois de respondēbat. "Temístocles andava de noite pelas ruas, porque (dizia) não conseguia dormir, e aos que lhe perguntavam respondia que os troféus de Milcíades o despertavam do sono."
Et dīmitte nōbīs dēbita nostra, sīcut et nōs dīmittimus dēbitōribus nostrīs. (Mateus 6,12) dēbitum, dívida; dēbitor, devedor.Ver resposta
Comparativa real: sīcut + indicativo dīmittimus, comparação com um fato. "E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores."
quamquam Iēsūs nōn baptizāret, sed discipulī eius (João 4,2)Ver resposta
Concessiva com quamquam e o imperfeito do subjuntivo: uso do latim tardio (no clássico, indicativo). "Embora não fosse o próprio Jesus quem batizava, mas os seus discípulos."
…absentisque Ariovistī crūdēlitātem, velut sī cōram adesset, horrērent. (César, BG 1.32) cōram, pessoalmente; horreō, temer, ter horror a. O trecho está em discurso indireto, e horrērent está no subjuntivo por isso (capítulo 38).Ver resposta
Comparativa hipotética: velut sī + imperfeito do subjuntivo, simultâneo em sequência secundária. "…e temiam a crueldade de Ariovisto, mesmo ausente, como se ele estivesse ali em pessoa."
Exercício 5 · Do português para o latim
Traduza para o latim clássico. Vocabulário: maneō, ficar; pluit, chove; exeō, -īre, exiī, sair; ambulō, andar; dormiō, dormir; fīlius, filho.
Ficamos em casa porque chovia.Ver resposta
Domī mānsimus quod (quia) pluēbat. Razão de quem fala: indicativo.
Embora chovesse, saímos.Ver resposta
Quamquam pluēbat, tamen exiimus. Fato admitido: quamquam + indicativo, apesar do subjuntivo português. Também possível: Cum plueret, tamen exiimus.
Ele anda como se estivesse dormindo.Ver resposta
Ambulat quasi dormiat. Depois do presente ambulat, presente do subjuntivo, embora o português diga "estivesse".
O filho pensa o mesmo que o pai.Ver resposta
Fīlius idem sentit (cōgitat) ac pater.Atque/ac depois de īdem.
Já que vocês estão cansados, durmam.Ver resposta
Quoniam fessī estis, dormīte. Ou Cum fessī sītis, dormīte (cum causal + subjuntivo).
Leituras recomendadas
O primeiro livro da Guerra da Gália, de César, é cheio de causais com proptereā quod e de concessivas com etsī e cum; leia nas seleções os capítulos 1 a 3 e 30 a 33. Os diálogos de Cícero Sobre a amizade e Sobre a velhice argumentam com quod, quoniam, quamquam e quasi a cada página, em prosa clássica modelar. Na Vulgata, compare o Pai-Nosso (Mateus 6,9–13) com as concessivas tardias do Evangelho de João. Allen e Greenough §§ 524–527 e 539–540 trazem as regras completas.
Etapa IV · Ad FontesDificuldade 3 · IntermediárioOriginal ÁudioCom notas
Commentarii de Bello Gallico (seleções)
Gaius Iulius Caesar
Seleções dos livros I, IV, V e VI da Guerra da Gália (a campanha contra os helvécios, a travessia para a Britânia, o cerco ao acampamento de Cícero, os druidas), com macrons, vocabulário corrente e notas em inglês. A porta de entrada clássica para a prosa autêntica.
Historiografia · Clássico · algumas semanas · Dickinson College Commentaries
Etapa V · Auctores RomaniDificuldade 4 · AvançadoOriginalCom notasTexto na biblioteca
Laelius de Amicitia
Marcus Tullius Cicero
O diálogo sobre a amizade, completo, em latim (texto da edição Loeb de 1923). Prosa filosófica de Cícero mais serena que a dos discursos; sem notas, com análise de palavras ao clique.
Filosofia · Clássico · algumas semanas · Perseus Digital Library
Ler aqui: texto latino da edição de William Armistead Falconer (1923)
Etapa V · Auctores RomaniDificuldade 4 · AvançadoOriginalCom notasTexto na biblioteca
Cato Maior de Senectute
Marcus Tullius Cicero
O diálogo sobre a velhice, completo, em latim (texto da edição Loeb de 1923). Um dos textos filosóficos mais acessíveis de Cícero; sem notas, com análise de palavras ao clique. EPUB com notas (edição Reid e Kelsey) no Project Gutenberg.
Filosofia · Clássico · algumas semanas · Perseus Digital Library
Ler aqui: texto latino da edição de William Armistead Falconer (1923)
Etapa VI · Latinitas ChristianaDificuldade 2 · BásicoOriginal Áudio
Biblia Sacra Vulgata (editio Clementina)
Hieronymus Stridonensis (Vulgata)
A Vulgata Clementina completa, do Gênesis ao Apocalipse, livro a livro. Comece por Marcos, Gênesis ou os Salmos: frases curtas, vocabulário repetitivo e um texto que você já conhece em português. A leitura cristã fundamental e, para muitos, a primeira obra longa lida em latim. No LibriVox há, por ora, só o Salmo 22 gravado.
Escritura (Vulgata) · Tardio e patrístico · anos, um capítulo por dia · Vicifons (Latin Wikisource)
Allen and Greenough's New Latin Grammar (edição DCC)
J. H. Allen e J. B. Greenough
A gramática de referência clássica em inglês (1903), em hipertexto com os parágrafos numerados tradicionais: pronúncia, morfologia, sintaxe, prosódia. Os comentários do DCC remetem a ela em cada nota. Para consultar, não para decorar.
Bibliotheca Latina. Conteúdo original com trechos de obras em domínio público; licença CC BY 4.0.
Fontes consultadas
New Latin Grammar, Charles E. Bennett (no catálogo) · domínio público · § 223 (ablativo de diferença: quō plūra… eō…), §§ 285–286 (causais: quod, quia, quoniam; 286.1 indicativo = razão de quem escreve, subjuntivo = razão vista como de outro; 286.1.a verbos de dizer no subjuntivo; 286.1.b–c nōn quod, nōn quia; 286.2 cum causal com subjuntivo, quae cum ita sint), § 307.1–2 (comparativas condicionais com ac sī, ut sī, quasi, tamquam (sī), velut (sī); seguem a sequência dos tempos), § 308 (concessão com o subjuntivo jussivo), § 309.1–6 (quamvīs + subjuntivo; quamquam, etsī, tametsī + indicativo; etsī "mesmo se" como sī; cum + subjuntivo; licet + presente ou perfeito do subjuntivo; quamquam "e no entanto"; uso pós-augustano), § 341.1.c (atque, ac = "como, que" depois de palavras de semelhança e diferença)
Allen and Greenough's New Latin Grammar, J. H. Allen e J. B. Greenough (no catálogo) · domínio público · § 224 (lista das conjunções: comparativas ut, sīcut, velut, tamquam, quasi, ac sī; concessivas etsī, etiamsī, tametsī, quamquam, quamvīs, licet), § 324.c (atque, ac depois de palavras de comparação e semelhança: aequē ac, nōn aliter ac sī), § 414.a (quō… eō, quantō… tantō com comparativos), § 524 (comparativas condicionais com o subjuntivo; nota 2: o latim usa presente e perfeito onde o inglês usa passado; 524.a imperfeito e mais-que-perfeito mesmo depois de tempo principal, sobretudo com quam sī), §§ 526–527 (concessivas: quamvīs e ut com subjuntivo; licet; etsī, etiam sī, tametsī como sī; quamquam com indicativo; uso dos poetas e autores tardios), §§ 539–540 (causais: origem de quod, quia, quoniam, quandō; indicativo e subjuntivo; nota 3 nōn quod, nōn quia; 540.a quoniam e quandō com indicativo; 540.d cum causal), § 549 (cum causal e concessivo com subjuntivo; reforço com praesertim, quippe)
Kennedy's Revised Latin Primer, Benjamin Hall Kennedy (no catálogo) · domínio público · §§ 424–426 (causais: quod, quia, quoniam com indicativo para a razão real; correlativos eō, ideō, idcircō, proptereā; § 426 cum causal com conjuntivo, nota 2 nōn quod, nōn quia), §§ 444–448 (concessivas: etsī, etiamsī, tametsī com indicativo ou conjuntivo; quamquam com indicativo; quamvīs, licet com conjuntivo; nota 2 ut, nē, cum concessivos), § 449 (comparativas com quasi, tamquam (sī), ut sī, velut sī, ac sī e conjuntivo; demonstrativos ita, sīc, perinde, aequē), § 454 (quī causal com conjuntivo; número obtido pela remissão do § 426 e do índice)
Gramática Latina, Pe. João Ravizza (no catálogo) · domínio público · n. 445 (causais; em português "porque, já que"; em latim nunca com infinitivo), n. 446 (indicativo com quod, quia, quoniam: pensamento de quem fala), n. 447 (subjuntivo: motivo atribuído a outros; Athēniēnsēs Sōcratem damnārunt quod corrumperet iuventūtem), n. 448 (quod depois de verbos de sentimento), n. 449 (causa não verdadeira com nōn quod), n. 464 (concessivas), n. 465 (quamquam com indicativo; quamquam "todavia"), n. 466 (etsī, tametsī; etiamsī), n. 467 (licet e quamvīs com subjuntivo), n. 468 (comparativas reais e irreais), n. 469 (ut, sīcut, velut com indicativo, correlativos ita, sīc), n. 470 (quasi, tamquam (sī), velut (sī), ac sī com subjuntivo), n. 471 (comparação com quam e potius quam)
C. Iulius Caesar, De bello Gallico 1.1 e 1.32 (no catálogo) · domínio público · 1.1 analisado na seção 6; 1.32 no exercício 4. Texto conferido na The Latin Library (caesar/gall1); macrons acrescentados
M. Tullius Cicero, Tusculanae disputationes 4.44 (no catálogo) · domínio público · a frase sobre Temístocles (seção 1, diagrama e exercício 4), conferida na The Latin Library (cicero/tusc4, § 44); a mesma frase é citada por Bennett § 286.1 e por Allen e Greenough § 540
Biblia Sacra Vulgata (editio Clementina): Mateus 6,10 e 6,12; João 4,2 (no catálogo) · domínio público · Mateus 6,10–12 na seção 4 e no exercício 4; João 4,2 na seção 3 e no exercício 4. Conferidos na Wikisource latina; ortografia adaptada (ae por æ, i por j) e macrons acrescentados